sábado, 14 de agosto de 2010
Market
Números de 2008 indicam que na Índia, a cada hora que passa, ocorrem duas violações, dois raptos, quatro situações de abuso sexual, e sete incidentes de crueldade por parte de familiares ou maridos.
A cada hora.
E estes números dizem respeito apenas a mulheres. Os casos envolvendo crianças e jovens ficam de fora, e esses dados certamente também serão alarmantes.
Escrito por bárbara 4 comments
Escrevi sobre: Bollywood, Cinema Indiano, Crítica, Manisha Koirala, Market, Portugal
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Coreografias Picantes do Cinema Indiano - Satrangi Re
Se esta não é a coreografia mais simbolicamente picante do cinema indiano moderno, não sei qual será.
Integra o não menos estranho - e belo - filme Dil Se e os protagonistas são Shah Rukh Khan e Manisha Koirala.
Ele é sempre fantástico e ela, mesmo não estando na melhor forma física nem tendo as melhores aptidões para este tipo de dança, é sem dúvida uma das senhoras com mais classe que o cinema indiano já viu.
O compositor é AR Rahman e os cantores são Sonu Nigam e Kavita Krishnamurti.
Escrito por bárbara 8 comments
Escrevi sobre: AR Rahman, Bollywood, Coreografia, Dil Se, Kavita Krishnamurti, Manisha Koirala, Música Indiana, Portugal, Shah Rukh Khan, Sonu Nigam
terça-feira, 30 de março de 2010
Bombay

Na chamada trilogia sobre terrorismo realizada nos anos 90 pelo tamil Mani Ratnam, Bombay é o filme do meio, antecedido por Roja e seguido por Dil Se.
Filmado originalmente em Tamil e dobrado depois em Hindi e Telugu, Bombay ganhou os corações do público e da crítica graças à habilidade do realizador Mani Ratnam em ir construindo histórias de amor apelativas (e verosímeis) ao mesmo tempo que expõe aspectos fracturantes da sociedade indiana e, no caso concreto desta trilogia, apresentando o impacto que as divisões político-religiosas (e, na sua vertente mais radical, o terrorismo) têm na vida das pessoas reais.
Só para dar o contexto, em Roja uma mulher tamil luta pela libertação do seu marido, feito refém por uma milícia separatista. Em Dil Se, um jornalista indiano apaixona-se por uma bombista suicida que planeia vingar as atrocidades cometidas pelo exército contra a sua aldeia.
E em Bombay, um jovem tamil hindu com uma carreira promissora em Bombaim (Shekhar) apaixona-se pela filha de um marceneiro muçulmano (Sheila), quebrando as convenções e os preconceitos de ambas as comunidades ao casar-se com ela.
Os protagonistas de Bombay são Arvind Swamy e Manisha Koirala (intépretes de Roja e Dil Se, respectivamente), dois actores excepcionais que marcaram o cinema indiano nos anos 90 e que, surpreendentemente, decidiram afastar-se do cinema comercial e seguir outros interesses. Swamy tornou-se empresário e Koirala dedica-se ao cinema alternativo e de pendor feminista.
E agora, a sinopse.
Ao regressar de férias a casa, o adorável Shekhar tem um momento Guru Dutt (ver post sobre o filme Chaudhvin ka Chand), ao ver sob o véu de uma burca o rosto da bonita Sheila. Sentindo-se arrebatado, Shekhar corteja a rapariga até que esta vai voluntariamente ao seu encontro e aceita casar com ele.
Ambas as famílias rejeitam a união. Fazem um escândalo, ameaçam-se de morte, o previsível. Interessante é ver que até surgir a hipótese de uma ligação amorosa entre os filhos, ambas se davam bem e se respeitavam. Mas a tradição e a honra falam mais alto.
Perante a possibilidade de ser casada à força pelos pais, Sheila foge para Bombaim ao encontro de Shekhar, e casam-se de imediato.
Aguentando os olhares reprovadores iniciais dos senhorios hindus, a relação mantém-se firme e o casal tem dois filhos gémeos, a quem dão nomes hindus e muçulmanos, não preferindo uma religião em relação a outra.
No entanto, estalam em Bombaim os motins (reais) entre hindus e muçulmanos, depois de um grupo de hindus destruir a Mesquita de Babri. A violência dos confrontos faz com que os avós das crianças acorram a Bombaim e ponham de lado as divergências, vendo o resultado que estas podem ter quando ficam descontroladas.
No entanto, a família é apanhada nos motins e os pais separam-se dos filhos, criando momentos de grande angústia para todos.
Como é habitual em filmes dirigidos por Mani Ratnam, Bombay tem uma excelente fotografia e planos lindíssimos. Aqui e ali brotam cenas aparentemente simples mas fundamentalmente simbólicas como é o caso quando Sheila corre para os braços de Shekhar, abandonando a burca que fica presa a uma árvore.
Inevitavelmente o filme tem um grande pendor patriótico e uma mensagem inequívoca de tolerância e igualdade. Novamente, não é por acaso que os apaziguadores dos motins são uma matriarca muçulmana que defende uma jovem família hindu e uma hijra que defende crianças orfãs.
Para saborear um bocadinho de Bombay e escutar uma das músicas indianas mais bonitas que já ouvi, deixo aqui o vídeo de Kannalane, cantado pela maravilhosa Chitra. A versão Hindi chama-se Kehna Hi Kya.
Escrito por bárbara 2 comments
Escrevi sobre: Arvind Swamy, Bombay, Chitra, Crítica, Dil Se, Kannalane, Mani Ratnam, Manisha Koirala, Roja, Tamil
sábado, 7 de novembro de 2009
Dil Se
Quão bom pode um filme ser? Se queremos um filme intenso preparado à moda indiana, esse filme é Dil Se.
Já esperava muito deste filme, um dos mais emblemáticos do actor Shah Rukh Khan, e garanto que não foi uma desilusão, muito pelo contrário.
Dil Se foi a última película de uma trilogia dedicada ao terrorismo realizada por Mani Ratnam. Os anteriores foram Roja (1992) e Bombay (1995).
Dil Se, lançado em 1998, por alguma razão foi um fracasso de bilheteira na Índia. No entanto, foi um sucesso junto do público internacional (esteve no top 10 de bilheteira no Reino Unido) e também junto da crítica.
Escrito por bárbara 17 comments
Escrevi sobre: A.R. Rahman, Bollywood, Cinema Indiano, Crítica, Mani Ratnam, Manisha Koirala, Música Indiana, Portugal, Shah Rukh Khan



