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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Helen: the life and times of an H-Bomb

Jerry Pinto. Ora aqui está um homem que me percebe. Não é que este senhor se lembrou de escrever um livro sobre Helen, a magnífica, a única, a poderosa, prestando assim um enorme serviço cívico em prol de toda a comunidade Bollywood? É verdade, verdadinha, caros leitores, e se quiserem saber mais sobre esse mesmo livro, continuem a ler as linhas que se seguem.


Helen. O simples pronunciar de seu nome provoca em todos os seus admiradores um suspiro imediato, um brilhar de olhos instantâneo, um reflexivo sorriso parvo. Levantem o braço quem dentre vós não está sempre à espera daquele momento mágico do cinema indiano em que Helen entra em cena para executar uma daquelas coreografias que só Helen consegue? Eu confesso: é a sua alegria, ou se quisermos ser mais justos sem cair em pretensiosismos, a sua joie-de-vivre que me conquista e contagia e me deixa com o tal sorriso parvo durante os minutos mais que breves que duram os seus momentos musicais. Mas quem é Helen, a mulher por trás da actriz e quem foi realmente Helen, a actriz? São as respostas a estas perguntas que fundamentam o livro de Pinto e os resultados são o sonho de qualquer fã.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Coreografias de Sonho do Cinema Indiano -
Hum Kaale Hai To Kya Hua

Do blog Music From the Third Floor
A narrativa de alguns filmes indianos é por vezes interrompida por sonhos das personagens. Alguns sonhos são sérios e de significado profundo, outros nem por isso. Mas sem dúvida que estão numa categoria à parte à qual decidimos chamar 'Coreografias de Sonho do Cinema Indiano'!

E porque muitas vezes sonhamos com parvoíces, aqui vai um vídeo que tem tanto de engraçado como de viciante.

Tirada do filme de 1965 Gumnaam, Hum Kaale Hai To Kya Hua é interpretada pelo grande Mohammad Rafi e, na tela, é animada por Helen (oh, deusa!) e por Mehmood. E sim, o bigode dele parece o do outro senhor austríaco que quis dominar a Europa mas a intenção - creio eu - é assemelhar-se ao de Charlie Chaplin, muito apreciado na Índia enquanto cómico.

Nesta cena do filme, o mordomo da mansão sonha com a vamp Miss Kitty enquanto estátuas da Ilha da Páscoa piscam os olhos luminosos em sinal de claro entusiasmo.

domingo, 13 de março de 2011

Talash

Confesso aqui e agora que comprei uma cópia de Talash por duas razões apenas: a presença de Helen num maravilhoso número de cabaret (ver vídeo abaixo) e a capa do DVD particularmente elegante concebida pela Shemaroo.

Filme indiano típico da época em que foi feito - 1969 -, Talash é pautado por momentos de humor ligeiro, coreografias animadas, cenários coloridos e arrojados (a esse propósito, vide o post que o camarada Bollywood Deewana escreveu), e penteados com muita, muita laca. O guarda-roupa, principalmente o feminino, é também um regalo para os olhos.

sábado, 18 de setembro de 2010

When Bollywood meets Shaft - num Bairro Alto perto de si


É hoje à noite, no Berlim, na R. do Diário de Notícias.
Curtição garantida ou as suas duas cervejas de volta!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Teesri Manzil

Aos frenéticos acordes de uma excitante banda-sonora a cargo do lendário R. D. Burman, somos introduzidos à trama. Um carro em fuga pelo bréu da noite, conduzido por uma donzela que seguidamente se refugia num prédio subindo piso a piso até chegar ao titular 3º Andar (Teesri Manzil, em hindi) e saltando para a sua desgraça sem sabermos muito bem como nem porquê. Suicídio ou homicídio? Os dados estão lançados ao melhor estilo hitchcockiano e o fiel espectador encontra razão mais do que suficiente para ficar colado ao sofá e ao ecrã durante as próximas duas horas e meia. Que passam a voar, felizmente.

