Khuda Kay Liye (Em Nome de Deus) marca uma viragem no cinema paquistanês. Lançado em 2007, é considerado o primeiro filme comercial de qualidade produzido no Paquistão em muitos anos.
O cinema paquistanês teve uma época dourada, chamemos-lhe assim, que durou sensivelmente até aos anos 60. Até então, o cinema paquistanês era bastante similar ao indiano - aliás, a divisão dos dois países só se deu em 1947, e por essa altura já Lahore se tinha estabelecido como centro produtor de cinema. Após a separação, muitos dos artistas formados e popularizados no cinema indiano mudaram-se para o Paquistão e aí continuaram as suas carreiras.
Mas com o tempo, a censura e a falta de meios técnicos (até há bem pouco tempo não havia no Paquistão nenhuma escola para técnicos de audiovisuais) o cinema paquistanês degradou-se, tornando-se, na maioria dos casos, uma cópia
kitsch e de má qualidade do cinema Bollywood. O facto de o mercado paquistanês estar inundado de pirataria de filmes indianos e de o governo não facilitar o intercâmbio de artistas entre os dois países também ajudou à decadência do cinema de Lahore, ou como é popularmente conhecido, Lollywood.