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terça-feira, 27 de março de 2012

Bhoot Bangla - A Casa Assombrada


Cheguei até Bhoot Bangla através de um post noutro blog e acabei por encontrar um filme divertido, bem filmado e cheio de surpresas agradáveis.

Bhoot Bangla - A Casa Assombrada é um filme de mistério filmado a preto e branco em 1965 e realizado por Mehmood, o actor cómico de quem já falámos antes ao escrever sobre Gumnaan.

Em Bhoot Bangla, Mehmood é Mohan, o líder de um clube de jovens que aspiram a praticar boas acções e a ajudar o próximo. Neste caso, o próximo acaba por ser Rekha, uma rapariga cujos membros da família têm vindo a morrer um por um, tudo levando a crer que será ela a próxima vítima.

domingo, 10 de julho de 2011

Sahib Bibi Aur Ghulam na Cinemateca

Ontem foi dia de Pyaasa na Cinemateca e, mea culpa, não coloquei nenhum post sobre isso. No entanto há mais Guru Dutt este mês na Cinemateca Portuguesa, pelo que no próximo sábado (16 de Julho, às 21:30) será exibido Sahib Bibi Aur Ghulam - O Senhor, a Senhora e o Escravo.

Aqui fica a ficha técnica divulgada pela Cinemateca:

“O Senhor, a Senhora e o Escravo”
de Abrar Alvi (e Guru Dutt)
com Guru Dutt, Meena Kumari, Waheeda Rehman
Índia, 1962 - 148 min / legendado electronicamente em português
Depois do fracasso comercial de Kaagaz ke Phool (“Flores de Papel”), Guru Dutt entrou em declínio e recusou-se a assinar qualquer filme. Sahib Bibi Aur Ghulam foi assinado por um dos seus colaboradores mais próximos (no seu único trabalho como realizador). Sabe-se que Dutt foi co-realizador e verdadeiro autor deste filme, que veio a ser o seu último trabalho como realizador. Estruturado num longo flashback, Sahib Bibi Aur Ghulam é um retrato da aristocracia decadente do Bengala e é típico do universo peculiar de Dutt.
Sáb. [16] 21:30 | sala Dr. Félix Ribeiro

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Pyaasa


Estreado em 1957, Pyaasa, um dos filmes mais populares de Guru Dutt, mantém-se tragicamente actual e pertinente na sociedade dos dias de hoje.

Centrado na figura de um artista cujo talento não é reconhecido, Pyaasa dá-nos uma visão pouco optimista de uma sociedade cínica, materialista, fútil e vazia de moral.

Nele encontramos o poeta Vijay (Guru Dutt) que, apesar de ter um talento inegável e formação académica para o acompanhar, é pobre e não se dá com as pessoas certas, sendo, por isso, ostracizado pelo mundo das artes e pelos artistas e editores literários estabelecidos.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Suhaagan (1964)

Realizado em 1964 por K. S. Gopalakrishnan, Suhaagan foi um dos últimos filmes do actor e realizador Guru Dutt, que faleceu no mesmo ano.

Lidando com o sempre presente tema da castidade feminina, Suhaagan tem uma abordagem algo singular a esta matéria.

Vijay Kumar (Guru Dutt) é um professor universitário oriundo de uma família humilde à procura de emprego. É então contratado pela universidade da qual é director o pai de Sharda (Mala Sinha). Sharda é aluna de Vijay e rapidamente desenvolve por ele um interesse romântico.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Flores de Papel na Casa da Achada


Relembramos os nossos leitores que é já na próxima segunda-feira dia 28 de Junho que a Casa da Achada, em Lisboa, exibe a obra-prima do realizador indiano Guru Dutt intitulada Flores de Papel (Kaagaz ke Phool).
A sessão começa às 21:30 e a entrada é gratuita.

Esta é uma oportunidade raríssima de ver uma exibição pública em Portugal daquele que é considerado um dos melhores filmes indianos de sempre.

Casa da Achada - Centro Mário Dionísio
Rua da Achada, 11, R/C
1100 - 004 Lisboa

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ciclo "Filmes proibidos antes do 25 de Abril" na Casa da Achada - Lisboa

A Casa da Achada, sede do Centro Mário Dionísio, vai apresentar nos próximos meses um ciclo de cinema dedicado aos filmes proibidos durante a ditadura em Portugal.

Dia 28 de Junho - sim, nós sabemos que ainda falta muito tempo - será exibido o magnífico Flores de Papel, do aclamado realizador indiano Guru Dutt. A não perder.