Este é o segundo filme que vejo com a assinatura de Vijay Anand e devo dizer que estou fã. Ora aqui está um senhor que sabe prender a atenção do espectador do princípio até ao fim dos seus filmes sem cair naquele pecado mortal bollywoodiano: o engonhanço da história. E falando na história, o que eu não estava nada à espera era que ela fosse tão rockeira. Literalmente. Shammi Kapoor faz o papel de Rocky, um baterista que é a estrela de um espectáculo nocturno num Hotel onde a brilhantina, as lantejoulas e as plumas na cabeça das dançarinas são as palavras de ordem todas as noites. Tem alturas em que quase parece que estamos a ver um dos muitos filmes que Elvis gravou em Hollywood, mas realizado por Hitchcock e com muitos momentos de suspense à mistura. Se transpuserem esta ideia para Bollywood, terão uma noção da natureza desta espectacular besta.

E depois temos Helen, que desta vez tem a seu cargo um papel com um tempo de antena e um peso dramático bem maiores do que estamos habituados a vê-la. E ainda bem, porque o filme (aliás, qualquer filme) só lucra em tê-la no seu elenco. Às vezes pergunto-me o que sentiria o indiano médio a vê-la num filme a cantar e a dançar de maneira tão liberta e quase libertina (Helen sabia encontrar o meio termo sem nunca passar o limite do bom gosto), o que sentiria por ver num ecrã de uma sala de cinema uma mulher que fuma e que não tem medo de lutar pelo homem que ama, nem de se entregar abandonadamente aos seus braços. Eu só consigo é sentir orgulho. Muito orgulho. E sorrir quase sem dar por ela. Mas eu divago novamente. De volta ao filme, Sr. Linus que estes leitores não têm que aturar estas coisas de cada vez que falas d'Helen. Bendita sejas. Amen.

Pois se bem se estão lembrados, temos o caso da finada por resolver. E eis que entra em cena a sua irmã, representada por uma belíssima Asha Parekh que quer tirar a limpo essa história toda, isto porque a nossa heroína desconfia que o tal Sr. Rocky tem culpa no cartório. E não está de todo enganada, embora a verdade seja bem mais complicada do que à primeira vista possa parecer. E, neste aspecto, Teesri Manzil parece-se muito com um outro filme de Vijay Anand aqui falado anteriormente (Jewel Thief), porque deixa o espectador em completa dúvida até ao final, na melhor tradição de um qualquer livro de Sir Arthur Conan Doyle. O género thriller tem regras e este senhor estudou muito bem a lição.

Deixo-vos com um clip absolutamente delicioso, onde Helen prova aqui mais do que nunca que é a menina dos nossos olhos. Literalmente.

domingo, 11 de abril de 2010

Bombay Talkie

O meu amigo Linus leu-me o pensamento e ofereceu-me o filme Bombay Talkie pelo aniversário.

Eu nunca me atrevera a comprar um filme Merchant Ivory antes porque não sabia por onde começar. É como quando decidimos que já está na altura de investir na discografia de uma banda muito boa mas que tem muitos álbuns e só a tarefa de os arranjar parece infindável. Bem, é o que eu penso da Merchant Ivory.

No entanto, Bombay Talkie era o filme que eu tinha em mente para começar. Trata-se da história do romance entre uma escritora inglesa de sucesso e um popular actor indiano, e estas personagens são interpretadas pelo casal na vida real Jennifer Kendal (cuja família inspirou o filme Shakespeare Wallah, também da Merchant Ivory) e Shashi Kapoor (um actor e produtor que eu amo muito e que considero particularmente arrojado e relevante no panorama do cinema indiano).

A temática de amores proibidos/contidos patente em muitos filmes desta produtora sempre me interessou. Pensem em Regresso a Howard's End, Os Despojos do Dia ou Maurice.

Bombay Talkie não é de forma alguma tão dramático mas não deixa de ser trágico.

