website statistics
Mostrando postagens com marcador Mohammad Rafi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mohammad Rafi. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Coreografias de Sonho do Cinema Indiano -
Hum Kaale Hai To Kya Hua

Do blog Music From the Third Floor
A narrativa de alguns filmes indianos é por vezes interrompida por sonhos das personagens. Alguns sonhos são sérios e de significado profundo, outros nem por isso. Mas sem dúvida que estão numa categoria à parte à qual decidimos chamar 'Coreografias de Sonho do Cinema Indiano'!

E porque muitas vezes sonhamos com parvoíces, aqui vai um vídeo que tem tanto de engraçado como de viciante.

Tirada do filme de 1965 Gumnaam, Hum Kaale Hai To Kya Hua é interpretada pelo grande Mohammad Rafi e, na tela, é animada por Helen (oh, deusa!) e por Mehmood. E sim, o bigode dele parece o do outro senhor austríaco que quis dominar a Europa mas a intenção - creio eu - é assemelhar-se ao de Charlie Chaplin, muito apreciado na Índia enquanto cómico.

Nesta cena do filme, o mordomo da mansão sonha com a vamp Miss Kitty enquanto estátuas da Ilha da Páscoa piscam os olhos luminosos em sinal de claro entusiasmo.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Pyaasa


Estreado em 1957, Pyaasa, um dos filmes mais populares de Guru Dutt, mantém-se tragicamente actual e pertinente na sociedade dos dias de hoje.

Centrado na figura de um artista cujo talento não é reconhecido, Pyaasa dá-nos uma visão pouco optimista de uma sociedade cínica, materialista, fútil e vazia de moral.

Nele encontramos o poeta Vijay (Guru Dutt) que, apesar de ter um talento inegável e formação académica para o acompanhar, é pobre e não se dá com as pessoas certas, sendo, por isso, ostracizado pelo mundo das artes e pelos artistas e editores literários estabelecidos.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Suhaagan (1964)

Realizado em 1964 por K. S. Gopalakrishnan, Suhaagan foi um dos últimos filmes do actor e realizador Guru Dutt, que faleceu no mesmo ano.

Lidando com o sempre presente tema da castidade feminina, Suhaagan tem uma abordagem algo singular a esta matéria.

Vijay Kumar (Guru Dutt) é um professor universitário oriundo de uma família humilde à procura de emprego. É então contratado pela universidade da qual é director o pai de Sharda (Mala Sinha). Sharda é aluna de Vijay e rapidamente desenvolve por ele um interesse romântico.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Kaagaz ke Phool - Flores de Papel

Venho recomendar-vos um filme muito bonito - muito bonito mesmo - que vi na passada semana.
Flores de Papel é considerada uma das grandes obras do cineasta Guru Dutt, um realizador indiano pouco conhecido no Ocidente mas muito estimado por aqueles que estão familiarizados com a sua obra.
Sobre ele, o blogger brasileiro Maurício Celiro escreveu (e muito bem) o seguinte:
(...) não são poucos os pesquisadores de cinema – entre os quais me incluo – que consideram Guru Dutt um dos mestres da sétima arte em todos os tempos e achem simplesmente inacreditável que ele seja, no Ocidente, não apenas desconhecido do grande público mas negligenciado até mesmo por cinéfilos e estudiosos de cinema.

Guru Dutt fazia tudo: escrevia, produzia, realizava e representava, sendo que se fazia acompanhar por uma equipa semi-fixa de colaboradores, entre os quais o compositor SD Burman, a cantora (e sua mulher) Geeta Dutt, e vários dos actores de Flores de Papel.
Alguns comparam-no a Ingmar Bergman ou a Orson Welles e Dutt é amplamente reconhecido pela crítica e pelo público asiático como um dos maiores realizadores de sempre.

Feitas as apresentações, Flores de Papel é um filme sombrio e muito triste (melancólico seria um eufemismo).

Numa pararelo com a vida do próprio Guru Dutt - cuja carreira terminou prematuramente com a sua morte aos 39 anos após uma relação extra-conjugal com Waheeda Rehman, a sua musa no filme e na vida real -, Flores de Papel acompanha um realizador de cinema que tenta conjugar o que a sociedade e a família esperam dele com os sentimentos que nutre pela sua heroína na tela.

