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domingo, 18 de outubro de 2009

Feliz Diwali!

Alguns leitores enviaram-nos mensagens a desejar um feliz Diwali e nós queremos retribuir. Embora nenhum dos autores do Grand Masala professe a fé hindu, esta é uma altura do ano de que gostamos muito.

Fica aqui o artigo da Wikipédia sobre o Diwali para quem quiser saber mais:

O Diwali (também transcrito do Deepavali ou Deepawali) é uma festa religiosa hindu, conhecida também como o festival das luzes. Durante o Diwali, celebrado uma vez ao ano, as pessoas estreiam roupas novas, dividem doces e estouram rojões e fogos de artifício. Este festival celebra o assassinato de Narakasura, o que converte o Diwali num evento religioso que simboliza a destruição das forças do mal.

O Diwali é um grande feriado indiano, e um importante festival para o hinduísmo, o sikhismo, o budismo e o jainismo. Muitas lendas são associados a Diwali. O feriado é atualmente comemorado pelos hindus, sikhs e jains em todo o mundo como o festival das luzes, onde as luzes ou lâmpadas significam a vitória do bem sobre o mal dentro de cada ser humano. Diwali é comemorado no primeiro dia do mês lunar Kartika, que ocorre no mês de outubro ou novembro.

Em muitas partes da Índia, é o Baile do Rei Rama de Ayodhya,que após 14 anos de exílio na floresta derrotou o mal Ravana. O povo de Ayodhya (a capital do seu reino) congratulou-se com Rama por iluminação em fileiras (avali) das lâmpadas (Deepa), dando assim o seu nome: Deepavali. Esta palavra, em devido tempo, se tornou Diwali em hindi. Mas, no sul indiano em algumas línguas, a palavra não sofreu qualquer alteração e, portanto, o festival é chamado Deepavali no sul da Índia. Existem várias observâncias do feriado em toda a Índia.

O Jainismo Diwali é marcado como o nirvana do Lord Mahavira, que ocorreu em 15 de outubro, 527 aC.

Entre os sikhs, o Diwali veio a ter significado especial a partir do dia ao qual houve o retorno a cidade de Amritsar do iluminado Guru Hargobind (1595-1644), que havia sido detido no Forte em Gwalior sob as ordens do imperador Mughal, Jahangir (1570-1627). Como o sexto Guru (professor), do Sikhismo, Guru Hargobind Ji, foi libertado da prisão - juntamente com 53 hindus Kings (que eram mantidos como prisioneiros políticos) a quem o Guru havia organizado sua libertação. Após a sua libertação ele foi para o Darbar Sahib (Templo Dourado) na cidade santa de Amritsar, onde foi saudado pelo povo com tamanha felicidade que acenderam velas e diyas para cumprimentar o Guru. Devido a isto, sikhs referem frequentemente que Diwali também como BANDI Chhorh Divas - "o dia da libertação dos detidos".

O festival também é comemorado pelos budistas do Nepal, especialmente os Newar budistas.

Na Índia, o Diwali é hoje considerado um festival nacional quanto ao aspecto estético, entretanto, é usufruído pelos hindus, independentemente da fé.

Cliquem aqui para ver a programação da celebração de Diwali no templo Radha Krishna, em Lisboa.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Festa da Índia no Museu do Oriente

Ainda é cedo mas queremos marcar já na agenda o mês de Outubro como sendo o mês da Festa da Índia no Museu do Oriente, em Lisboa.

Aliando a vertente lúdica à pedagógica, o menu, aliás, a programação é muito variada com música, dança, gastronomia e espiritualidade.

Parece incrível como em tantos anos que vivi em Lisboa foi preciso ter vindo para o Porto para me aperceber da riqueza e da abundância da programação do Museu do Oriente. É uma instituição a conhecer e a estimar!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ramayan

O Angolan/Namibian-Hindi report tem o prazer de anunciar que anda neste momento a tentar acompanhar a legendária série Ramayan, embora ainda não tenha conseguido perceber se está a ver os episódios de seguida ou ao calhas. Trata-se da serialização da Ramayana, o épico religioso Indiano e foi da criação de Ramanand Sagar, um rapaz conhecido destas coisas. Foi exibido em 1987/8 e tem 78 episódios de luxuriosos cenários do mais barato que se arranjava, o que o torna um enlevo ao olhar. Habilitam-se também a ver o bebé Rama a gatinhar durante uns cinco minutos, enquanto sua embevecida mãe e tias o miram como se fosse bolo de chocolate. Para quem ainda não viu, deixamos aqui um pedaço gravado em frente ao ecrã, que é o meio tecnológico que se arranja por aqui.


quarta-feira, 22 de julho de 2009

Cinema Mitológico Indiano
- Lav Kush

E agora, algo completamente diferente: religião.

Conhecer as religiões existentes na Índia enriquece a nossa experiência enquanto espectadores, ajudando-nos a compreender melhor aquilo de que tratam os filmes.

Muitas das vezes, a compreensão do contexto religioso leva-nos a melhor entender os costumes, as tradições e até algumas das histórias dos filmes do sudeste asiático que tanto apreciamos.

Na Índia existe uma grande produção de filmes de carácter religioso, sendo que a esmagadora maioria trata de temas relacionados com o Ramayana e com o Mahabharata, os dois grandes épicos hindus.

Há também filmes biográficos sobre as vidas de homens santos ou sábios.

Por outro lado, não esperem ver transpostos para a tela episódios da vida do profeta Maomé pois isso dificilmente irá acontecer, visto ir contra os preceitos do Islão.

Feita a introdução, passemos aos filmes. O meu primeiro filme religioso - e, até agora, o único - foi Lav Kush, de 1997. Depois de o ver comprei a versão "resumida" de 15 horas da série Mahabharat e ainda não consegui acabá-la...

Lav e Kush são os dois filhos que Sita, esposa de Rama, tem no exílio depois de este ter questionado a sua fidelidade.

A história começa mais ou menos assim: Sita é raptada por Ravana e levada para a ilha de Lanka. Depois de ser resgatada pelo marido, a sua fidelidade conjugal é posta à prova através de um teste de fogo. Que Sita passa com distinção.

De regresso a casa - e é aqui que começa o filme Lav Kush - Sita e Rama vivem felizes e são abençoados com uma gravidez. No entanto, circulam rumores entre os aldeões de que Rama terá sido "frouxo" ao aceitar de volta uma mulher infiel.
Como forma de recuperar o respeito de todos, Rama envia Sita para o exílio. Sozinha e grávida, sim.

Sita é então acolhida por um sábio e dá à luz duas crianças, Lav e Kush. Estes crescem devotos a Rama mas desconhecendo que são seus filhos. Quando descobrem a verdade, ficam furiosos e dá-se uma longa batalha que culmina na união do pai com os dois filhos. Pelo menos, assim reza o filme.

Realizado por Madhusudan Rao V. em 1997, este filme muito colorido e musicado ajudou-me a perceber melhor porque é que Sita é considerada um exemplo de esposa e de mãe, exemplo esse usado de forma recorrente no cinema indiano.

Além disso, creio que ver um filme religioso de vez em quando (ou uma série, também pode ser) é uma experiência que nos enriquece enquanto espectadores e enquanto pessoas.

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