A inglesa Lucia chega à Índia para observar as filmagens da adaptação de um livro seu (e aqui temos uma curta aparição da bombástica Helen as herself), e então conhece o bonito e despreocupado Vikram, o actor principal.
Vikram é casado, mas isso não impede Lucia de lhe dizer abertamente que gosta dele... e outras coisas.


A mulher de Vikram, Mala (Aparna Sen) está mais preocupada em garantir um herdeiro do que nos rumores que lhe chegam aos ouvidos. Mas isso acaba quando Lucia aparece em sua casa e tenta participar num ritual familiar. Mala pede a Lucia que se retire e Vikram vai atrás dela.

Numa tentativa de se afastar da realidade tóxica de Bombaim, Lucia acaba por passar uma temporada num ashram cheio de ocidentais, onde os fieis são obrigados a ver filmes super-8 das palestras do guru e dar-lhe de beber à boca. E Lucia farta-se rapidamente.


De regresso a Bombaim - e a Vikram -, Lucia volta a entregar-se a esta paixão proibida, seguida de perto por Hari (Zia Mohyeddin), o outro indiano apaixonado por Lucia e com quem ela flirta constantemente.

A obcessão de Lucia por Vikram e a forma por vezes desrespeitosa como este a trata, adicionadas a algum álcool e drogas hippies, precipitam um final menos feliz para este triângulo amoroso.

Independentemente do enredo, Bombay Talkie não é a homenagem aos filmes Bollywood que o anunciam. É antes uma polaroid da Índia cosmopolita dos anos 70, repleta de influências ocidentais, e da relação desconfortável entre uma ex-colónia e um ex-colonizador, em que o segundo pouco sabe da cultura do primeiro.

Este filme não tem sequências musicais de song-and-dance mas tem uma abertura aboslutamente genial. Aqui fica.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Jewel Thief

Há alturas na vida em que sinto que o 7º Céu, o Nirvana e o Paraíso das crianças bem-comportadas se juntam para me estragarem de mimos. Pois foi o que aconteceu recentemente nos dois dias que levei para ver este delicioso Jewel Thief (sim, porque isto de se ver filmes de quase 3 horas de duração não é para quem tenha empregos a full-time...).

Corria o ano de 1967 e a cor andava no ar. Assim como os cabelos das senhoras em forma de colmeia. E como as camisas douradas com mangas em balão dos senhores. Já para não falar das casas com salas caiadas a verde e recheadas com móveis de formica e paredes interiores de tijolo burro. E dos óculos de sol com lentes que cobriam metade da cara. Com armações brancas, está claro. E dos bares das casas de chalet que se desvendavam numa pirueta de 180º ao simples carregar de um botão. E dos carros descapotáveis conduzidos por legítimos representantes da vida airada. E dos roupões com monograma. E por aí fora.

Como vêem, este filme realizado pelo lendário Vijay Anand é um miminho do princípio ao fim. Raras vezes senti tantas "borboletas na barriga" como durante a sua duração. E, já que falamos em duração, há que dizer a verdade: nem todos os filmes de Bollywood deveriam ser tão longos como são. "Sacrilégio!", já ouço gritar as mobes. Mas têm que concordar comigo em relação a certos filmes da meca indiana que mais parecem que andam a engonhar para atingir os 150 minutos da praxe do que propriamente a contar uma história. O que não acontece com este Jewel Thief. Muito pelo contrário. A história leva tanta reviravolta que são realmente precisos quase 180 minutos para tudo se resolver.

"E a história, senhor? É boa ou quê?". É muito boa, sim senhores. Isto é, se gostam de um thriller muito colorido acerca de um respeitável senhor que é constantemente confundido por um outro igualzinho a ele (salvo o 6º dedo do pé direito; exactamente, seis) e que se vai ver envolvido num escândalo da titular onda de roubo de jóias que anda a dar cabo das cabeças dos agentes da polícia e da sua respeitabilidade. Um Doppelgänger à Bollywood. Com canções lindas do mítico S. D. Burman, diga-se de passagem. E o filme atinge rasgos de perfeição kitsch quando uma certa senhora entra em cena. Ora então sigam-me para o próximo parágrafo, se fizerem o favor.