Suresh (Guru Dutt) é um realizador de cinema separado da mulher e que com ela mantém uma batalha pela partilha da custódia da filha. A mulher de Suresh considera que o mundo do cinema é maléfico e por isso pretende que a filha se mantenha afastada dele.

Entretanto, enquanto procura uma actriz com qualidades próprias para desempenhar o papel de Paro no seu filme Devdas, Suresh conhece casualmente a inocente (e genuinamente indiana) Shanti (Waheeda Rehman) que depressa o aceita como seu tutor.
Shanti, que não tem família e está sozinha em Bombaim, depressa se afeiçoa ao carácter exigente de Suresh e começa a desenvolver por ele uma verdadeira devoção e um grande afecto. Afecto esse que é recíproco, pois Suresh conhece pela primeira vez alguém que o entende perfeitamente e que não lhe exige concessões.

Mas, na perspectiva infantil da filha de Suresh, esta acredita que se afastar Shanti conseguirá ver os pais novamente juntos. A primeira parte do plano chega a ser executada mas como é óbvio aquilo que já estava estragado não se pode compôr novamente.

Destroçado pelo afastamento de Shanti, Suresh entra numa espiral de desleixo e declínio da qual não volta a recuperar.
Numa das cenas finais, o magnífico Mohammad Rafi canta dizendo à abelha que se afaste da flor pois ela é apenas de papel. Ainda que possamos interpretar a letra da canção (e o título do filme) como um comentário quanto à artificialidade da sociedade, eu vejo-a como um lamento sobre um amor que essa mesma sociedade votou à esterilidade.
E já que perguntam, sim, chorei durante o filme, aliás vi-o em duas partes pois estava a ficar demasiado deprimida.

O realizador Sanjay Leela Bhansali já fez saber que um dos seus objectivos de carreira é um remake de Kaagaz ke Phool.
Recentemente (OK, não muito recentemente), este filme foi apresentado na Fund. Calouste Gulbenkian no ciclo Como o Cinema Era Belo.
E mais recentemente ainda, os actores Aamir Khan e Katrina Kaif propuseram-se profanar homenagear a memória do realizador fazendo um filme sobre a sua vida.

Aqui fica a música Waqt Ne Kiya Kya Haseen Sitam, cantada por uma Geeta Dutt provavelmente amargurada, onde se pode ficar com uma ideia do estilo e do encanto do filme.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

An Evening in Paris

Ontem acabei de ver este filme; já tinha começado há uns tempos, mas tinha perdido o ânimo porque, francamente, não estava a gostar muito.

Depois de o ver todo continuo sem gostar muito, no entanto, não é um mau filme e merece ser mencionado (desde já me perdoem os que adoram este filme, e eu sei que eles existem por aí).

A minha primeira impressão - e uma que perdurou - é que estava a ver um filme de postais, daqueles em que se filmam locais bonitos e exóticos que ficam sempre em Eastmancolor.
O filme cobre destinos tão díspares e interessantes quanto o Líbano, a Alemanha, a sempre típica Suíça, os Estados Unidos e, claro está, França.

A história é a de uma rapariga de seu nome Deepa (desempenhado por Sharmila Tagore) que, não tendo tido grande sorte com o amor na sua Índia natal, o busca em França e é aí precisamente que conhece Sam (na verdade, Shyam, um indiano que se faz passar por francês - papel desempenhado por Shammi Kapoor).

Previsivelmente, o amor surge entre eles...

Até aqui estaria tudo bem, não fosse o facto destes dois parágrafos tomarem a maior parte do filme, num suceder de actos de côrte nos locais supramencionados, entrecortados com alguma cantoria e bailarico com alguma qualidade - a música esteve ao cargo de Mohammad Rafi.

A coisa não desenvolve muito até quase aos últimos 40 minutos (mais coisa menos coisa) onde realmente adquire novo ritmo, e porquê? Porque de repente entra em cena o plano maquiavélico levado a cabo pelo filho do secretário do pai de Deepa em paralelo com o plano do bandido do filme e que envolve a sósia de Deepa, Suzy (na verdade, a irmã gémea desaparecida), envolvendo tiroteios, perseguições, barcos e helicópteros nas Cataratas do Niagara...
Tudo de uma vez, claro está, com uns belos momentos de música e dança exotica passados em clubes nocturnos parisienses pelo meio.

Isto é que me dá pena no fundo: o ritmo, ou a ausência dele.

