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domingo, 20 de março de 2011

Coreografias Picantes do Cinema Indiano - Utsav

Lançado em 1985, Utsav continua a ser um filme singular no panorama indiano.
Com uma grande carga erótica (sem cair na vulgaridade) e filmado de uma forma bastante natural - atentem no realismo dos cenários -  Utsav foi produzido por Shashi Kapoor e protagonizado pela actriz Rekha, inegavelmente a actriz que mais sensualidade trouxe ao cinema indiano.

Já aqui escrevemos sobre Utsav e hoje trazemos uma coreografia que, sendo maravilhosa, é sem dúvida picante devido ao assunto que aborda. Neste caso, o primeiro encontro entre a cortesã Vasantsena e o seu adorado Charudatta.

A faixa chama-se Neelam Ke Nabh Chhaye Pukhraj Janki, foi composta pela dupla Laxmikant-Pyarelal e é cantada pelas irmãs Lata Mangeshkar e Asha Bhosle.

Vejam, que é mesmo bonito.

domingo, 13 de março de 2011

Talash

Confesso aqui e agora que comprei uma cópia de Talash por duas razões apenas: a presença de Helen num maravilhoso número de cabaret (ver vídeo abaixo) e a capa do DVD particularmente elegante concebida pela Shemaroo.

Filme indiano típico da época em que foi feito - 1969 -, Talash é pautado por momentos de humor ligeiro, coreografias animadas, cenários coloridos e arrojados (a esse propósito, vide o post que o camarada Bollywood Deewana escreveu), e penteados com muita, muita laca. O guarda-roupa, principalmente o feminino, é também um regalo para os olhos.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Oriental Sound - Programa de 30 de Julho de 2010


"Asha Bhosle (आशा भोसले), irmã de Lata Mangeshkar (homenageada na emissão anterior) é também uma cantora indiana. Sua carreira começou em 1943 e estendeu-se ao longo de seis décadas. É considerada uma das cantoras mais versáteis do Sul da Ásia - a sua gama de músicas inclui cinema, música pop, ghazals, bhajans, a música tradicional indiana clássica, canções folclóricas, qawwalis, Rabindra Sangeets e Nazrul Geetis. Esta semana trazemos-vos alguns temas em Gujarati. Fique para ouvir, na sua rádio."

Fale connosco [No ar!]

Emissões todas as 6ª’s feiras das 21h às 23h.

Para mais informações e programação: Rádio Amplitude
Para Facebook: Oriental Sound

terça-feira, 6 de abril de 2010

Jewel Thief

Há alturas na vida em que sinto que o 7º Céu, o Nirvana e o Paraíso das crianças bem-comportadas se juntam para me estragarem de mimos. Pois foi o que aconteceu recentemente nos dois dias que levei para ver este delicioso Jewel Thief (sim, porque isto de se ver filmes de quase 3 horas de duração não é para quem tenha empregos a full-time...).

Corria o ano de 1967 e a cor andava no ar. Assim como os cabelos das senhoras em forma de colmeia. E como as camisas douradas com mangas em balão dos senhores. Já para não falar das casas com salas caiadas a verde e recheadas com móveis de formica e paredes interiores de tijolo burro. E dos óculos de sol com lentes que cobriam metade da cara. Com armações brancas, está claro. E dos bares das casas de chalet que se desvendavam numa pirueta de 180º ao simples carregar de um botão. E dos carros descapotáveis conduzidos por legítimos representantes da vida airada. E dos roupões com monograma. E por aí fora.

Como vêem, este filme realizado pelo lendário Vijay Anand é um miminho do princípio ao fim. Raras vezes senti tantas "borboletas na barriga" como durante a sua duração. E, já que falamos em duração, há que dizer a verdade: nem todos os filmes de Bollywood deveriam ser tão longos como são. "Sacrilégio!", já ouço gritar as mobes. Mas têm que concordar comigo em relação a certos filmes da meca indiana que mais parecem que andam a engonhar para atingir os 150 minutos da praxe do que propriamente a contar uma história. O que não acontece com este Jewel Thief. Muito pelo contrário. A história leva tanta reviravolta que são realmente precisos quase 180 minutos para tudo se resolver.

"E a história, senhor? É boa ou quê?". É muito boa, sim senhores. Isto é, se gostam de um thriller muito colorido acerca de um respeitável senhor que é constantemente confundido por um outro igualzinho a ele (salvo o 6º dedo do pé direito; exactamente, seis) e que se vai ver envolvido num escândalo da titular onda de roubo de jóias que anda a dar cabo das cabeças dos agentes da polícia e da sua respeitabilidade. Um Doppelgänger à Bollywood. Com canções lindas do mítico S. D. Burman, diga-se de passagem. E o filme atinge rasgos de perfeição kitsch quando uma certa senhora entra em cena. Ora então sigam-me para o próximo parágrafo, se fizerem o favor.

Helen. O seu nome é lenda. Seguir a sua carreira é desvendar os mistérios do prazer lúdico da cinefilia. Qual varinha de condão, os filmes onde toca tornam-se clássicos. E há aqui também que dizer uma coisa muito importante: sou completamente contra todos aqueles que ao reavaliarem hoje em dia a sua carreira, a tentam tornar algo entre o respeitável e o decente. "Calúnia!", brado eu. Gente que se sente (e quem se sente, é porque é boa gente) gosta dela porque ela sempre foi a "outra mulher", porque nunca teve cá problemas em se despir ou dormir ao lado do homem que ama, porque sempre irradiou alegria quando dançava, resumindo, porque sempre foi genuína. E libertina. E é por tudo isto que a gente gosta dela. E é também quando ela aparece em cena (depois de mais de uma hora de filme a esperarmos que ela assim o faça...) que o filme atinge níveis estratosféricos de júbilo kitsch. Senão, comprovem no video que se segue.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Coreografias Animadas do Cinema Indiano -
Dum Maro Dum

Lançada em 1971 como parte da banda-sonora do filme Hare Rama Kare Krishna, Dum Maro Dum é uma música obrigatória em qualquer compilação de música pop indiana que se preze.

Com um título que faz uma alusão directa ao consumo de drogas "fumadas" (algo como "toma outro bafo"), Dum Maro Dum foi acompanhada no cinema pela imagem da actriz indiana Zeenat Aman perdida no meio do fumo dos cachimbos dos hippies ocidentais que nos anos 70 cresciam como cogumelos pela Índia. Na verdade, aquilo que achamos serem os actores figurantes que a rodeiam são, na verdade, hippies a sério que foram chamados a fazer parte do cenário.

Apesar de esta ser uma música bem divertida - muito graças ao seu compositor, o lendário RD Burman, rei do psicadelismo Bollywood -, o tom do filme quanto ao consumo de drogas é muito sério: isso é coisa de ocidentais degenerados, não o façam!

Quem canta é Asha Bhosle e Usha Uthup, e o moço que vemos com ar zangado a olhar para a maninha pedrada é o actor Dev Anand.

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