Vejam, que é mesmo bonito.
domingo, 20 de março de 2011
Coreografias Picantes do Cinema Indiano - Utsav
Vejam, que é mesmo bonito.
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Guide
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sexta-feira, 18 de junho de 2010
Nagin (1954)
Confesso que só descobri este filme à custa de um outro homónimo, já aqui referido por mim. E confesso também que estou fã destas histórias fantásticas sobre cobras, ou melhor, das Nagin, aqueles seres que habitam naquele limbo entre o mundo animal e o humano. É todo um sub-género que vale a pena descobrir. Porque depois vêm parar-nos às mãos bandas-sonoras como esta que estão a ver acima destas linhas. Sublime e hipnotizadora são as palavras que me vêm à cabeça. É presentemente a minha banda-sonora Bollywood favorita. Sem rival. Hemmant Kumar, a minha vénia.
Quanto ao filme em si, só tenho pena de uma coisa (e aqui dou o braço a torcer), queria que o filme fosse maior. Não que eu o estivesse a amar, não é isso. É que a versão que eu vi está seriamente cortada, pelo menos em 20 minutos. E logo quando eu estava todo contente por estar a ver um filme que "só" tinha 2 horas e 10 minutos. Lá está, faltava o resto para atingir as duas horas e meia da praxe... E o pior é que se nota visivelmente que falta ali muita coisa. Por exemplo, uma perseguição a alta velocidade é deixada a meio e, quando damos por ela, já estão os nossos fugitivos heróis presos novamente.
"Mas afinal, Sr. Linus, porque é que não estava a amar o filme, já que a banda-sonora é assim tão boa?", pergunta o caro leitor. Porque uma banda-sonora não faz o filme. Mas houve coisas das quais gostei. Por exemplo, o facto de ser uma história que anda à volta do conflito entre duas tribos (os Nagis e os Ragis) que subsistem da apanha da cobra nas montanhas e a posterior venda do seu veneno (já estão a ver de onde vem o título, não já?) e de como o rapaz de uma tribo e a rapariga da outra se vão envolver amorosamente, não obstante a grande rivalidade entre as suas famílias. É como se estivessemos a ver o Romeu e Julieta transposto para a realidade Bollywood. Na selva. E com cenários pintados. E encantadores de cobras. E danças tribais. Mas que funciona, ah! isso funciona.
Pelo meio, temos uma adorável Vyajanthimala no papel principal a cantar (em playback pela Lata, é claro) e a encantar-nos com as suas harmoniosas danças e malandros sorrisos. Ela é realmente a luz deste filme e a razão principal para o vermos. Além da já referida banda-sonora, é claro! Como nota final, deixo só a indicação que, mais para o fim e quando tudo indicava que este filme não é de visualização obrigatória, eis que o inesperado acontece: os últimos 15 minutos são a cores! E que cores! E que cenários! E que canções finais! É todo um delírio technicolor que salta do ecrã! E tudo se passa no limbo entre a vida e a morte da nossa heroína que, ao ter sido picada por uma cobra para salvar o seu amado, vai ter que mostrar que é merecedora desse seu amor, passando provas sobre-humanas enquanto vai cantando e dançando para nosso regalo. Não há mais a dizer: Bollywood, I love you.
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terça-feira, 6 de abril de 2010
Jewel Thief
Há alturas na vida em que sinto que o 7º Céu, o Nirvana e o Paraíso das crianças bem-comportadas se juntam para me estragarem de mimos. Pois foi o que aconteceu recentemente nos dois dias que levei para ver este delicioso Jewel Thief (sim, porque isto de se ver filmes de quase 3 horas de duração não é para quem tenha empregos a full-time...).
Corria o ano de 1967 e a cor andava no ar. Assim como os cabelos das senhoras em forma de colmeia. E como as camisas douradas com mangas em balão dos senhores. Já para não falar das casas com salas caiadas a verde e recheadas com móveis de formica e paredes interiores de tijolo burro. E dos óculos de sol com lentes que cobriam metade da cara. Com armações brancas, está claro. E dos bares das casas de chalet que se desvendavam numa pirueta de 180º ao simples carregar de um botão. E dos carros descapotáveis conduzidos por legítimos representantes da vida airada. E dos roupões com monograma. E por aí fora.
