Temos finalmente o prazer de apresentar uma entrevista com uma das nossas pessoas preferidas! A portuense Diana Rego, bailarina de formação e vocação, é um dos tesouros mais bem guardados deste nosso cantinho à beira-mar plantado.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Entrevista com Diana Rego
Temos finalmente o prazer de apresentar uma entrevista com uma das nossas pessoas preferidas! A portuense Diana Rego, bailarina de formação e vocação, é um dos tesouros mais bem guardados deste nosso cantinho à beira-mar plantado.
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sexta-feira, 29 de abril de 2011
Sole to Soul - espectáculo de Kathak no Teatro da Trindade
"'Sole to Soul' é uma produção de Dança Clássica Indiana Kathak com Lajja Sambhavnath e o grupo de dança da Comunidade Hindu de Portugal, com música ao vivo.
Uma experiência hipnotizante que começa na raíz do corpo das bailarinas, os pés, para alcançar a alma da audiência. Esta peça tem um tom contemporâneo aplicado àquilo que é o vocabulário do movimento e o formato de apresentação do Kathak tradicional, manifestando-se pela beleza e a forma íntima com que é desenhada a dança e a música gravada ao vivo. Inspirado nas tradições dos contadores de histórias da Índia, o misticismo do Sufi, a paixão dos formatos musicais islâmicos e a música persa, a experiência é de certa forma espiritual e estética.
Sole to Soul é feito pelos pés da bailarina, parte da alma da bailarina, para a alma da audiência."
O espectáculo realiza-se dia 15 de Maio (Domingo), pelas 19h30 no Teatro da Trindade, em Lisboa.
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sexta-feira, 22 de abril de 2011
Workshop de música e dança indiana em Aljezur
No final do mês de Abril, a Casa Sakra promove um workshop de música e dança indiana, uma experiência meditativa de som e movimento, em Aljezur.
Dirigido a quem pretenda tocar tablas ou praticar a dança kathak, este workshop ensinará música e dança indiana (kathak e tabla), a colocação “the art of standing” dristi e mudras, ciclos de tempo e iniciação à música clássica hindustani do Norte da Índia e iniciação ao tatkar (batidas de pés).
Com formação de Raimund Engelhardt e Celia Fernandes, este workshop pretende reflectir sobre o som enquanto o elemento primordial da criação do Universo. A vibração do som por si só, na matéria, no nosso corpo físico e energético. Serão utilizadas técnicas ancestrais de meditação e vocalização do mantra ॐ (om). De naad a ahadnad e a anahadnad, ou seja, a transição do ruído ao som musical e deste ao silêncio absoluto.
O programa completo poderá ser consultado clicando na imagem.
Adaptado de Rua
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Nrityaanjali - dança clássica indiana na Malaposta
No próximo dia 13 de Novembro, pelas 21h30, é apresentado no auditório do Centro Cultural da Malaposta (Odivelas) o espectáculo de dança indiana Nrityaanjali, que conjuga as formas clássicas do Bharatnatyam - interpretado pela bailarina Tarikavalli -, e do Kathak - ilustrado pela bailarina Lajja Sambhavnath.
"Nrityaanjali significa «Saudação pela Dança» em sânscrito.
Este espectáculo de vibrante beleza leva-nos a imergir-nos de uma forma profunda e graciosa na milenar arte da Dança Indiana.
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terça-feira, 5 de outubro de 2010
Workshop de Kathak em Odivelas
A workshop custa 25€ e tem a duração de três horas, sendo dada pela professora Lajja Sambhavnath, bailarina que lecciona habitualmente na Comunidade Hindu de Portugal.
Sobre o Kathak
Kathak é uma das principais formas de dança clássica da Índia. Possui um lugar de destaque no campo da dança como ela representa a síntese de duas culturas diferentes distintamente - o da cultura hindu e muçulmana. Kathak era a dança dos contadores de histórias, "katha" significa história e "Kathak" significa “aquele que conta uma história”.
