terça-feira, 27 de março de 2012
Bhoot Bangla - A Casa Assombrada
Cheguei até Bhoot Bangla através de um post noutro blog e acabei por encontrar um filme divertido, bem filmado e cheio de surpresas agradáveis.
Bhoot Bangla - A Casa Assombrada é um filme de mistério filmado a preto e branco em 1965 e realizado por Mehmood, o actor cómico de quem já falámos antes ao escrever sobre Gumnaan.
Em Bhoot Bangla, Mehmood é Mohan, o líder de um clube de jovens que aspiram a praticar boas acções e a ajudar o próximo. Neste caso, o próximo acaba por ser Rekha, uma rapariga cujos membros da família têm vindo a morrer um por um, tudo levando a crer que será ela a próxima vítima.
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Aa Gale Lag Jaa - Sofrimento de Amor
Reza a lenda que só em 1973 foi levantada em Portugal a proibição de exibição de filmes indianos nas salas de cinema. Pois foi exactamente nesse ano que foi produzido aquele que é provavelmente o filme indiano mais popular de sempre entre o público português: Sofrimento de Amor.
Não tendo conseguido encontrar informações sobre a data de lançamento de Sofrimento de Amor em Portugal, posso assegurar que é o filme indiano mais procurado em sites de venda online, lojas e pela maioria dos leitores que procuram o Grand Masala. Infelizmente não há muitos (se é que há alguns) recursos na internet sobre a popularização do cinema indiano em Portugal nos anos 70 e 80, pelo que recomendo a quem ainda não o fez que leia este texto que roubámos aqui para o blog.
Aa Gale Lag Jaa - Sofrimento de Amor, realizado por Manmohan Desai, tem logo a abrir um par romântico muito marcante: o galã despretensioso Shashi Kapoor e a sempre elegantíssima Sharmila Tagore.
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sexta-feira, 14 de maio de 2010
Teesri Manzil
Aos frenéticos acordes de uma excitante banda-sonora a cargo do lendário R. D. Burman, somos introduzidos à trama. Um carro em fuga pelo bréu da noite, conduzido por uma donzela que seguidamente se refugia num prédio subindo piso a piso até chegar ao titular 3º Andar (Teesri Manzil, em hindi) e saltando para a sua desgraça sem sabermos muito bem como nem porquê. Suicídio ou homicídio? Os dados estão lançados ao melhor estilo hitchcockiano e o fiel espectador encontra razão mais do que suficiente para ficar colado ao sofá e ao ecrã durante as próximas duas horas e meia. Que passam a voar, felizmente.
Este é o segundo filme que vejo com a assinatura de Vijay Anand e devo dizer que estou fã. Ora aqui está um senhor que sabe prender a atenção do espectador do princípio até ao fim dos seus filmes sem cair naquele pecado mortal bollywoodiano: o engonhanço da história. E falando na história, o que eu não estava nada à espera era que ela fosse tão rockeira. Literalmente. Shammi Kapoor faz o papel de Rocky, um baterista que é a estrela de um espectáculo nocturno num Hotel onde a brilhantina, as lantejoulas e as plumas na cabeça das dançarinas são as palavras de ordem todas as noites. Tem alturas em que quase parece que estamos a ver um dos muitos filmes que Elvis gravou em Hollywood, mas realizado por Hitchcock e com muitos momentos de suspense à mistura. Se transpuserem esta ideia para Bollywood, terão uma noção da natureza desta espectacular besta.
E depois temos Helen, que desta vez tem a seu cargo um papel com um tempo de antena e um peso dramático bem maiores do que estamos habituados a vê-la. E ainda bem, porque o filme (aliás, qualquer filme) só lucra em tê-la no seu elenco. Às vezes pergunto-me o que sentiria o indiano médio a vê-la num filme a cantar e a dançar de maneira tão liberta e quase libertina (Helen sabia encontrar o meio termo sem nunca passar o limite do bom gosto), o que sentiria por ver num ecrã de uma sala de cinema uma mulher que fuma e que não tem medo de lutar pelo homem que ama, nem de se entregar abandonadamente aos seus braços. Eu só consigo é sentir orgulho. Muito orgulho. E sorrir quase sem dar por ela. Mas eu divago novamente. De volta ao filme, Sr. Linus que estes leitores não têm que aturar estas coisas de cada vez que falas d'Helen. Bendita sejas. Amen.
Pois se bem se estão lembrados, temos o caso da finada por resolver. E eis que entra em cena a sua irmã, representada por uma belíssima Asha Parekh que quer tirar a limpo essa história toda, isto porque a nossa heroína desconfia que o tal Sr. Rocky tem culpa no cartório. E não está de todo enganada, embora a verdade seja bem mais complicada do que à primeira vista possa parecer. E, neste aspecto, Teesri Manzil parece-se muito com um outro filme de Vijay Anand aqui falado anteriormente (Jewel Thief), porque deixa o espectador em completa dúvida até ao final, na melhor tradição de um qualquer livro de Sir Arthur Conan Doyle. O género thriller tem regras e este senhor estudou muito bem a lição.
Deixo-vos com um clip absolutamente delicioso, onde Helen prova aqui mais do que nunca que é a menina dos nossos olhos. Literalmente.
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
Caravan
São vários os filmes chamados Caravan mas vamos falar do que foi lançado em 1971 e realizado por Nasir Hussain.
