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domingo, 3 de julho de 2011

Coreografias Ultrajantes do Cinema Indiano - Pyaar Do Pyaar Lo

Hoje temos um 2 em 1.
Não sou a pessoa mais actualizada da blogosfera em matéria de bandas-sonoras Bollywood por isso só hoje, via rádio, é que descobri que a canção 'Pyaar Do Pyaar Lo', de Janbaaz (1986), teve um remake em 2011 no filme 'Thank You'.
E em ambos os filmes o vídeo que acompanha a canção é bastante ultrajante, embora por motivos diferentes.

Em 1986, uma Rekha muito disco diva fazia playback ao som da voz da cantora Sapna num ambiente tirado dos vídeos de Duran Duran, com Frankie Goes to Hollywood à mistura e até uma pitadinha de Depeche Mode nos bons velhos tempos. Obrigada, Feroz Khan, por elevares sempre o kitsch a novos píncaros no cinema indiano!

domingo, 20 de março de 2011

Coreografias Picantes do Cinema Indiano - Utsav

Lançado em 1985, Utsav continua a ser um filme singular no panorama indiano.
Com uma grande carga erótica (sem cair na vulgaridade) e filmado de uma forma bastante natural - atentem no realismo dos cenários -  Utsav foi produzido por Shashi Kapoor e protagonizado pela actriz Rekha, inegavelmente a actriz que mais sensualidade trouxe ao cinema indiano.

aqui escrevemos sobre Utsav e hoje trazemos uma coreografia que, sendo maravilhosa, é sem dúvida picante devido ao assunto que aborda. Neste caso, o primeiro encontro entre a cortesã Vasantsena e o seu adorado Charudatta.

A faixa chama-se Neelam Ke Nabh Chhaye Pukhraj Janki, foi composta pela dupla Laxmikant-Pyarelal e é cantada pelas irmãs Lata Mangeshkar e Asha Bhosle.

Vejam, que é mesmo bonito.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Jaani Dushman

Quando um filme leva 12 minutos a apresentar os créditos de abertura, dando-se ao trabalho de nos presentear com um prólogo que inclui carros empanados que param em frente a casas assombradas decoradas com retratos que falam e mexem e comboios com passageiros que se transformam em algo cruzado entre um lobisomem e um iéti que atacam noivas vestidas de vermelho porque lá devem ter qualquer sangue taurino a correr nas suas veias, então é nesse momento que o nosso coração dispara com a adrenalina de quem sabe que vai passar umas boas duas horas e meia frente ao ecrã.

No entanto, este Jaani Dushman está mais próximo de uma qualquer tragédia shakespeariana do que um conto de Stephen King. Sigam-me para o próximo parágrafo que eu já vos explico tudo, enquanto passam os olhos por uma apavorada Reena Roy.


Lá diz o ditado: "Em equipa vencedora não se mexe", e é exactamente o que acontece com este Jaani Dushman, o filme que Raj Kuhmar Kohli fez depois do enormemente bem sucedido Nagin, já aqui referido. Rekha volta, assim como Sunil Dutt, Reena Roy, o grande Jeetendra (afinal Nagin não provou ser o seu último filme, como anunciado nos créditos de abertura desse filme...) e Laxmikant Pyarelal na banda-sonora. O resultado foi um enorme sucesso blockbuster. A história é básica: noivo traído por noiva na noite de núpcias, morre envenenado e vira Ju-on. Com pêlos. E garras. E com fotossensibilidade ao vermelho nupcial. E com tendências assassinas. Básico, não acham?

Ora, isto quer dizer o quê? Quer dizer que durante todo o filme vamos ter uma verdadeira procissão de noivas que vão sofrer ataques do Lobiéiti (chamemos-lhe assim para bem da prosa), até ao desfecho final que se adivinha excitante. Sim, porque se tivessemos só uma noiva o filme acabaria num instantinho, não era? Há que preencher o tempo. E se neste preciso momento estão a pensar: "qual será o comic relief deste filme desta vez?", bem, só vos tenho a dizer que é vesgo e tem voz de apito. O que para mim é quase tão assustador como a imagem que se segue.


A esta hora do campeonato, o leitor concerteza estará a pensar que tem que ver este filme com a máxima urgência. O meu conselho é: "Vão com calma". Isto porque este Jaani Dushman não é propriamente um filme de terror. "O quê?!", dizem vocês e com toda a razão. "Mas afinal o poster e as imagens deste post são só para enganar?!". Mais ou menos. Mas a culpa não é minha, acreditem. Também eu pensei que houvesse mais momentos de terror do que os que realmente há. Digamos que Jaani Dushman é um drama romântico com nuances de terror. Tipo isto. Mais ou menos, vá lá.