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Dança clássica indiana Kathak no Museu Nacional de Etnologia
Na próxima 5.ª feira à noite, no dia 23 de Setembro, o auditório do Museu Nacional de Etnologia recebe um espectáculo de dança clássica indiana Kathak, protagonizado por Lajja Sambhavnath acompanhada por um grupo de dançarinas (da Comunidade Hindu de Portugal).
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sábado, 28 de agosto de 2010
Regresso das aulas de Kathak a Lisboa
A Comunidade Hindu de Portugal vai dar início a mais um ano lectivo de aulas de dança clássica indiana Kathak.
As aulas são dadas pela professora Lajja Sambhavnath e estão abertas a todas as pessoas interessadas em aprender um dos mais bonitos e expressivos estilos de dança da Índia.
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terça-feira, 11 de maio de 2010
Entrevista a Lajja Sambhavnath - Versão Traduzida

A propósito do espectáculo Vislumbres da Índia, que terá lugar no próximo dia 15 de Maio na Aula Magna, em Lisboa, tivemos a oportunidade e o prazer de entrevistar a bailarina indiana Lajja Sambhavnath, que é também professora de Kathak na Comunidade Hindu de Portugal.
O espectáculo é já no próximo sábado e contará também com a participação de Tarikavalli, bailarina de Bharatnatyam (dança indiana clássica do Sul), e dos músicos Paulo Sousa (sitar) e Raimund Englehardt (tabla). Clicando aqui poderão ler mais detalhes.
Esta é apenas a tradução da entrevista - para que possa ser acompanhada pelos nossos leitores que não falam Inglês. Uma vez que há significados que frequentemente se perdem nas traduções, aconselhamos quem puder a ler a versão original em Inglês.
GM Em primeiro lugar, fale-nos um pouco sobre si. Quando e como é que começou a aprender dança clássica indiana?
LS Eu acredito em explorar a dança (a dança clássica indiana Kathak) como um meio flexível de unir sensibilidades, conduzindo com vista a um progresso de “mentes” e de “artes”.
A flexibilidade inerente ao Kathak e a sua habilidade para absorver a mudança e entregar-se a inovações enquanto forma de dança sempre me fascinou.
Durante os meus estudos na Escola de Kathak de Jaipur (como bacharel), um encontro casual com Padmabhushan Kumudini Lakhia na fase inicial do meu processo de pensamento quase me obrigou a estudar sob a sua tutela, resultando numa pesquisa enquanto bolseira (pela University Grants Commission do Governo da Índia) intitulada ‘Contemporary Sensibilities vis a vis the heritage of Kathak’ (As Sensibilidades Contemporâneas Face à Herança do Kathak).
Essencialmente visionária, ela ensinou-me a criar a ponte entre a vida e a arte e a estimar a dignidade do corpo humano quanto bailarina.
Possuo também uma licenciatura e uma pós-graduação em Artes Performativas de Escola Tradicional de Kathak de Jaipur pela Universidade Maharaja Sayajirao, em Vadodara, e uma licenciatura em Vestuário e Têxteis, tendo-me especializado em Tecelagem pela mesma Universidade.
GM A Lajja é a professora residente de Kathak da Comunidade Hindu de Portugal e as suas aulas são abertas a qualquer pessoa que queira aprender esta forma de dança. O que acha que os seus alunos procuram quando se inscrevem nas aulas?
LS Normalmente há dois tipos de alunos – os de ascendência indiana e os da comunidade europeia mais abrangente e da comunidade portuguesa local.
Os alunos que se inscrevem vêm com uma ideia da Índia (e das artes e danças indianas) como sendo algo belo, enigmático e misterioso. A sua associação imediata é com os filmes de Bollywood e com a mais recente e muito famosa telenovela 'Caminhos da Índia', e com a noção da Índia e das artes e danças indianas aí retratadas.
Resumidamente, os dois grupos de alunos referidos acima possuem uma das três abordagens básicas:
1) Inquisidora (são curiosos), vêm com uma mente curiosa, querem aprender algo que é alheio à sua cultura e que por isso vale a pena explorar.
