website statistics
Mostrando postagens com marcador Ketan Mehta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ketan Mehta. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Mangal Pandey editado em Portugal

Felicidade!

O filme Mangal Pandey, realizado em 2005 por Ketan Mehta, foi finalmente lançado em Portugal pela ZON/Lusomundo.

Este filme é um dos preferidos dos autores deste vosso blog e recomendamos vivamente que o vejam. Já o vi à venda em algumas lojas e garanto que está uma verdadeira pechincha!

É a segunda vez que um filme com o actor Aamir Khan tem edição portuguesa, sendo que o primeiro foi Lagaan - Era Uma Vez na Índia. Actualmente está um curso uma petição online pela exibição no Brasil de um outro filme do mesmo actor, Taare Zameen Par.

O título português da Mangal Pandey é A Revolta - Em Luta Contra o Império e certamente que interessará a alguns de vós saber que uma das faixas da banda-sonora integra também a colectânea Música das Índias.

Pela minha parte deixo-vos com a dica e também com a minha música /cena musical preferida, a über sexy Rasiya, cantada por Bonnie Chakraborty e pela poderosa Richa Sharma.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Rang Rasiya

A propósito do realizador Ketan Mehta, aproveito para falar do filme que realizou após Mangal Pandey.

Chama-se Rang Rasiya e é uma adaptação cinematográfica da biografia do pintor do séc. XIX Raja Ravi Varma.

Considerado um dos maiores pintores de sempre da Índia, Ravi Varma ficou conhecido por ser o primeiro pintor a retratar as figuras mitológicas hindus de forma realista e foi também um dos grandes defensores do sari como a roupa tradicional e ideal das mulheres indianas.

Infelizmente, a arte nem sempre está livre de censura e tal como Raja Ravi Varma causou alguma celeuma pelos retratos que fez dos deuses do panteão hindu, também Rang Rasiya foi censurado por mostrar um bocadinho do corpo nu da actriz Nandana Sen.
Ao que sei, tratava-se de uma cena perfeitamente séria e sem nada de ofensivo, mas já sabemos como são estas coisas...

Por estas bandas, aguardamos ansiosamente por termos uma cópia. Aconselhamos os leitores a fazerem o mesmo.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Mangal Pandey

Este filme já foi aqui referido algumas vezes. Normalmente à conta de filmes em que o Aamir entra, outras pela fotografia do Aamir em si. Parecem-me boas razões, cofcof, mas como revi o filme e gostava de colocar aqui uma das minhas cenas dançantes preferidas (a música, a letra, a cor, a liberdade transmitida…, a alegria do balbúrdia...), julguei ser boa altura para deitar fora (de mim) algumas palavras sobre os pensamentos que se me surgiram durante o revisionamento.
Por onde começar, hum… talvez por dizer que é um filme que mostra no seu todo um equilíbrio pouco usual. Dizer isto desta forma faz pensar que a coisa é bem-feita e aborrecida, mas por dentro desta mera descrição, está para mim implícito, uma obra que funciona em variados níveis conseguindo ser bom em todos eles.


Vamos por poucas partes. Quantas vezes é que já assistiram a um filme em que a voz off que narra diz exactamente aquilo que ouvimos os personagens a dizer e vos parece mesmo bem, ainda que não se perceba logo exactamente porquê? Qual foi o último filme que viram em que todos os condimentos mais banais do melodrama são usados de forma despudorada e ficaram felizes por ser assim? Quantas vezes viram um filme para o qual já sabem a sequência dramática que a história vai tomar e mesmo assim ficam fascinados quando ele se apresenta tal e qual o esperado? Qual foi o último filme que viram em que sentiram pena por não o poder partilhar com outra(s) pessoa(s) lado a lado?


É um filme em que se sente presente a câmara que o filma. O ecrã parece estar sempre bem medido nos elementos que contêm, seja nos grandes planos, seja nos abertos, onde realmente consegue imagens estonteantes. Bom trabalho de Ketan Mehta, cuja obra não conhecia. É um filme para se apreciar em grande formato e em pequeno vagar, como se lá estivéssemos. É fácil sentir o que se atenta. Todas as interpretações são boas, mesmo as (poucas) que são estereotipadas, mas sobretudo a dos dois casais principais. Mencionar o porte valoroso de Khan não é da minha lavra e aludir a beleza de Rani Mukherjee é escusado, mas que Toby Stephens na exposição do homem que interpreta é digno de nota, pela ingenuidade e na utilização do semblante/linguagem, já fica bem. O mesmo se pode dizer a um nível mais primário de Amisha Patel, porque sim.

A cena dos cães a lamber as munições e a passividade com que a coroa inglesa parecia lidar com a corrupção, em que o interesse económico se sobrepunha a tudo o resto, seja qual o valor “moral”, na normalidade da hipocrisia de todos os dias, formam um díptico que na minha memória há-de comparar sempre que semelhantes ideias sejam utilizadas em outros filmes.
A música, composta por
A.R. Rahman e com as letras de Javed Akhtar, não precisa de comentários para além da menção dos envolvidos…

Podia viver semanas a alimentar-me apenas desta curta passagem…

Related Posts with Thumbnails
 
Template by suckmylolly.com - background image by mjmj lemmens