Pode dizer-se sem medo de errar que as cenas de terror somadas não devem atingir os 20 minutos. E já estou a ser generoso. Ora, isto num filme de duas horas e meia não é muito, pois não? Bem, mas o que lá está é bom e recomenda-se. E os efeitos especiais manhosos também não cá faltam para dar cor à coisa. Somando tudo, temos um Bollyhorror muito masala e a certeza de uma tarde bem passada. Eu não preciso de muito mais do que isto para ser feliz.


quinta-feira, 29 de abril de 2010

Nagin - A Mulher Cobra

Há filmes que são tão gloriosamente divertidos que a tarefa de escrever um texto que lhes faça justiça torna-se um desafio. Este Nagin que vos venho aqui falar hoje é um desses casos flagrantes de entretenimento e perdoem-me desde já se eu não estiver à sua altura.

Vou então optar por descrever o que se passa, sem tentar embelezar a coisa com frases ou tiradas mais ou menos cómicas para vos prender a atenção. É que este filme não precisa disso. Senão vejamos: logo no genérico, sobre a imagem de um buda vemos as palavras SHANKAR FILMS, seguidas de um breve texto explanatório sobre a lenda das Nagin (ou mulheres-cobra), seres extraordinários que possuem a capacidade de se transformarem em seres humanos, texto esse sobreposto sobre a imagem de um globo giratório pendurado por um fio. Ainda no genérico inicial, ficamos a saber que este irá ser o último filme de Jeetendra e que conta com a participação de grandes nomes como Feroz Kahn e Kabir Bedi (o célebre Sandokan da saudosa série televisiva). Logo aqui neste breves minutos introdutórios a adrenalina sobe vertiginosamente.

De seguida, somos apresentados à titular Nagin e ao seu companheiro serpentino, representados por uma belíssima Reena Roy e pelo atrás referido Jeetendra. A sua feliz existência irá ser perturbada por um mal-entendido provocado quando um caçador mata o homem-cobra ao pensar que este (na sua forma animal) estava a atacar a bela Nagin (na sua forma humana). Ora, mulher-cobra que se preze irá jurar vingança de morte ao caçador e aos seus amigos. Obviamente. Senão, não havia filme, não era? E, sem fazer spoilers, o resto do filme consiste na sua demanda assassina que irá fulminar um a um até que não reste nenhum. Ou será que é mesmo assim que tudo irá se passar? E mais não digo.

Como vêem, não há como não gostar deste filme e, embora eu tenha ficado um fã instantâneo deste Nagin, só tenho pena que o filme não consiga aguentar a qualidade dos seus primeiros 45 minutos que são perfeitos na sua montagem, atmosfera, representação e não-engonhanço da história. De qualquer modo, de todos os filmes feitos sobre este mito tipicamente indiano, esta versão de 1976 ainda hoje é a mais celebrada e a mais amada. E com alguma razão. As canções de Laxmikant-Pyarelal são deliciosas e o guarda-roupa e penteados dão o toque 70's kitsch final à coisa.

Ah!, quase me esquecia: o final é um verdadeiro cliffhanger! Poucas vezes senti a necessidade de roer as unhas tais eram os nervos que me provocaram os últimos minutos onde uma luta contra a morte é travada entre a Nagin e o último sobrevivente! Raj Kuhmar Kohli prova com este filme que merece toda a minha atenção e o resultado disto mesmo irão ver daqui a uns tempos no Grand Masala com mais uma crítica de um dos seus filmes. Enquanto isso, fiquem com um pequeno clip musical que envolve calças à boca de sino, colarinhos aflitos, peitos masculinos peludos à mostra exibindo redondos medalhões, cabelos com muita laca e uma festa que mais parece ter sido filmada na Baviera por altura da Oktoberfest (Festa da Cerveja para os mais leigos). Isto tudo emoldurado com corações, losangos e outra figuras geométricas. É ver para crer.

domingo, 4 de abril de 2010

Khoon Bhari Maang - Quando o Amor é Falso


Uma viúva rica e mãe extremosa regressa do reino dos mortos com sede de vingança e de sangue!
Esta poderia ser a tagline do filme de 1988 Khoon Bhari Maang, que, sob o nome Quando o Amor é Falso, fez sucesso em Portugal e do qual imagino que muitos se recordarão.

Rekha tem mais um grande papel como Aarti, viúva e mãe de dois filhos que fica destroçada após a morte (por homícido) do seu pai. Sentindo-se particularmente vulnerável, Aarti torna-se o alvo do ganancioso Sanjay (Kabir Bedi, o famoso Sandokan), que conquista o amor dos seus filhos e a pede em casamento.

Aarti acede, desconhecendo que Sanjay tem uma amante e que o plano dos dois é apoderar-se da sua fortuna. Pouco depois da boda, Sanjay e Nandini (amante de Sanjay e supostamente a melhor amiga de Aarti) levam-na para um passeio de barco.