2) Os profissionais; alguns tiveram formação prévia ou praticam em simultâneo alguma forma de dança ocidental. Estes alunos pretendem aprender um novo vocabulário do movimento, diferente do que já conhecem, e que embora diferente do que já possuem, enriquece o seu vocabulário do movimento já existente.
3) O outro grupo tem um interesse académico. Vem com estudo e conhecimento aprofundados sobre os aspectos das artes e da dança e vem com respeito e vontade de explorar este mundo diferente, e também para aprofundar a sua compreensão.
GM O Kathak nasceu no Norte da Índia e é uma forma de contar histórias. Pode contar-nos mais sobre as suas técnicas e reportórios?
LS O Kathak teve origem nas planícies do Ganges no Norte da Índia. Como o nome indica, o Kathak era a dança dos contadores de histórias; “katha” significa história e “kathak” aquele que conta a história.
Esta forma de dança tem origem nos bardos nómadas no Norte da Índia, conhecidos como “kathaks” ou contadores de histórias.
A técnica do Kathak hoje caracteriza-se pelo rápido e rítmico trabalho de pés articulado com ciclos temporais complexos. Os movimentos da dança incluem inúmeras piruetas executadas a uma velocidade vertiginosa e terminam como estátuas. O trabalho de pés é acompanhado por instrumentos de percussão como a tabla, e o bailarino e o percussionista entregam-se frequentemente a uma exibição de virtuosismo e mestria rítmica. A parte interpretativa, baseada em histórias de Radha e Krishna e outro folclore mitológico, contém gestos e expressões faciais subtis. A combinação de exuberância e reticência torna-o uma das mais naturais formas de dança clássica. É também uma das formas de dança clássica que mais influencia Bollywood hoje em dia.
O reportório consiste em várias composições, que possuem um vocabulário gestual abstracto, e são nomeados consoante o seu conteúdo técnico, como Amad, Paran, Toda, Tihayi, etc. O outro aspecto é a narrativa em que os gestos são executados consoante a palavra dita, e consiste em Thumri, Kavit, Bhajan, Ghazal, etc.
GM Qual acha que é o papel da dança clássica na Índia contemporânea? As actuações de dança clássica são vistas somente num contexto erudito ou fazem também parte das vidas das pessoas comuns?
LS A Índia é um dos poucos países que é invulgarmente dotado enquanto cultura, e para o louvar a sua cultura foi preservada, uma vez que ainda faz parte das vidas do seu povo. Ainda estamos ligados às nossas raízes da dança clássica. Ainda hoje essa ligação é forte e na verdade tem-se disseminado graças a revolução electrónica, principalmente no campo da comunicação.
Concordo que a dança clássica seja para um “público erudito”. Mas devemos lembrar-nos que um público que tem cultura no sangue a nas veias não necessita de ser tão erudito para acompanhar. Também no caso da dança clássica, o Kathak em particular tem flexibilidade para se adaptar e ser mais comunicativo sem perder a sua essência.
GM Uma vez que adoramos filmes indianos, gostaríamos de saber se há algum actor ou coreógrafo em particular que tenha realmente feito justiça à dança clássica.
LS Coreógrafos como a minha Guru Padmabhushan Kumudini Lakhia (que fez a coreografia do 'Umrao Jaan' antigo, com a actriz Rekha), o Pandit Birju Maharaj (de filmes como 'Shatranj Ke Kiladi' realizado por Satyajit Ray, e mais recentemente 'Devdas') e a falecida Gauri Shankarji (de 'Pakeezah') para nomear alguns.
Dos actores, é Madhuri Dixit.