"Uns 3500 filmes foram proibidos durante a ditadura, desde a criação da Inspecção dos Espectáculos, em 1928, até ao 25 abril de 1974. Por razões politicas. E também por razões "morais". Muitos outros não chegaram a ser proibidos porque os distribuidores nem sequer os apresentavam a "exame", uma vez que de antemão sabiam que eles não "passariam". Nem com os cortes habituais.
Qualquer filmo russo (entre 1936 e 1970), qualquer filme dum pais do leste (entre 1947 e 1970), qualquer filme indiano (entre 1953 e 1973) estava impedido de ser exibido, fosse ele qual fosse.
Com pequenas excepções, todos os filmes de Eisenstein, de Vertov, de Buñuel, de Pasolini, muitos filmes neo-realistas italianos e da "nova vaga" francesa, variós filmes de Chaplin, de Renoir, de Bergman, entre outras, não "passaram na censura" e só puderam ser vistos nas salas portuguesas depois do 25 de abril.
Nos ciclos anteriores, incluímos alguns deles.Por exemplo, ROMA, CIDADE ABERTA de Rossellini, HIROSHIMA MEU AMOR de Resnais, OS OLVIDADOS e UMA CÃO ANDALUZ de Buñuel, O COURAÇADO POTEMKIN de Eisenstein, JAIME de António Reis."

domingo, 31 de janeiro de 2010

Baaz

Hoje falo-vos de mais um filme de Guru Dutt: Baaz, de 1953.

Como terão reparado alguns dos nossos leitores, eu gosto de filmes de aventura, e este Baaz é mais um que se encaixa no género, bem como num outro que muito aprecio, o patriótico.

A acção decorre no século XVI, quando os portugueses administravam o Malabar. Uma vez que estes não eram propriamente bem vindos por toda a população, certamente devido em parte ao facto de explorarem os nativos, estes começaram a reagir de diversos modos.

Ora neste filme, a pirata heroína de seu nome Baaz (falcão) começa como uma humilde - e preguiçosa - filha de comerciantes oprimidos chamada Nisha.
Por alguns motivos que não explicarei para não revelar demasiado, a Nisha torna-se pirata e acaba por obter um aliado poderoso na luta contra os portugueses na pessoa do príncipe do reino.

Este filme é um daqueles que podia ter o Errol Flynn, com tanto duelo de espada e combate naval.
Uma das coisas interessantes deste filme para mim, foi o facto de uma boa parte, se não a maioria, ter sido filmada no mar o que, há que convir, não é exactamente típico do cinema indiano.
Outra parte boa foi constatar a diversidade de detalhe que este filme tinha; não falo da fotografia (espectacular como sempre no caso de Guru Dutt) mas da quantidade de pequenas histórias entrosadas que compõem o filme. Nesse sentido, de destacar sem dúvida o papel da cortesã Rosita, que nos proporciona uma miríade de momentos cómicos ao longo do filme com os seus maneirismos europeus.

O papel de Nisha/Baaz é desempenhado por Geeta Bali, actriz que não conhecia e da qual muito gostei. Infelizmente teve uma morte precoce aos 35, vitimada por varíola em 1965.
O papel do príncipe revolucionário é desempanhado por Guru Dutt.

A música (bem bonita como poderão ouvir no video) esteve a cargo de S. D. Burman.

Tem alguma falha de rigor histórico (lá estou eu novamente), chegando mesmo a doer ver uma bandeira dos nossos vizinhos à porta da residência do governador português, mas é um filme que não me importarei de rever um dia destes; gostei mesmo muito.


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Chaudhvin ka Chand

No seguimento do excelente post sobre "Muslim socials" no blog Cinema Indiano, descobri este belo filme de M. Sadiq, com Guru Dutt, Waheeda Rehman e Rehman nos principais papéis.

Consta que neste filme Dutt decidiu trabalhar com outro realizador que não ele próprio devido ao fracasso comercial da sua obra anterior - o lindíssimo Kaagaz ke Phool -, e que escolheu M. Sadiq em particular por considerar que um realizador muçulmano seria mais adequada para contar esta história que tem nas práticas socio-culturais do Islão a sua base e o seu cenário.

A história desenrola-se à volta da amizade inabalável entre três amigos e de como um deles se apaixona por uma desconhecida no mercado.

No momento em que está a repreender o seu amigo Shaiza (Johnny Walker) por este andar a observar as senhoras de véu (neste caso, "chadri") em pleno mercado, Pyare (Rehman) é surpreendido pelo erguer do véu da desconhecida Jameela (Waheeda Rehman) e fica imediatamente apaixonado.

Pyare tenta ao longo de todo o filme descobrir quem é a misteriosa mulher, determinado a casar com ela independentemente da sua origem ou da sua família.