É então que Sanjay atira Aarti aos crocodilos - isso mesmo - e começa a fazer o papel de viúvo choroso.

No entanto, Aarti não morre. Dá à costa completamente desfigurada e é acolhida por um camponês. Já recomposta, é tomada por um intenso desejo de justiça e decide dar a Sanjay um gosto do seu próprio veneno.

Para isso, submete-se a uma cirurgia plástica que a deixa muito mais bonita do que antes, e assumindo a profissão de modelo, ganha o coração de Sanjay. Este rapidamente esquece a antiga namorada, agora uma beleza já "gasta", e convida Aarti para sua casa.

Aí Aarti é confrontada com o pior cenário possível. Os filhos apanham tareia do padrasto, o seu cavalo é chicoteado, o cão está acorrentado no quintal e até um dos empregados foi assassinado.

A partir daí começa uma espiral de violência e vingança feminina como estes vilões nunca conheceram. Aarti liberta o seu cão e, usando a trela com que o acorrentavam, estrangula o tio de Sanjay. A seguir parte em busca deste e da amante munida de espingarda e chicote. Uma verdadeira Foxy Brown indiana!

Com frases espetaculares como "Conheceste o afecto de Maria e de Sita, mas não as formas de Durga e de Kali!" e uma actriz muito forte como protagonista, Khoon Bhari Maang é um grande filme de acção. Tem também um guarda-roupa indescrítivel, mas como nós sabemos os anos 80 não foram bons para ninguém.

Antes que alguém pergunte, este filme está amplamente disponível em lojas de produtos indianos, nomeadamente aqui, aqui e no C.C. Mouraria, em Lisboa.



terça-feira, 31 de março de 2009

Utsav

Tive uma experiência inédita e algo surreal.

Tendo-me apaixonado completamente pelos cartazes do filme Utsav que vi num livro, decidi comprar o filme pela módica quantia de 0,98£ via Amazon Uk. A edição que comprei, da Quest (que a par da da Eros é a mais comum), apresenta a versão inglesa do filme e não a indiana.

Eu explico: comprei o filme na expectativa de ouvir a banda sonora e ver as coreografias e afinal a edição corrente é dobrada em Inglês (isso mesmo) e foram eliminadas todas as passagens musicais! -> neste momento a fã de Bollywood definha e sente o seu coraçãozinho mirrar de desilusão

Confesso que nunca tinha visto nada assim, estamos a falar de meia hora de filme eclipsada, e por muito que pesquise na internet não encontro o motivo. Arrisco dizer que para cativar algum público inglês com interesse intelectual por coisas exóticas, o filme tenha sido retalhado para não parecer piroso. Confesso que estou revoltada. O único site europeu que localizei com a versão indiana (da Eagle) é o
Bolly Market, que cobra 9,99€ de portes da França para Portugal. Plizzzzzz...

Com isto tudo quis apenas alertar qualquer possível interessado a não comprar o filme sem antes confirmar muito bem a duração e se tem legendas (ao invés de dobragem).

Avancemos, então.

Baseado numa peça de teatro do séc. VI, Utsav é uma colagem deliciosa de personagens mais ou menos cómicas e mais ou menos sexy. Isto porque há umas que são completamente hilariantes e outras que são para lá de "renhau", como é o caso da figura central interpretada por Rekha.

A acção desenrola-se à volta de um bordel onde se estuda a ciência do amor (ou seja, as posturas do Kama Sutra), e onde vive
Vasantsena (Rekha), uma rica cortesã que tem um caso amoroso com um homem casado (e falido), Charudatta (Shekhar Suman).

Pelo meio surgem ladrões, revolucionários e até o cunhado do rei, cujas investidas amorosas são rejeitadas sistematicamente por Vasantsena.

Ao contrário da maioria dos filmes indianos que vi até agora, esta película produzida por Shashi Kapoor tem bastante nudez, muita conversa sobre sexo, mas sempre de maneira descontraída sem cair na vulgaridade.
Custa-me dizer, mas acho que foi isso que o tornou "vendável" na Europa.

A realização é excelente e torna Utsav um daqueles filmes que nos deixa colados do início ao fim.

Só tenho pena mesmo pelo song and dance desaparecido. Mas prometo que se encontrar uma versão original "livre" do filme coloco aqui o link.