Como vêem, este filme realizado pelo lendário Vijay Anand é um miminho do princípio ao fim. Raras vezes senti tantas "borboletas na barriga" como durante a sua duração. E, já que falamos em duração, há que dizer a verdade: nem todos os filmes de Bollywood deveriam ser tão longos como são. "Sacrilégio!", já ouço gritar as mobes. Mas têm que concordar comigo em relação a certos filmes da meca indiana que mais parecem que andam a engonhar para atingir os 150 minutos da praxe do que propriamente a contar uma história. O que não acontece com este Jewel Thief. Muito pelo contrário. A história leva tanta reviravolta que são realmente precisos quase 180 minutos para tudo se resolver.
"E a história, senhor? É boa ou quê?". É muito boa, sim senhores. Isto é, se gostam de um thriller muito colorido acerca de um respeitável senhor que é constantemente confundido por um outro igualzinho a ele (salvo o 6º dedo do pé direito; exactamente, seis) e que se vai ver envolvido num escândalo da titular onda de roubo de jóias que anda a dar cabo das cabeças dos agentes da polícia e da sua respeitabilidade. Um Doppelgänger à Bollywood. Com canções lindas do mítico S. D. Burman, diga-se de passagem. E o filme atinge rasgos de perfeição kitsch quando uma certa senhora entra em cena. Ora então sigam-me para o próximo parágrafo, se fizerem o favor.
Helen. O seu nome é lenda. Seguir a sua carreira é desvendar os mistérios do prazer lúdico da cinefilia. Qual varinha de condão, os filmes onde toca tornam-se clássicos. E há aqui também que dizer uma coisa muito importante: sou completamente contra todos aqueles que ao reavaliarem hoje em dia a sua carreira, a tentam tornar algo entre o respeitável e o decente. "Calúnia!", brado eu. Gente que se sente (e quem se sente, é porque é boa gente) gosta dela porque ela sempre foi a "outra mulher", porque nunca teve cá problemas em se despir ou dormir ao lado do homem que ama, porque sempre irradiou alegria quando dançava, resumindo, porque sempre foi genuína. E libertina. E é por tudo isto que a gente gosta dela. E é também quando ela aparece em cena (depois de mais de uma hora de filme a esperarmos que ela assim o faça...) que o filme atinge níveis estratosféricos de júbilo kitsch. Senão, comprovem no video que se segue.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Pakeezah
Em 1958, o realizador Kamal Amrohi e a sua esposa, a actriz e poetisa Meena Kumari, decidiram passar para a tela a história de Pakeezah, que signifca "pura" em Urdu.
Os dois tiveram uma relação tempestuosa que acabou em divórcio, reconciliação e nova separação.
Enquanto isso, a produção de Pakeezah ficou parada, tendo sido retomada apenas em 1968 quando o actor principal Raaj Kumar juntou Kumari e Amrohi, que aceitaram terminar o filme. Meena Kumari morreu pouco depois da estreia de Pakeezah no cinema.
Sahibjaan - que mais tarde recebe o nome de Pakeezah - é a filha do amor proibido entre a cortesã Nargis e Shahabuddin, um homem de boas famílias que se vê obrigado a deixá-la.
Sahibjaan cresce orfã e é ensinada a dançar perante os clientes do bordel da sua tia materna, tornando-se a cortesã preferida de todos os convivas.
Durante uma viagem de comboio, uma Sahibjaan adormecida é observada inadvertidamente por Salim Khan, um guarda florestal de bom coração, que lhe deixa um bilhete apaixonado.
Gradualmente, Sahibjaan começa a cultivar uma paixão pelo seu admirador secreto e sente que algo se si está a mudar.
É então que, fruto do acaso, encontra Salim. Os dois reconhecem-se e Salim, desconhecendo a verdadeira origem de Sahibjaan, decide tomar conta dela. A seu tempo, Sahibjaan conta-lhe a verdade e Salim aceita-a, pendindo-a em casamento.
No entanto, o passado daquela que agora se chama Pakeezah volta para a atormentar e ela não consegue lidar com a situação. E mais não conto para não revelar o filme todo.
Além do contexto absolutamente avassalador que rodeou as filmagens, Pakeezah estava fadado a ser um filme grandioso. Em 1960, Kamal Amrohi escreveu o magnífico Mughal-e-Azam e em 1983 realizou o excelente Razia Sultan. Os três filmes são similares no detalhe e na atenção dispendidos com os cenários e com a indumentária.
Dos mesmo modo, têm todos grandes bandas-sonoras.
Sendo Pakeezah um dos filmes mais musicados que já vi, escolhi Chalte Chalte, uma das faixas mais bonitas do filme, aqui cantada por Lata Mangeshkar.
Se porventura alguém estiver a pensar em comprar este filme, recomendo que compre a edição da Shemaroo, que apesar de ter um logotipo irritante do lado direito do filme o tempo todo, nos oferece um digipack lindíssimo que inclui a letra das canções e uma nota introdutória.