Caravan é daqueles filmes com ingredientes clássicos do cinema indiano dos anos 70: acção, intriga, romance, música de RD Burman e Helen a dançar ao som de Asha Bohsle. Ah! E cores muito saturadas!
Tudo começa quando Rajan (Ravindra Kapoor), um funcionário desonesto, assassina o patrão e convence a filha deste de que o último desejo do seu falecido pai era vê-los casados. O seu plano é casar, matar a mulher e depois herdar a sua fortuna.
Sunita (Asha Parekh), a filha inconsolável, acede e casa-se com Rajan. É então que surge Monica (Helen), uma bailarina "exótica" que lhe conta toda a verdade sobre o marido e que revela ser a amante deste desde há vários anos.
Vendo-se encurralada e sem ninguém que acredite nela, a única opção de Sunita é fugir. Durante a fuga esconde-se numa carrinha que acompanha uma caravana cigana até Bangalore. É aí que conhece Mohan (Jeetendra), por quem se apaixona.
Sendo bem acolhida pela família cigana, há dois entraves à sua relação com Mohan: o facto de já ser casada (ainda que com um assassino) e de Mohan ter no seu encalço a intempestiva (e muito gira) Nisha (Aruna Irani), a bailarina coqueluche do acampamento.
A viagem da caravana é ensombrada pelo facto de Rajan continuar à procura de Sunita para a matar, facto que os seus companheiros de viagem desconhecem por completo. A partir daqui não conto mais para não estragar a surpresa.
Para quem lê o nosso blog com regularidade, posso dizer que Caravan tem o mesmo estilo que Seeta aur Geeta, Gumnaam ou Alibaba Aur 40 Chor. É basicamente um filme de aventura, com os ingredientes inevitáveis de romance e tragédia (que é como quem diz "morte"), temperado a intervalos regulares com momentos musicais muito divertidos e animados.
A banda-sonora, essa é de luxo: além de ter sido composta por RD Burman e cantada pela
companheira deste, a versátil Asha Bohsle, conta também com Mohammad Rafi e Kishore Kumar. Apesar de tudo, creio que não é o melhor elemento do filme.
Em todo o caso, Caravan deu-nos uma das faixas mais delirantes dos 70s, Piya Tu Ab to Aaja, cujo vídeo coloco no post e que valeu um Filmfare Award à cantora Asha Bohsle. É sem dúvida o melhor tema do filme e é mais um daqueles momentos em que penso que Helen, em si própria, é os swinging sixties (eu sei, já estávamos nos anos 70...)
Resumindo e concluindo, adoro estes filmes antigos e despretensiosos e recomendo-os vivamente. E ao preço de £2, que foi quanto me custou via Amazon UK, posso dizer que os críticos têm razão: Bollywood é de facto entretenimento para as massas. Algum problema com isso?
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sábado, 31 de janeiro de 2009
Seeta aur Geeta
Este divertido filme de 1972 começa com um casal rico que dá à luz duas meninas gémeas na casa de uma família pobre que não pode ter filhos.
Após o parto, a senhora pobre decide "pedir emprestado" um dos bebés ao casal rico, pois considera que não lhes fará falta mais uma menina. E assim se dá a separação de duas irmãs, Seeta e Geeta, logo à nascença.
Seeta (Hema Malini) fica orfã e é criada pelos tios numa autêntica história da Cinderela. A tia bate-lhe, obriga-a a ser criada do resto da família e fica com o dinheiro da herança de Seeta para si. Seeta, sendo timída e obediente, sofre calada todas as humilhações possíveis.
Entretanto, Geeta vive como saltimbanca actuando na rua com o seu amigo Raka (Dharmendra) e, dentro do melhor espiríto cigano, não aceita desaforos de ninguém.
Ao longo do filme, acontece uma troca e Seeta vai morar com a senhora pobre que criou a sua irmã e aí conhece o verdadeiro significado do amor familiar.
Como dá para imaginar, Geeta vai parar à casa da família rica e, como se de um filme de blaxploitation se tratasse, põe-nos rapidamente na ordem, dando-lhe chapadas como se não houvesse amanhã.
Ainda que não seja particularmente original, Seeta aur Geeta é muito divertido e acompanhado por uma banda-sonora excelente, cortesia do grande RD Burman.
Hema Malini está fantástica, oscilando entre a recatada Seeta e a fogosa Geeta com grande naturalidade.
Seeta aur Geeta vai agora ser adaptado ao pequeno ecrã, estando já planeada uma série de 208 episódios. Chamando as coisas pelos nomes, vem telenovela a caminho!
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domingo, 28 de dezembro de 2008
Coreografias Animadas do Cinema Indiano - Khatooba

Quem não conhece a história de Alibaba e os 40 Ladrões? Quem não tem saudades de filmes de aventura? Quem não adora... disco sound? Exacto.
Alibaba aur 40 Chor, de 1980, tem um elenco de luxo com o casal Dharmendra e Hema Malini a combater os ladrões juntamente com a lindíssima Zeenat Aman, que desempenha o papel de Fatima, outrora prisioneira na caverna e que jura vingar a morte do pai.
A banda sonora é genial, ou não tivesse sido composta por RD Burman, criador das faixas mais espectaculares do cinema indiano (na minha humilde opinião, claro está).
Aqui fica a animada Khatooba, cantada por Asha Boshle. Este é o momento em que Fatima, temendo um destino pior, resolve entreter os ladrões com um pouco de dança. Atentem na pista de dança com luzes dentro da caverna, por favor.
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