Aqui fica um vídeo que dá uma boa ideia geral de Utsav, é a parte em que Aditi (a esposa legítima desempenhada por Anuradha Patel) e Vasantsena travam conhecimento.
Como é óbvio, a versão inglesa não dá uma ideia clara do quão... íntimo foi essse encontro ^_^

A canção é um dueto entre as irmãs Lata Mangeshkar e Asha Bohsle.

sábado, 28 de março de 2009

Coreografias maravilhosas do cinema indiano
- In Ankhon Ki Masti

Inicio oficialmente aquilo que já tenho vindo a fazer não-oficialmente: colocar posts com momentos musicais formidáveis do cinema indiano.
É isso mesmo, o cinema indiano é repleto de música, vida e côr e decidi criar uma secção só para aqueles vídeos memoráveis que quero partilhar com os leitores.
Tenho a certeza que os meus co-autores se juntarão a mim :)

O primeiro vídeo é o da canção In Ankhon Ki Masti, do maravilhoso Umrao Jaan de 1981. Interpretada pela diva Asha Bohsle e dançada pela lindíssima actriz Rekha, esta é das minhas faixas preferidas de Asha Bohsle.

Os vídeos são uma das melhores formas de antevermos o tipo de filme que nos espera e permitem-nos escolher com mais segurança. Comigo há duas coisas que funcionam sempre, filmes de época e cortesãs ;)

E este aqui enche-me as medidas!

terça-feira, 17 de março de 2009

Silsila

Um verdadeiro clássico! Lançado em 1981, Silsila reflectiu no ecrã um escândalo da vida real dos seus protagonistas e por muito mau que soe, isso foi um dos motivos que me levou a ver o filme.

Protagonizado por Amitabh Bachchan, pela sua esposa - Jaya Bhaduri - e pela sua presumida amante na vida real - Rekha -, Silsila conta a história do romance extra-conjugal entre as personagens de Amitabh e Rekha e o impacto que isso tem na vida das suas famílias.

Fazendo um sinopse para contextualizar, Shekhar (Shashi Kapoor) e Amit (Amitabh Bachchan) são dois irmãos, cada um com a respectiva namorada. Shobha (Jaya Bhaduri) é a noiva querida e discreta de Shekhar e Chandni (Rekha) é a namorada vistosa e apaixonada de Amit.

Tudo corria bem, com planos de casamento e tudo, até que Shekhar morre ao comando de um avião.
O destroçado Amit visita Shobha para a consolar, quando descobre que esta está grávida do irmão. Para impedir que Shobha, além de ter ficado viúva, ganhe má fama por ser mãe solteira, Amit termina tudo com Chandni e casa com Shobha.

Anos depois, o casal volta a encontrar-se com Chandni, agora casada com o médico Dr. Anand (Sanjeev Kumar).
Tendo os dois casamentos nascido da conveniência, Amit e Chandni caem rapidamente nos braços um do outro de forma gradualmente mais visível, ao ponto de causarem embaraço aos respectivos cônjuges.
O facto é que Shobha sabe que o marido lhe fez um favor e o Dr. Anand percebe que não pode mandar no coração da mulher.

Apesar de o filme criar condições para sentirmos total empatia com estas quatro personagens, Jaya Bhaduri e Sanjeev Kumar têm grandes actuações, sendo perceptível o amor contido e expectante que nutrem pelos respectivos.

O filme trata a questão do adultério de uma forma bastante cuidadosa, sem julgar ninguém. Gostei muito.

Além dos actores, Silsila tem também músicas excelentes, verdadeiros clássicos.
Exemplo disso é Dekha Ek Khawab cantada pelo grande Kishore Kumar e por Lata "Rouxinol" Mangeshkar.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Umrao Jaan

Dois filmes, duas Umrao Jaan.
Um foi lançado em 1981, realizado por Muzaffar Ali e com Rekha como actriz principal. O outro é de 2006, o realizador é J.P. Dutta e tem Aishwarya Rai no papel da cortesã desafortunada, Umrao Jaan. Há ainda uma versão paquistanesa de 1972, mas essa não vi.

Ambos os filmes são baseados no romance urdu Umrao Jaan Ada, de 1905, que conta a história de uma menina raptada da família e vendida a um bordel, onde aprende poesia, música e dança.
A vida de Umrao Jaan é um suceder de desilusões, começando pelo rapto de que é vítima, passando por uma paixão que a renega, por uma tentativa de fuga à vida de cortesã e, por fim, pela rejeição da própria família com base na sua profissão.

A nível narrativo, os dois filmes são bastante semelhantes, no entanto o de 1981 parece menos artificial, mais próximo da época e do ambiente que retrata. O de 2006 parece ter alguns momentos de auto-restrição, como na parte em que entra o bandido Faiz Ali. Se no primeiro filme, Umrao Jaan se junta a ele voluntariamente para fugir, no segundo ela só o segue como forma de ficar mais próxima de Nawab Sultan, por quem está verdadeiramente apaixonada. Ou seja, parece que no segundo filme há um esforço maior para transmitir a ideia de uma Umrao Jaan imaculada e devota.

No meu entender, valem os dois bastante a pena, seja pelas actrizes, pelos diálogos, pela música e pelas coreografias.
Vão por mim, são verdadeira poesia em movimento.


Umrao Jaan (1981)



Umrao Jaan (2006)

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