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sábado, 22 de outubro de 2011

A Música de Bollywood

O compositor RD Burman e  cantora Asha Bhosle

Qual é coisa que mais amamos nos filmes indianos? Levante a mão quem acha que é a música.

Há uns 10 anos atrás, um colega de trabalho ofereceu-me uma gravação daquela que é, até hoje, aquela que considero a melhor compilação de sempre de faixas musicais do cinema indiano, Bollywood Funk, da editora Outcaste Records.

Bollywood Funk agrega algumas das melhores e mais irresistíveis canções daquele que é provavelmente o período mais criativo, experimental (e, de forma geral, bombante) da composição de bandas-sonoras para o cinema indiano. Reunindo faixas de filmes dos anos 70 e 80, este é, como o nome indica, um disco muito funkadélico e apelativo, mesmo para quem não percebe Hindi ou acha o cinema indiano piroso. Se todos o oferecêssemos aos nossos amigos, o mundo seria um sítio mais fixe.

domingo, 4 de setembro de 2011

Khuda Kay Liye


Khuda Kay Liye (Em Nome de Deus) marca uma viragem no cinema paquistanês. Lançado em 2007, é considerado o primeiro filme comercial de qualidade produzido no Paquistão em muitos anos.

O cinema paquistanês teve uma época dourada, chamemos-lhe assim, que durou sensivelmente até aos anos 60.  Até então, o cinema paquistanês era bastante similar ao indiano - aliás, a divisão dos dois países só se deu em 1947, e por essa altura já Lahore se tinha estabelecido como centro produtor de cinema. Após a separação, muitos dos artistas formados e popularizados no cinema indiano mudaram-se para o Paquistão e aí continuaram as suas carreiras.
Mas com o tempo, a censura e a falta de meios técnicos (até há bem pouco tempo não havia no Paquistão nenhuma escola para técnicos de audiovisuais) o cinema paquistanês degradou-se, tornando-se, na maioria dos casos, uma cópia kitsch e de má qualidade do cinema Bollywood. O facto de o mercado paquistanês estar inundado de pirataria de filmes indianos e de o governo não facilitar o intercâmbio de artistas entre os dois países também ajudou à decadência do cinema de Lahore, ou como é popularmente conhecido, Lollywood.

domingo, 24 de julho de 2011

Bol


Quero muito ver estre filme! Bol é um filme paquistanês lançado este ano, realizado por Shoaib Mansoor e com o cantor Atif Aslam (amo, amo, amo) num dos papeis principais.

Vou rezar aos deuses da distribuição para que haja uma edição com legendas à venda - o cinema paquistanês raramente é comercializado a nível internacional mas o facto de a produtora ser a Geo TV e a distribuidora ser a Eros talvez me sejam favoráveis.

O cinema paquistanês (Lollywood) tem fama de ser muito mau e ocasionalmente a pender para o ordinário mas também lança filmes muito bons e Bol sem dúvida será um deles.

Aqui fica o trailer.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Zibahkhana - Terra de Zombies


Como prometido (e protelado), hoje os comentários vão para o filme muito divertido que vi no Fantasporto deste ano, o gloreouso (gore glorioso) Zibahkhana (Terra de Zombies, em Português).

Há tanta coisa a dizer sobre este filme que confesso nem saber bem por onde começar...

Omar Khan, um dos envolvidos na Mondo Macabro e no Hot Spot, realiza o primeiro filme gore paquistanês, e em grande estilo.

É principalmente uma homenagem a clássicos como o Night of The Living Dead e (maioritariamente) a The Texas Chainsaw Massacre, só faltando as moto-serras.

Tem zombies daqueles novos, não dos que morrem primeiro e voltam mas dos que por algum motivo ficam contaminados/infectados com qualquer coisa. Neste caso com a água que serve as populações rurais.
Durante o filme vemos cenas de afluentes poluídos e de camponeses a recolher a água neles. Vemos cenas filmadas em estilo documental de contestações populares sobre o estado das águas e outras em que se vai adivinhando o avanço da contaminação entre as pessoas.

A lição de não atalhar por caminhos rurais de The Texas Chainsaw Massacre é neste filme esquecida levando os nossos protagonistas a perderem-se num Paquistão profundo e profundamente assustador.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cinema gore paquistanês no Fantasporto

No passado mês de Outubro escrevi no blog Maus da Fita um post intitulado Os filmes que eu quero ver - Zibahkhana (aka Hell's Ground). A malta simpática do Fantasporto fez-me  vontade e o filme vai passar no próximo dia 24 de Fevereiro (quinta-feira) às 21h no Pequeno Auditório do Rivoli. Eu sei que eu vou!

Tomem lá o conteúdo do post original...