Vislumbres da Índia
LOCAL : AULA MAGNA
DATA: 15 de Maio de 2010 - Sábado
HORÁRIO: 21:30 HRS
Crianças: maiores de 3 anos
BILHETES
Bilhetes à venda na www.ticketline.sapo.pt
Para reservas / informações: 707 234 234
Bilhetes disponíveis na: FNAC, Agência Abreu, Worten, CC Dolce Vita, Megarede, El Corte Ingles (Lisboa e Gaia)
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sexta-feira, 23 de abril de 2010
Vislumbres da Índia - Espectáculo de Dança e Música Clássica Indiana
A Comunidade Hindu de Portugal apresenta no dia 15 de Maio o espectáculo Vislumbres da Índia, que terá lugar na Aula Magna em Lisboa. Terá a presença de dois músicos de formação clássica assim como de duas bailarinas já amplamente reconhecidas no nosso país, nomeadamente como professoras de dança indiana.
Este é seguramente um evento a não perder e uma oportunidade de conhecer mais sobre a cultura clássica indiana.
Aqui fica o convite partilhado pela Comunidade Hindu de Portugal.
Índia! É um mistério, um enigma ... uma terra extraordinariamente dotada de cultura, de diversas culturas. Colorida e cheia de vida. A própria palavra "ÍNDIA" cria visuais vívidos e vorazes. As belas artes clássicas indianas são os melhores paradigmas desta diversidade enigmática.
O programa de 90 minutos captura a alma da Índia através de quatro diferentes formas de artes performativas clássicas executadas ao vivo por quatro famosos artistas profissionais.
Lajja Sambhavnath: Kathak (dança indiana clássica do Norte)
Tarikavalli: Bharatnatyam (dança indiana clássica do Sul)
Paulo Sousa: Sitar (música indiana clássica de cordas)
Raimund Englehardt: Tabla (música indiana clássica de percussão)
É com estes pensamentos que trazemos para si alguns dos efeitos visuais verdadeiramente belos e coloridos. Venha, junte-se a nós nesta viagem para explorar alguns desses vivazes e incríveis VISLUMBRES DA ÍNDIA!!!
LOCAL : AULA MAGNA
DATA: 15 de Maio de 2010 - Sábado
HORÁRIO: 21:30 HRS
Crianças: maiores de 3 anos
BILHETES
Bilhetes à venda na www.ticketline.sapo.pt
Para reservas / informações: 707 234 234
Bilhetes disponíveis na: FNAC, Agência Abreu, Worten, CC Dolce Vita, Megarede, El Corte Ingles (Lisboa e Gaia)
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domingo, 3 de janeiro de 2010
Aulas de Kathak na Comunidade Hindu de Portugal
Estão abertas as incrições para aulas de Kathak em Lisboa, na Comunidade Hindu de Portugal.
Há três turmas, em três dias diferentes:
Turma A – Sábado e Domingos
(10:30h/12:30h)
Turma B – Quintas e Sextas
(19:15h/21:15)
€40 – adultos
€30 – crianças (dos 8 aos 15 anos)
Turma C – Sextas
(19:15h/21:15
€20
Comunidade Hindu de Portugal
Alameda Mahatma Gandhi
1600-500 Lisboa
Telef. 21 757 65 24 - 21 752 49 81/2
Fax. 21 752 44 59
comunidadehindu@netcabo.pt
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Kathak no Museu do Oriente!
Mais um imperdível espectáculo de kathak na cidade de Lisboa!
O Museu do Oriente dedicará o mês de Outubro à Índia e inclui na programação o espectáculo Abhisarika pela companhia de Anurekha Ghosh.
A dança kathak, além de ser muito bonita por si própria (vejam o vídeo abaixo), está também na origem do flamenco espanhol, o que a torna muito interessante de um ponto de vista histórico e cultural.
Aqui está o texto que, mais uma vez, roubei do site do Museu:
O espectáculo Abhisarika retrata as “camadas” de amor que podem ser aplicadas a qualquer mulher que medite no mistério fundamental da vida. Trata-se de uma conversa sensual, apaixonada e intimista, conduzida pelos mais profundos desejos do coração, sussurrando as mais doces confissões de amor – com ênfase na identidade plena. Tem menos a ver com o espaço e o tempo e muito mais com a união directa do espírito e da alma.