Helen. O seu nome é lenda. Seguir a sua carreira é desvendar os mistérios do prazer lúdico da cinefilia. Qual varinha de condão, os filmes onde toca tornam-se clássicos. E há aqui também que dizer uma coisa muito importante: sou completamente contra todos aqueles que ao reavaliarem hoje em dia a sua carreira, a tentam tornar algo entre o respeitável e o decente. "Calúnia!", brado eu. Gente que se sente (e quem se sente, é porque é boa gente) gosta dela porque ela sempre foi a "outra mulher", porque nunca teve cá problemas em se despir ou dormir ao lado do homem que ama, porque sempre irradiou alegria quando dançava, resumindo, porque sempre foi genuína. E libertina. E é por tudo isto que a gente gosta dela. E é também quando ela aparece em cena (depois de mais de uma hora de filme a esperarmos que ela assim o faça...) que o filme atinge níveis estratosféricos de júbilo kitsch. Senão, comprovem no video que se segue.

sábado, 8 de agosto de 2009

Coreografias Divertidas do Cinema Indiano -
Mera Naam Chin Chin Choo

Retirada do filme Howrah Bridge de 1958, aqui está uma música absolutamente viciante - e boa para dançar - cantada por Geeta Dutt e dançada por uma então muito novinha Helen.

Como ainda não vi o filme não vou aqui divagar sobre a história, digo apenas que foi realizado pelo falecido Shakti Samanta (o mesmo realizador de An Evening in Paris) e que tinha nos papéis principais a actriz Madhubala e o actor Ashok Kumar.

E sim, o cartaz também é interessante.


quarta-feira, 10 de junho de 2009

Caravan

São vários os filmes chamados Caravan mas vamos falar do que foi lançado em 1971 e realizado por Nasir Hussain.

Caravan é daqueles filmes com ingredientes clássicos do cinema indiano dos anos 70: acção, intriga, romance, música de RD Burman e Helen a dançar ao som de Asha Bohsle. Ah! E cores muito saturadas!

Tudo começa quando Rajan (Ravindra Kapoor), um funcionário desonesto, assassina o patrão e convence a filha deste de que o último desejo do seu falecido pai era vê-los casados. O seu plano é casar, matar a mulher e depois herdar a sua fortuna.

Sunita (Asha Parekh), a filha inconsolável, acede e casa-se com Rajan. É então que surge Monica (Helen), uma bailarina "exótica" que lhe conta toda a verdade sobre o marido e que revela ser a amante deste desde há vários anos.

Vendo-se encurralada e sem ninguém que acredite nela, a única opção de Sunita é fugir. Durante a fuga esconde-se numa carrinha que acompanha uma caravana cigana até Bangalore. É aí que conhece Mohan (Jeetendra), por quem se apaixona.

Sendo bem acolhida pela família cigana, há dois entraves à sua relação com Mohan: o facto de já ser casada (ainda que com um assassino) e de Mohan ter no seu encalço a intempestiva (e muito gira) Nisha (Aruna Irani), a bailarina coqueluche do acampamento.

A viagem da caravana é ensombrada pelo facto de Rajan continuar à procura de Sunita para a matar, facto que os seus companheiros de viagem desconhecem por completo. A partir daqui não conto mais para não estragar a surpresa.

Para quem lê o nosso blog com regularidade, posso dizer que Caravan tem o mesmo estilo que Seeta aur Geeta, Gumnaam ou Alibaba Aur 40 Chor. É basicamente um filme de aventura, com os ingredientes inevitáveis de romance e tragédia (que é como quem diz "morte"), temperado a intervalos regulares com momentos musicais muito divertidos e animados.

A banda-sonora, essa é de luxo: além de ter sido composta por RD Burman e cantada pela companheira deste, a versátil Asha Bohsle, conta também com Mohammad Rafi e Kishore Kumar. Apesar de tudo, creio que não é o melhor elemento do filme.