Grande filme!
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terça-feira, 7 de julho de 2009
Coreografias Animadas do Cinema Indiano
- Raat aur Din
Há quanto tempo não colocamos um vídeo aqui só porque sim?
Pois deixai-me partilhar uma musiquinha dos anos 60 que muito me apraz.
O filme Raat aur Din (Noite e Dia) aborda a história de Varuna, uma senhora casada com múltipla personalidade que de noite se transforma em Peggy, uma rapariga com uma agitada vida social nocturna :)
Coloquei este filme na minha wishlist depois de ter lido sobre ele no Filmigeek, nomeadamente porque uma das cenas não me sai da cabeça. É a animada canção Aawara Ae Mere Dil, aqui dançada por Laxmi Chhaya e cantada por Lata Mangeshkar.
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quinta-feira, 18 de junho de 2009
Mughal-e-Azam
Ontem terminei de ver o épico Mughal-e-Azam, um filme que desconhecia (eu sei, eu sei...) mas que descobri ser um marco no cinema indiano.
Lançado originalmente em 1960, demorou 9 anos a produzir, tendo-se tornado, pelos padrões actuais, o filme indiano mais rentável de sempre. E o segundo mais caro, ficando apenas atrás do Devdas de Sanjay Leela Bhansali.
Filmado quase na íntegra a preto e branco, em 2004 cumpriu-se a vontade do seu realizador e o filme foi colorido digitalmente por uma equipa gigantesca de senhores fechados em cubículos várias horas por dia. Et voilà, Mughal-e-Azam consolidou-se então como o filme indiano mais visto de sempre.
A história não é nova: um príncipe e uma plebeia apaixonam-se, vivendo um amor perigoso e proibido.
Se viram o filme Jodhaa Akbar já conhecem a história do grande imperador mogol Akbar e do seu casamento com a princesa rajput Jodhaa. Em Mughal-e-Azam vemos o que aconteceu depois, quando o único filho dos imperadores, Salim (Dilip Kumar), se apaixonou pela bailarina Anarkali (Madhubala).
Vivendo uma relação secreta, rapidamente se
tornam alvo de intriga de outra das bailarinas do palácio, que faz chegar aos ouvidos do imperador que o herdeiro real anda enrolado com uma "criada". A fúria do imperdor abate-se sobre os dois e Anarkali é atirada para os calabouços. É de referir aqui que a actriz Madhubala se magoou a sério com as correntes com que estava presa (que eram verdadeiras) e acabou por ter de receber tratamento médico.
Mas o realismo parece ter sido mesmo uma preocupação fundamental de K. Asif, o realizador.
Ao sair da prisão sob promessa de se afastar do príncipe Salim, Anarkali faz uma maravilhosa actuação de kathak ao melhor estilo de Lahore em que reitera abertamente o seu amor pelo príncipe. E lá vai ela de volta para a prisão!
Essa cena foi a única coreografia a ser filmada a cores e o realizador pediu à cantora Lata Mangeshkar que gravasse a canção numa casa de banho para melhor replicar a acústica da sala do trono. Coloquei o vídeo no post para, tal como eu, poderem pasmar com esta magnífica cena musical.
À prisão de Anarkali sucedem-se várias tentativas de separar (física e emocionalmente) os dois amantes, culminando com... esperem, não posso contar o fim!
Eu sei que anda por aí muito boa gente que adora ver filmes com uma forte vertente musical e romântica. Filmes em que as músicas são impecáveis assim como as coreografias que as acompanham. Filmes em que as personagens debitam frases poéticas arrebatadoras como se nem tivessem de pensar muito nisso. Pessoal, este é o filme.
Adicionalmente, é uma grande oportunidade de (re-)conhecer dois dos grandes rostos do cinema indiano mais antigo, o galã Dilip Kumar e a belíssima Madhubala.
Além disso, é notória a influência que Mughal-e-Azam teve nos filmes de época produzidos hoje em dia.
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
A Nelly Furtado também é fã!
Kabhi Kabhie Mere Dil Mein é um tema clássico do cinema indiano interpretado pela magnífica Lata Mangeshkar. Num concerto em 2007, a nossa querida Nelly Furtado decidiu mostrar que também é fã de Bollywood agraciando os fãs com um bocadinho desta faixa maravilhosa. Nelly style.
Aqui está o vídeo original e por baixo o mais recente.
Lata...
Nelly...
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terça-feira, 31 de março de 2009
Utsav
Tive uma experiência inédita e algo surreal.
