domingo, 13 de março de 2011
Talash
Filme indiano típico da época em que foi feito - 1969 -, Talash é pautado por momentos de humor ligeiro, coreografias animadas, cenários coloridos e arrojados (a esse propósito, vide o post que o camarada Bollywood Deewana escreveu), e penteados com muita, muita laca. O guarda-roupa, principalmente o feminino, é também um regalo para os olhos.
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Aa Gale Lag Jaa - Sofrimento de Amor
Reza a lenda que só em 1973 foi levantada em Portugal a proibição de exibição de filmes indianos nas salas de cinema. Pois foi exactamente nesse ano que foi produzido aquele que é provavelmente o filme indiano mais popular de sempre entre o público português: Sofrimento de Amor.
Não tendo conseguido encontrar informações sobre a data de lançamento de Sofrimento de Amor em Portugal, posso assegurar que é o filme indiano mais procurado em sites de venda online, lojas e pela maioria dos leitores que procuram o Grand Masala. Infelizmente não há muitos (se é que há alguns) recursos na internet sobre a popularização do cinema indiano em Portugal nos anos 70 e 80, pelo que recomendo a quem ainda não o fez que leia este texto que roubámos aqui para o blog.
Aa Gale Lag Jaa - Sofrimento de Amor, realizado por Manmohan Desai, tem logo a abrir um par romântico muito marcante: o galã despretensioso Shashi Kapoor e a sempre elegantíssima Sharmila Tagore.
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sábado, 6 de fevereiro de 2010
Being Cyrus
Being Cyrus, a primeira obra cinematográfica do até então fotógrafo Homi Adajania, enquadra-se no chamado cinema paralelo indiano.
Como toda a gente sabe, a maioria do cinema indiano é descaradamente comercial. Mas de vez em quando os actores mais conhecidos e bem pagos dão uma perninha no cinema de autor e mostram o quanto valem a nível de representação. E normalmente não se saem nada mal.
Being Cyrus tem como protagonista Saif Ali Khan, um dos actuais meninos-bonitos de Bollywood. Saif é filho de Sharmila Tagore, actriz mega-popular nos anos 60 e 70 que começou a sua carreira em filmes do mestre Satyajit Ray. Ou seja, a arte pela arte corre na família.
Pois Being Cyrus é daqueles filmes sobre o qual não se pode contar muito sob pena de estragar a surpresa para quem ainda não o tenha visto.
E isto acontece porque ao longo dos seus 82 minutos de duração (dá para acreditar?) vamos acompanhando a personagem principal, o aprendiz olaria Cyrus, enquanto este vai conhecendo a altamente disfuncional família Sethna e de repente dá-se uma reviravolta da qual ninguém estava à espera.
Por isso apenas posso dizer meia-dúzia de palavras. Cá vai: está tudo muito bem filmado, as personagens retratadas com muito humor (negro, o mais possível), os actores são fabulosos, o argumento tem falas geniais e ficamos até ao fim sem saber o que sentir em relação ao que se passa.
E embora filmado no seio da comunidade Parsi (ou Parse), que fala Inglês, veste roupas ocidentais e vive em apartamentos - ou seja, não é exemplificativa da generalidade da Índia nem é particularmente pitoresca - nenhum outro filme me deu tanta vontade de ir passar uma temporada à Índia como este.
Tendo sido rodado inteiramente em Inglês (com uma propositada pitada de Hinglish aqui e ali), Being Cyrus merecia mais do que ficar confinado ao limitado mercado de DVD via Eros Entertainment.
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domingo, 20 de setembro de 2009
Coreografias Picantes do Cinema Indiano
- Zuby Zuby Zalalu
Apesar de os nossos posts sobre coreografias de Bollywood serem os menos lidos (para grande pena minha), inauguro uma nova categoria que sei que agradará aos meus co-autores e que certamente abrirá as portas para novas e fascinantes visões do cinema indiano. Aqui estão as coreografias picantes do cinema indiano!
A primeira é até bastante comedida, trata-se de uma cena do filme An Evening in Paris com a giríssima e muito elegante Sharmila Tagore. Não faço a mínima ideia do que ela (aliás, Asha Bohsle) está a dizer mas acho este número de cabaret simplesmente encantador!
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009
An Evening in Paris
Ontem acabei de ver este filme; já tinha começado há uns tempos, mas tinha perdido o ânimo porque, francamente, não estava a gostar muito.
Depois de o ver todo continuo sem gostar muito, no entanto, não é um mau filme e merece ser mencionado (desde já me perdoem os que adoram este filme, e eu sei que eles existem por aí).
A minha primeira impressão - e uma que perdurou - é que estava a ver um filme de postais, daqueles em que se filmam locais bonitos e exóticos que ficam sempre em Eastmancolor.
O filme cobre destinos tão díspares e interessantes quanto o Líbano, a Alemanha, a sempre típica Suíça, os Estados Unidos e, claro está, França.
A história é a de uma rapariga de seu nome Deepa (desempenhado por Sharmila Tagore) que, não tendo tido grande sorte com o amor na sua Índia natal, o busca em França e é aí precisamente que conhece Sam (na verdade, Shyam, um indiano que se faz passar por francês - papel desempenhado por Shammi Kapoor).
Previsivelmente, o amor surge entre eles...
Até aqui estaria tudo bem, não fosse o facto destes dois parágrafos tomarem a maior parte do filme, num suceder de actos de côrte nos locais supramencionados, entrecortados com alguma cantoria e bailarico com alguma qualidade - a música esteve ao cargo de Mohammad Rafi.
A coisa não desenvolve muito até quase aos últimos 40 minutos
(mais coisa menos coisa) onde realmente adquire novo ritmo, e porquê? Porque de repente entra em cena o plano maquiavélico levado a cabo pelo filho do secretário do pai de Deepa em paralelo com o plano do bandido do filme e que envolve a sósia de Deepa, Suzy (na verdade, a irmã gémea desaparecida), envolvendo tiroteios, perseguições, barcos e helicópteros nas Cataratas do Niagara...
Tudo de uma vez, claro está, com uns belos momentos de música e dança exotica passados em clubes nocturnos parisienses pelo meio.
Isto é que me dá pena no fundo: o ritmo, ou a ausência dele.
Vendo as coisas em detalhe, as músicas são giras, as coreografias divertidas, tem acção, romance e comédia e o filme podia ser um bom filme (na minha opinião) se tivesse sido um bocadinho melhor estruturado não tendo que se resolver tudo de repente quando o celulóide começa a acabar...
Isso e o cabelo do Shammi Kapoor... digo isto porque ele faz questão de abanar a sua popa (ou topete para os amigos do outro lado do Atlântico) practicamente a cada 5 segundos nas sequências musicais, dando material mais do que suficiente para o parodiar - eu sei que se eu tivesse mais cabelo o gozava mais.
Em contrapartida, a diva do filme está excelente! Desempenha o papel das duas irmãs gémeas com muita clareza - ajuda um bocado uma fumar e cantar num cabaret e a outra não - conseguindo separar a natureza meiga e reservada de Deepa da de Suzy, muito extrovertida no mínimo.
Adicionando-se algumas sequências bem atrevidotas que terão feito corar muito boa gente no seu tempo; salva-se um filme, no geral fraquinho, com uma bela rapariga...
Escrito por Rodolfo 4 comments
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