Entretanto, e perante a pressão da sua mãe para que Pyare e o seu melhor amigo Aslam (Guru Dutt) se casem (não um com o outro, calma...), Pyare decide arranjar uma noiva ao amigo.
Trata-se de Jameela, filha do sacerdote e que Pyare nunca viu e que, qual comédia de enganos de Shakespeare, é precisamente a mulher enigmática que este procura!

Pyare não chega a vê-la e, após o casamento, continua à sua procura, contando para isso com a ajuda dos seus dois amigos.

Já na casa dos recém-casados Jameela e Aslam, estes conhecem-se finalmente e gostam de imediato um do outro.

A forma se olham denuncia os sentimentos que nutrem e rapidamente se desenvolve uma relação de amor apaixonado e, no caso de Jameela, de sincera devoção ao marido.
De todos os filmes indianos que já vi, devo dizer que Aslam e Jameela são o meu casal preferido. De longe!

Entretanto chega o dia em que Aslam percebe horrorizado que a noiva de sonho do seu amigo é a sua própria esposa.

Nesse momento, Aslam fica dividido entre a mulher que ama e com quem se casou e a amizade e a lealdade que tem para com o amigo.
Amigo esse para com quem tem uma grande dívida pessoal e que sempre o ajudou.

Numa tentativa desajeitada de fazer o que acha certo, Aslam tenta fazer com que a mulher o deixe, começando a chegar tarde a casa e frequentando sem interesse o estabelecimento de uma cortesã. A ideia é que Jameela se separe dele para se casar com Aslam.

Contar mais do que isto seria revelar o final mas digo já que não foge à escola de cinema de Guru Dutt em que os amantes são assombrados pela culpa e os bons acabam por sucumbir.

Chaudhvin ka Chand (A Lua do 14º Dia) é também um óptimo testemunho ficcionado da Lucknow de outrora e fará as maravilhas de qualquer pessoa que se interesse por música, poesia e costumes marcadamente islâmicos. Eu sei que eu gosto!

sábado, 26 de setembro de 2009

Black

É um facto. Já há meses que disse que escreveria sobre o filme Black, de Sanjay Leela Bhansali, e nunca o fiz.

Vou agora redimir-me, aproveitando a notícia de que Black estreou no passado mês de Agosto na Coreia em 180 salas de cinema, tornando-se o 3º filme mais visto no país na semana de lançamento. A editora Yash Raj está a fazer esforços para criar novos nichos de público para o cinema indiano e esta incursão pela Coreia prova que é um investimento com resultados.

Primeiro vamos falar daquilo que Black não é.
Não é um filme alegre. Não tem um final particularmente feliz.
Não é um filme que siga a fórmula Bollywood ainda que tanto o realizador como os protagonistas sejam artistas respeitadíssimos e imensamente populares entre os fãs do cinema popular de Mumbai. Terá, aliás, sido essa credibilidade junto das audiências que impediu Black de ser um risco ainda maior do que já foi.

Por outro lado, Black é um passo óbvio na direcção de uma cinematografia mais intelectual do que é usual no cinema mainstream indiano, aproximando-se dos cânones do cinema americano e europeu (ainda que esteja longe de poder ser considerado "alternativo").

O seu realizador, Sanjay Leela Bhansali, é quanto a mim o mais descarado esteta do cinema indiano contemporâneo, e não raras foram as vezes em que o acusaram de abusar do formalismo em detrimento do conteúdo. No entanto, é perceptível a sua ambição como realizador para produzir obras melhores, maiores e mais profundas. Peço desculpa pela bajulação, mas eu adoro este senhor. Sanjay Leela Bhansali também já fez saber que tem no popular mas introspectivo Guru Dutt o seu realizador preferido, pelo que antevejo um futuro muito interessante para Bhansali!

Mas regressando a Black.
Baseando-se em parte na história verídica de Helen Keller, trata-se da segunda incursão de Bhansali nos meandros da privação de sentidos, sendo que a anterior, Khamoshi: The Musical, lidava com a questão da surdez.

Em Black as personagens principais são Michelle (Rani Mukherjee) e o seu tutor Debraj (Amitabh Bachchan). Debraj é contratado pelos pais de Michelle quando esta já tem oito anos e não domina qualquer tipo de linguagem, sendo assim completamente alienada do mundo em redor (e daí o título Black).

Os seus métodos pedagógicos algo agressivos não são bem vistos pela família da rapariga, mas a mãe decide dar-lhe uma oportunidade. E é a partir daí que Michelle aprende a comunicar, a comportar-se e, mais importante, a relacionar-se com os outros.

A narrativa vai avançando de modo mais ou menos previsível, pelo menos para quem está habituado ao género americano semi-lamechas do filme sobre a pessoa incapacitada que se supera a si própria e surpreende toda a gente. Por isso mesmo, Black não é um filme particularmente interessante: não tem nada de novo nem tem nada de indiano. Mas lá está, este é o ponto de vista de quem se habituou a um mercado saturado deste tipo de filmes e o facto é que independentemente disso, Black abre possibilidades para uma maior diversificação de géneros e de formas de contar histórias made in India. E isso só pode ser positivo.