Anurekha explora a tradição clássica da dança kathak com uma mistura sublime das expressões artísticas da Pérsia e do Norte da Índia. A precisão do trabalho de pés, as múltiplas piruetas executadas à velocidade da luz, a exótica graciosidade da própria dança kathak, extremamente hipnótica na sua natureza, uma mímica subtil, as brilhantes improvisações rítmicas entre a bailarina e os músicos sempre em crescendo, fazem da actuação de Anurekha uma excitante viagem entre a Tranquilidade e o Movimento, entre o Silêncio e o Som, embora partilhando todos o mesmo espaço.
Acompanham a bailarina três músicos na tabla, sarangi e sitar.
Anurekha Ghosh é um nome incontornável da dança indiana khatak que pratica desde ao 4 anos. A sua técnica é uma combinação de tradição e modernidade. Aclamada internacionalmente, Anurekha vive no Reino Unido onde em 2001 formou a Anurekha Ghosh & Company cujo objectivo é o de levar aos palcos internacionais a beleza e a força do melhor da dança clássica indiana khatak e do bailado contemporâneo.
8 de Outubro de 2009
Preço: € 15,00
M/6
Duração aprox: 1 hora e 40 minutos, com intervalo
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Festa da Índia no Museu do Oriente
Ainda é cedo mas queremos marcar já na agenda o mês de Outubro como sendo o mês da Festa da Índia no Museu do Oriente, em Lisboa.
Aliando a vertente lúdica à pedagógica, o menu, aliás, a programação é muito variada com música, dança, gastronomia e espiritualidade.
Parece incrível como em tantos anos que vivi em Lisboa foi preciso ter vindo para o Porto para me aperceber da riqueza e da abundância da programação do Museu do Oriente. É uma instituição a conhecer e a estimar!
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domingo, 23 de agosto de 2009
Workshops de Dança na Comunidade Hindu de Portugal
Amados leitores, ouvi agora na rádio um anúncio relativo a várias workshops de dança a realizar no próximo mês de Setembro na Comunidade Hindu de Portugal.
A saber:
DIA D - DANCE DAY
6 de Setembro de 2009 (das 15:00 às 19:30)
6€ por pessoa
15:00/16:00 – Oriental Dance por Jaqueline Bettencourt
16:15/17:15 – Garba (Dança Popular Indiana) por Lajja Sambhavnath
17:30/18:30 – Danças Tribais Africanas por Jaqueline Bettencourt
18:45/19:45 – Kathak (Dança Clássica Indiana) por Lajja Sambhavnath
(inscrições abertas até dia 4 de Setembro)
WORKSHOP DE GARBA
14 a 18 de Setembro de 2009 (das 16:00 às 18:00 ou das 20:00 às 22:00)
15€ por pessoa (a partir dos 9 anos)
As inscrições podem ser feitas na própria Comunidade usando um dos seguintes contactos:
Comunidade Hindu de Portugal
Alameda Mahatma Gandhi,
1600-500 Lisboa
Portugal
Telef. 21 757 65 24 - 21 752 49 81/2
Fax. 21 752 44 59
E-mail:comunidadehindu@netcabo.pt
www.comunidadehindu.org
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Satyajit Ray’s Shatranj Ke Khiladi
Os Jogadores de Xadrez (1977)
Sei que não foi o primeiro filme Indiano que vi, no entanto foi o primeiro que guardei na memória e na minha lista de filmes favoritos, a cuja vestoria passo como por saudade. Tinha 18 anos e saquei-o de casa do pai da namorada de então, que é um apaixonado por cinema e a quem agradeço a introdução ao cinema Indiano com um maior pendor de autor.