"Os EUA têm Hollywood (fogo, que até me custa a escrever), a Índia tem Bollywood (derivado de Bombay, antigo nome de Mumbai) e o Paquistão tem Lollywood - mistura entre Lahore (meca do cinema Urdu) e o já habitual sufixo "-lywood".

sábado, 5 de junho de 2010

Zinda Laash - Drácula no Paquistão


Foi com grande satisfação que nos deparámos ontem com a transmissão do filme paquistanês Zinda Laash (na versão francesa, Dracula au Pakistan) no canal franco-alemão ARTE.
Em Portugal há várias operadoras de televisão que têm pacotes de canais indianos, mas o ARTE é o único canal em sinal aberto que passa frequentemente filmes indianos e paquistaneses (legendados em Francês, bien sûr).

Pois bem, Zinda Laash é um filme de terror clássico, inspirado assumidamente no Drácula de Bram Stoker, e foi realizado em 1967 por Khwaja Sarfraz, que dois anos antes realizara a versão urdu de Devdas.

Como já imaginávamos, Zinda Laash teve de passar pela triagem da censura paquistanesa, pelo que não tem nenhuma cena de mordida vampiresca explícita. Do mesmo modo, também não há cenas de dança particularmente sedutoras ou sensuais, o que seria perfeitamente adequado a uma adaptação ao cinema do livro original.

Mas a verdade é que Zinda Laash ganhou estatuto de filme de culto entre os amantes do horror e da série-B e para isso contribuiu o facto de a película ter estado perdida por quase 30 anos!
Só em 2003 é que foi finalmente feita a sua primeira edição em DVD e este é mais um caso em que temos a agradecer à Mondo Macabro e à paquistanesa The Hot Spot pela pesquisa e pelo trabalho de distribuição que fizeram relativamente a mais um filme de horror que de outro modo seria esquecido.

E se quanto ao argumento não existem surpresas, a realização é inesperadamente boa. Não permitindo que haja momentos mortos (que gracinha...), Khwaja Sarfraz consegue alternar as cenas de interiores com as perseguições em campo aberto, os momentos de acção com os de reflexão, e, acima de tudo, consegue contar toda a história nuns agradáveis 103 minutos de duração.

O canal ARTE vai repetir o filme na noite de 9 para 10 de Junho (feriado em Portugal) às 2:00 da manhã. Nós recomendamo-lo vivamente.

Aqui fica um aperitivo, com uma coreografia que certamente não esperaríamos ver num filme paquistanês dos anos 60.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Khamosh Pani - Águas Silenciosas

Nem só do cinema vive a Índia! E nem só do cinema indiano vivo eu :)

O filme Khamosh Pani é uma co-produção entre o Paquistão, a Alemanha e a França datada de 2008.
Esteve em exibição em Portugal e também foi lançado em DVD, com o título Águas Silenciosas.

Para quem não sabe, este é um bom filme para conhecermos mais sobre o impacto emocional que teve a divisão do Paquistão e da Índia aquando da independência do domínio britânico, nos anos 40.

No meio da confusão ficou o Punjab, sendo que este filme conta a história de uma família dividida entre os dois lados da fronteira.

Quando se dá a separação, Veero, nascida numa família sikh, é levada pelo pai até a um poço onde este pretende, através do suicídio forçado das filhas, previnir a eventual desonra das mesmas às mãos dos muçulmanos.

Veero foge do pai e acaba por ser acolhida no Paquistão, tornando-se Ayesha após a sua conversão (sincera) ao islamismo.

Para trás ficam os irmãos, que acredita não voltar a ver.

Em 1979, já viúva, Ayesha educa o filho dentro dos valores da tolerância e do respeito, mas este, aliciado para a militância islamita, desdenha o entendimento "frouxo" que a mãe tem do Corão.

Ao mesmo tempo, são abertas as fronteiras aos crentes sikhs, que têm agora oportunidade de visitar os seus locais sagrados que ficaram no Paquistão.

Um dos irmãos de Ayesha vai então à sua procura e encontra-a, trazendo à superfície toda a dor da separação e da sua identidade perdida.
O filho desta, Saleem, fica horrorizado por saber que tem ascendência sikh e acaba por rejeitar a própria mãe.

Este filme desenrola-se apresentando uma cavalgada directa e inevitável para a tragédia.
O final não é óbvio mas percebemos que a história irá acabar mal, pelo que a compra de lenços é altamente aconselhável.

Sendo uma película do circuito dito alternativo, este filme nunca cai na lamechice fácil nem no ataque ao Islão, apenas às questões políticas paquistanesas.

Brilhante é Kirron Kher, que desempenha Ayesha, que é sem dúvida uma das melhores actrizes indianas da actualidade. É uma actriz que não tem medo de dar o melhor de si. Excelente.


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