Vendo as coisas em detalhe, as músicas são giras, as coreografias divertidas, tem acção, romance e comédia e o filme podia ser um bom filme (na minha opinião) se tivesse sido um bocadinho melhor estruturado não tendo que se resolver tudo de repente quando o celulóide começa a acabar...

Isso e o cabelo do Shammi Kapoor... digo isto porque ele faz questão de abanar a sua popa (ou topete para os amigos do outro lado do Atlântico) practicamente a cada 5 segundos nas sequências musicais, dando material mais do que suficiente para o parodiar - eu sei que se eu tivesse mais cabelo o gozava mais.

Em contrapartida, a diva do filme está excelente! Desempenha o papel das duas irmãs gémeas com muita clareza - ajuda um bocado uma fumar e cantar num cabaret e a outra não - conseguindo separar a natureza meiga e reservada de Deepa da de Suzy, muito extrovertida no mínimo.
Adicionando-se algumas sequências bem atrevidotas que terão feito corar muito boa gente no seu tempo; salva-se um filme, no geral fraquinho, com uma bela rapariga...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Mais Música das Índias

Reparámos que muitos dos internautas que nos têm visitado recentemente vieram aqui parar após pesquisarem expressões como "musica das indias", "download musica das indias" e outras similares no seu motor de busca favorito.

Imagino que para alguns seja uma tristeza constatarem que no nosso blog não existem links de download, nem outro tipo de recurso menos legítimos.

De qualquer modo, e como o nosso amor pela música indiana é grande e queremos que quem actualmente se dá ao trabalho de tentar descobrir mais sobre esta produção singular o consiga, decidi colocar o link para um set de música genuinamente indiana e desavergonhadamente animada.

Senhores e senhoras, aqui está o Bollywood Disco Mix de Ben Aqua!

Fica a setlist para quem interessar

1. Waqt Ki Awaz - Pyar Chahiye Kitni Baar
2. Parvati Khan - Jimmy Jimmy Jimmy
3. Kudrat - Chhodo Sanam
4. Mohammad Rafi - Chand Mera Dil
5. Jeete Hai Shaan Se - Julie Julie
6. Amne Samne - Mein Too Ban Gaya
7. Sanam Teri Kasam - Jana O Meri Jana
8. Bappi Lahiri - Jee Le Le Jee Le
9. Adharm - Tunna Tunna
10. Suresh Wadkar, Lata Mangeshkar - Goron Ki Na Kalon Ki
11. Salma Agha & Bappi Lahiri - Dance Dance
12. Salma Agha & Bappi Lahiri - Jeena Bhi Kya Hai Jeena-Part II
13. Vijaya Anand - Neeve Naana (Only You Were Mine)
14. Vijaya Anand - Naane Maharaja (I Am The Emperor)
15. Inkar - Mungda O Mungda
16. Salma Agha - Come Closer

Encontrámos este set no estranho Arawa.fm e sobre o seu autor, Ben Aqua, só sabemos que é fotógrafo e músico envolvido nos projectos ASSACRE e MVSCLZ

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Caravan

São vários os filmes chamados Caravan mas vamos falar do que foi lançado em 1971 e realizado por Nasir Hussain.

Caravan é daqueles filmes com ingredientes clássicos do cinema indiano dos anos 70: acção, intriga, romance, música de RD Burman e Helen a dançar ao som de Asha Bohsle. Ah! E cores muito saturadas!

Tudo começa quando Rajan (Ravindra Kapoor), um funcionário desonesto, assassina o patrão e convence a filha deste de que o último desejo do seu falecido pai era vê-los casados. O seu plano é casar, matar a mulher e depois herdar a sua fortuna.

Sunita (Asha Parekh), a filha inconsolável, acede e casa-se com Rajan. É então que surge Monica (Helen), uma bailarina "exótica" que lhe conta toda a verdade sobre o marido e que revela ser a amante deste desde há vários anos.

Vendo-se encurralada e sem ninguém que acredite nela, a única opção de Sunita é fugir. Durante a fuga esconde-se numa carrinha que acompanha uma caravana cigana até Bangalore. É aí que conhece Mohan (Jeetendra), por quem se apaixona.

Sendo bem acolhida pela família cigana, há dois entraves à sua relação com Mohan: o facto de já ser casada (ainda que com um assassino) e de Mohan ter no seu encalço a intempestiva (e muito gira) Nisha (Aruna Irani), a bailarina coqueluche do acampamento.