Quando o filme foi lançado em Inglaterra, as críticas pareceram-me, pelas duas que li, impregnadas de partenalismo. O filme tem como fundo condutor a ocupação do último estado Indianao (Owadh) que permanecia sobre o governo de um rei nacional, e que se mantinha à conta dos fundos que periodicamente entregava ao Império Britânico para as suas campanhas militares.Foi então, lendo os comentários de cidadãos Indianos a viver em Inglaterra que percebi que existia uma língua chamada Urdu (idioma nacional do Paquistão e falada nas regiões centrais da India), que parecia ser essencial para a compreensão do filme, que é tricotado pela utilização da linguagem, Inglês, Hindi e Urdu. Tal pormenor mostrou-se realmente importante para o completo desfrutar do filme (ainda que apenas pela expressão dos actores) e razão por ser hoje considerado como um clássico.
Dado que a obra é adaptada do livro homónimo de Premchand, autor muito considerado no seu país, ainda que pouco conhecido pela literatura mundial, parte das criticas negativas da altura por parte dos conterraneos de Ray foi o facto de este ter escrito um argumento em que ambos os pontos de vista (Britânicos e Indianos) eram mostrados, criando personagens novas, o que não acontece no romance que é totalmente descrito através dos diálogos dos jogadores de xadrez (Sanjeev Kumar e Saeed Jaffrey) e das considerações do rei e seus súbtidos. Ray (que arriscava o primeiro filme Hindi, após já possuir uma respeitada carreira com obras Bengali) ficou no meio de dois fogos e o filme foi remetido ao esquecimento, assim como os amigos jogadores esquecem todo o desmoronar social que se passa à sua volta, embrenhados que estão no seu partinhado vício pelo xadrez.Lembro-me sempre de uma frase em que é dito que “Foram os Indianos que inventaram o jogo, mas foram os Britânicos que o tornaram conhecido no mundo!”.
O desfecho do jogo pelas regras originais é lento mas aprimora a paciência e contemplação do jogador, mas as alterações introduzidas por exteriores à cultura original tornaram-no mais célere, diversificado e interessante a quem o observa de fora.
O filme é, na minha interpretação, sobre isso mesmo. Os resultados de culturas em oposição e em coadjuvação, as coisas novas que se criam quando coisas diferentes se encontram, umas coisas melhoram e outras pioram, o ponto de vista faz variar a visão da coisa.
Pretas contra brancas, galos em luta de morte, Ingleses e Indianos em desiquilibrio, esposa e esposo em desentendimento, a conquista e o abandono final.Para os ocidentais o filme descrevia a forma impotente e resignada como os Indianos entregaram a provincia, uma vez que se não eram capazes de cuidar das suas mulheres também não o eram de tomar conta da sua terra, e sendo assim era honesto e um filme com algum interesse.
De um terceiro ponto de vista (o dos Hindi que não se importaram com as libertades de Ray no argumento), o filme retrata na perfeição o tom da linguagem Urdu.
Onde o ocidental entende este tom delicado como sinal de fraqueza, resignação e humilhação, este tem subentendido, como se fosse uma troca de olhares entre amantes, a frustação, o ódio e o nojo em ver a marcha dos invasores a entrar na sua cidade.
Muito dificil de apanhar em dvd com legendagem portuguesa (para dizer a verdade nem sei se existe alguma edição) o filme pode ser visto (de vez em quandooooo) na Cinemateca de Lisboa.
Deixo-vos o único momento musicado do filme, em que se dança (mostrando como seria no séc.XIX) para o prazer de um soberano poeta...
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domingo, 16 de novembro de 2008
Kathak na Belavista
No próximo dia 22 de Novembro, vai haver um espectáculo de kathak no Templo de Shiva, em Sto. António dos Cavaleiros.
As bailarinas são o duo Crishna e Camilita acompanhadas pelo conjunto goês Suryá.
Eu pessoalmente tomei conhecimento do kathak ao assistir a uma actuação da coreógrafa Aditi Mangaldas na Aula Magna e, como se diz aqui no Porto, "colei"! Vão por mim, vale a pena ir ver.
Visto não ter encontrado nenhum vídeo de Crishna e Camilita disponível, aqui fica um da bailarina Vidha Lal.
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