Em todo o caso, Caravan deu-nos uma das faixas mais delirantes dos 70s, Piya Tu Ab to Aaja, cujo vídeo coloco no post e que valeu um Filmfare Award à cantora Asha Bohsle. É sem dúvida o melhor tema do filme e é mais um daqueles momentos em que penso que Helen, em si própria, é os swinging sixties (eu sei, já estávamos nos anos 70...)

Resumindo e concluindo, adoro estes filmes antigos e despretensiosos e recomendo-os vivamente. E ao preço de £2, que foi quanto me custou via Amazon UK, posso dizer que os críticos têm razão: Bollywood é de facto entretenimento para as massas. Algum problema com isso?

domingo, 12 de abril de 2009

Gumnaam

Antes de mais queremos agradecer ao nosso amigo L. por nos ter emprestado este filme, depois de o ter procurado incessantemente.
Gumnaam, realizado em 1965 por Raja Nawathe, tornou-se um verdadeiro filme de culto depois de a sua sequência de dança introdutória absolutamente insana se ter tornado no tema de abertura de Ghost World em 2001.

Trata-se de uma adaptação não-oficial do romance de Agatha Christie And Then There Were None (originalmente intitulado Ten Little Niggers), em que um grupo de desconhecidos cúmplices num crime é atraído para uma ilha onde, um por um, vão sendo mortos por um assassino misterioso.

Além da trama interessante que faz deste filme uma boa peça de entretenimento, Gumnaan tem um cenário super engraçado, com uma mansão gigantesca numa ilha paradisíaca, ruínas misteriosas que surgem no meio da selva e cemitérios góticos onde se consegue ouvir almas penadas que deambulam na noite. Tudo filmado com planos arrojados mas perfeitos e uma iluminação a lembrar clássicos dos gloriosos e psicadélicos Jesus Franco e Dario Argento.

Os actores vestem a pele das personagens de forma irrepreensível, mas destaco as actuações de Nanda como a sobrinha inocente da vítima original, de Helen como a vixen Miss Kitty que nos presenteia com coreografias muito animadas, de Manoj Kumar como o intrépido e misterioso Anand e finalmente de Mehmood como o mordomo enigmático mas divertido que aparenta saber mais do que aquilo que diz.

Por tudo isto e também pelo música, creio que Gumnaam é uma aquisição segura. Shame on me, é o primeiro filme que vejo com a lendária Helen enquanto jovem e não me desiludiu.
Algumas das melhores canções de Asha Bohsle - que neste filme canta com as irmãs Lata e Usha Mangeshkar - foram compostas a pensar nesta actriz que ofereceu ao cinema indiano algumas das coreografias mais arrojadas e emblemáticas dos swinging sixties. Excelente.

Aqui fica Is Duniya Mein Jeena Ho, uma cena na praia em que os convivas se interrogam sobre os homicidas enquanto Miss Kitty aligeira o ambiente com um pouco da sua dança.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Jaan Pehechaan Ho


Agora um post para a palhaçada :P

O que o cinema indiano tem de indubitavelmente diferente e, dare I say, melhor relativamente às outras indústrias cinematográficas mundiais é a música.

Quem não conhece pode desdenhar e gozar com o facto de a meio dos filmes as personagens começarem a dançar e a cantar, mas a verdade é que musicalmente a Índia está a anos-luz do resto do planeta.

Se nos anos 50 os ritmos rockabilly, latinos e exotica estavam na moda, os filmes indianos pegavam em tudo isso, misturavam e levavam-nos a um patamar superior num frenezim dançante que o Ocidente desconhecia (e continua a desconhecer).

Para os mais "alternativos", recordam-se da faixa bombante do início do filme Ghost World?
Cá está ela, saída do filme de 1965 Gumnaan e cantada pelo espectacular Mohammad Rafi.

Quem quiser mais de onde isto veio, faça buscas no YouTube por "Helen" ou "Laxmi Chhaya".

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