A viagem da caravana é ensombrada pelo facto de Rajan continuar à procura de Sunita para a matar, facto que os seus companheiros de viagem desconhecem por completo. A partir daqui não conto mais para não estragar a surpresa.

Para quem lê o nosso blog com regularidade, posso dizer que Caravan tem o mesmo estilo que Seeta aur Geeta, Gumnaam ou Alibaba Aur 40 Chor. É basicamente um filme de aventura, com os ingredientes inevitáveis de romance e tragédia (que é como quem diz "morte"), temperado a intervalos regulares com momentos musicais muito divertidos e animados.

A banda-sonora, essa é de luxo: além de ter sido composta por RD Burman e cantada pela companheira deste, a versátil Asha Bohsle, conta também com Mohammad Rafi e Kishore Kumar. Apesar de tudo, creio que não é o melhor elemento do filme.

Em todo o caso, Caravan deu-nos uma das faixas mais delirantes dos 70s, Piya Tu Ab to Aaja, cujo vídeo coloco no post e que valeu um Filmfare Award à cantora Asha Bohsle. É sem dúvida o melhor tema do filme e é mais um daqueles momentos em que penso que Helen, em si própria, é os swinging sixties (eu sei, já estávamos nos anos 70...)

Resumindo e concluindo, adoro estes filmes antigos e despretensiosos e recomendo-os vivamente. E ao preço de £2, que foi quanto me custou via Amazon UK, posso dizer que os críticos têm razão: Bollywood é de facto entretenimento para as massas. Algum problema com isso?

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Jaan Pehechaan Ho


Agora um post para a palhaçada :P

O que o cinema indiano tem de indubitavelmente diferente e, dare I say, melhor relativamente às outras indústrias cinematográficas mundiais é a música.

Quem não conhece pode desdenhar e gozar com o facto de a meio dos filmes as personagens começarem a dançar e a cantar, mas a verdade é que musicalmente a Índia está a anos-luz do resto do planeta.

Se nos anos 50 os ritmos rockabilly, latinos e exotica estavam na moda, os filmes indianos pegavam em tudo isso, misturavam e levavam-nos a um patamar superior num frenezim dançante que o Ocidente desconhecia (e continua a desconhecer).

Para os mais "alternativos", recordam-se da faixa bombante do início do filme Ghost World?
Cá está ela, saída do filme de 1965 Gumnaan e cantada pelo espectacular Mohammad Rafi.

Quem quiser mais de onde isto veio, faça buscas no YouTube por "Helen" ou "Laxmi Chhaya".

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Monsoon Wedding

Muitas raparigas que conheço referem este filme como sendo um dos seus favoritos.
Não é propriamente um crowd-pleaser, apesar do cartaz colorido e do site animado. Na verdade, achei este filme um pouco triste, ainda que pontuado com momentos felizes.

É organizado um casamento - combinado, pois então - e a noiva está infeliz pois tem uma relação com um colega de trabalho e não está pronta para casar com um desconhecido. Entretanto, descobre-se que um dos tios é pedófilo e tem abusado de uma das meninas da família, como fizera há anos atrás com a irmã da noiva.
Quem costuma ver filmes indianos sabe que é raríssimo ver cenas de beijos (quanto mais de cama) e uma das coisas que se espera é que os filmes possam de facto ser vistos por toda a família sem ofender ninguém. Noivas que têm sexo antes do casamento (ainda por cima sem ser com o noivo) e abuso de crianças não são propriamente temáticas "para a família". A título de curiosidade, sempre achei que esse era o motivo pelo qual nunca via este filme em lojas de filmes indianos, mas depois comecei a reparar que o outro filme muito conhecido da realizadora Mira Nair, Kama Sutra, parece ser bastante popular nessas mesmas lojas.

Ainda que este filme não seja de todo emblemático do que é Bollywood, a banda sonora é-o sem dúvida. Parece uma compilação de música popular indiana e inclui músicas tradicionais relacionadas com o casamento, faixas instrumentais, um clássico maravilhoso de Mohammad Rafi, bhangra e, a minha favorita, Chunari Chunari, abaixo na versão original do filme Biwi No.1. Enjoy, Rachelet!

Related Posts with Thumbnails
 
Template by suckmylolly.com - background image by mjmj lemmens