Tendo-me apaixonado completamente pelos cartazes do filme Utsav que vi num livro, decidi comprar o filme pela módica quantia de 0,98£ via Amazon Uk. A edição que comprei, da Quest (que a par da da Eros é a mais comum), apresenta a versão inglesa do filme e não a indiana.
Eu explico: comprei o filme na expectativa de ouvir a banda sonora e ver as coreografias e afinal a edição corrente é dobrada em Inglês (isso mesmo) e foram eliminadas todas as passagens musicais! -> neste momento a fã de Bollywood definha e sente o seu coraçãozinho mirrar de desilusão
Confesso que nunca tinha visto nada assim, estamos a falar de meia hora de filme eclipsada, e por muito que pesquise na internet não encontro o motivo. Arrisco dizer que para cativar algum público inglês com interesse intelectual por coisas exóticas, o filme tenha sido retalhado para não parecer piroso. Confesso que estou revoltada. O único site europeu que localizei com a versão indiana (da Eagle) é o Bolly Market, que cobra 9,99€ de portes da França para Portugal. Plizzzzzz...
Com isto tudo quis apenas alertar qualquer possível interessado a não comprar o filme sem antes confirmar muito bem a duração e se tem legendas (ao invés de dobragem).
Avancemos, então.
Baseado numa peça de teatro do séc. VI, Utsav é uma colagem deliciosa de personagens mais ou menos cómicas e mais ou menos sexy. Isto porque há umas que são completamente hilariantes e outras que são para lá de "renhau", como é o caso da figura central interpretada por Rekha.
A acção desenrola-se à volta de um bordel onde se estuda a ciência do amor (ou seja, as posturas do Kama Sutra), e onde vive Vasantsena (Rekha), uma rica cortesã que tem um caso amoroso com um homem casado (e falido), Charudatta (Shekhar Suman).
Pelo meio surgem ladrões, revolucionários e até o cunhado do rei, cujas investidas amorosas são rejeitadas sistematicamente por Vasantsena.
Ao contrário da maioria dos filmes indianos que vi até agora, esta película produzida por Shashi Kapoor tem bastante nudez, muita conversa sobre sexo, mas sempre de maneira descontraída sem cair na vulgaridade.
Custa-me dizer, mas acho que foi isso que o tornou "vendável" na Europa.
A realização é excelente e torna Utsav um daqueles filmes que nos deixa colados do início ao fim.
Só tenho pena mesmo pelo song and dance desaparecido. Mas prometo que se encontrar uma versão original "livre" do filme coloco aqui o link.
Aqui fica um vídeo que dá uma boa ideia geral de Utsav, é a parte em que Aditi (a esposa legítima desempenhada por Anuradha Patel) e Vasantsena travam conhecimento.
Como é óbvio, a versão inglesa não dá uma ideia clara do quão... íntimo foi essse encontro ^_^
A canção é um dueto entre as irmãs Lata Mangeshkar e Asha Bohsle.
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terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Razia Sultan
Foi-me recentemente oferecida a banda sonora em vinil do filme Razia Sultan, uma preciosidade realizada em 1983 por Kamal Amrohi e com um dos pares mais queridos do cinema indiano (pelo menos para mim), Hema Malini e Dharmendra, companheiros na vida real.
Baseado num período histórico real, conta como Razia, filha do imperador, é escolhida para lhe suceder. Tal como o seu pai, Razia é justa e honrada e tem todas as qualidades de um bom regente. No entanto, tem uma relação de amor com Yakut, o homem de confiança do imperador e que outrora era seu escravo. Esta relação é ainda mais polémica para os opositores de Razia por Yakut ser um estrangeiro de pele escura.
Como a obediência ao imperador e a liderança da nação se sobrepõem aos seus sentimentos, os dois amantes acabam por nunca ficar juntos.
Pelo meio, há uma banda sonora maravilhosa, da qual é exemplo Aye Dil E Nadan, cantada por Lata Mangeshkar, uma senhora com voz de rouxinol que gravou e continua a gravar muitas das bonitas canções que ouvimos nos filmes. Alguns terão visto a sua irmã, Asha Boshle, actuar ao vivo em Sines este ano. Já agora, uma recomendação para quem não as conhece: qualquer disco de uma destas irmãs vale o seu peso em ouro.
De volta ao filme, resta dizer que Razia Sultan é um filme lindíssimo que nos transporta para outras épocas e para lugares distantes que, por algum motivo, nos parecem sempre ter existido.
Aqui fica então uma das minhas músicas preferidas de sempre.
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