No entanto, nada do que eu disse anteriormente significa que não tenha gostado. Gostei e até acho que teve alguns momentos bestialmente fortes - principalmente aquele mais para o fim em que Michelle, já adulta, pede ao tutor que a beije e em que vemos o que isso faz à relação dos dois.

Recomendado a fãs de cinema em geral, a fãs de Bollywood nem por isso.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Kaagaz ke Phool - Flores de Papel

Venho recomendar-vos um filme muito bonito - muito bonito mesmo - que vi na passada semana.
Flores de Papel é considerada uma das grandes obras do cineasta Guru Dutt, um realizador indiano pouco conhecido no Ocidente mas muito estimado por aqueles que estão familiarizados com a sua obra.
Sobre ele, o blogger brasileiro Maurício Celiro escreveu (e muito bem) o seguinte:
(...) não são poucos os pesquisadores de cinema – entre os quais me incluo – que consideram Guru Dutt um dos mestres da sétima arte em todos os tempos e achem simplesmente inacreditável que ele seja, no Ocidente, não apenas desconhecido do grande público mas negligenciado até mesmo por cinéfilos e estudiosos de cinema.

Guru Dutt fazia tudo: escrevia, produzia, realizava e representava, sendo que se fazia acompanhar por uma equipa semi-fixa de colaboradores, entre os quais o compositor SD Burman, a cantora (e sua mulher) Geeta Dutt, e vários dos actores de Flores de Papel.
Alguns comparam-no a Ingmar Bergman ou a Orson Welles e Dutt é amplamente reconhecido pela crítica e pelo público asiático como um dos maiores realizadores de sempre.

Feitas as apresentações, Flores de Papel é um filme sombrio e muito triste (melancólico seria um eufemismo).

Numa pararelo com a vida do próprio Guru Dutt - cuja carreira terminou prematuramente com a sua morte aos 39 anos após uma relação extra-conjugal com Waheeda Rehman, a sua musa no filme e na vida real -, Flores de Papel acompanha um realizador de cinema que tenta conjugar o que a sociedade e a família esperam dele com os sentimentos que nutre pela sua heroína na tela.

Suresh (Guru Dutt) é um realizador de cinema separado da mulher e que com ela mantém uma batalha pela partilha da custódia da filha. A mulher de Suresh considera que o mundo do cinema é maléfico e por isso pretende que a filha se mantenha afastada dele.

Entretanto, enquanto procura uma actriz com qualidades próprias para desempenhar o papel de Paro no seu filme Devdas, Suresh conhece casualmente a inocente (e genuinamente indiana) Shanti (Waheeda Rehman) que depressa o aceita como seu tutor.
Shanti, que não tem família e está sozinha em Bombaim, depressa se afeiçoa ao carácter exigente de Suresh e começa a desenvolver por ele uma verdadeira devoção e um grande afecto. Afecto esse que é recíproco, pois Suresh conhece pela primeira vez alguém que o entende perfeitamente e que não lhe exige concessões.

Mas, na perspectiva infantil da filha de Suresh, esta acredita que se afastar Shanti conseguirá ver os pais novamente juntos. A primeira parte do plano chega a ser executada mas como é óbvio aquilo que já estava estragado não se pode compôr novamente.

Destroçado pelo afastamento de Shanti, Suresh entra numa espiral de desleixo e declínio da qual não volta a recuperar.
Numa das cenas finais, o magnífico Mohammad Rafi canta dizendo à abelha que se afaste da flor pois ela é apenas de papel. Ainda que possamos interpretar a letra da canção (e o título do filme) como um comentário quanto à artificialidade da sociedade, eu vejo-a como um lamento sobre um amor que essa mesma sociedade votou à esterilidade.
E já que perguntam, sim, chorei durante o filme, aliás vi-o em duas partes pois estava a ficar demasiado deprimida.

O realizador Sanjay Leela Bhansali já fez saber que um dos seus objectivos de carreira é um remake de Kaagaz ke Phool.
Recentemente (OK, não muito recentemente), este filme foi apresentado na Fund. Calouste Gulbenkian no ciclo Como o Cinema Era Belo.
E mais recentemente ainda, os actores Aamir Khan e Katrina Kaif propuseram-se profanar homenagear a memória do realizador fazendo um filme sobre a sua vida.

Aqui fica a música Waqt Ne Kiya Kya Haseen Sitam, cantada por uma Geeta Dutt provavelmente amargurada, onde se pode ficar com uma ideia do estilo e do encanto do filme.

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