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Mostrando postagens com marcador Cinema Bengali. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Gandu - cinema bengali no Fantasporto 2012

O Fantasporto vai passar dia 29 de Fevereiro às 00:15 o filme indiano Gandu, do realizador Qaushiq Mukherjee.

Consta que tem alguma violência gratuita e cenas de sexo, pelo que não é exatamente a minha cup of tea, mas sempre é uma oportunidade de ver um filme que "[a]pesar de ser indiano (...) não é um típico filme Bollywood, bem pelo contrário". Ufa! Deus nos livre de obrigar as elites bem pensantes a ter de passar pela provação de ver algum filme que saísse do padrão já implementado e amplamente reconhecido daquilo que aceitam como cinema "diferente". Pode ser diferente, desde que não seja demasiado... senão já não percebemos o filme.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O Rio Sagrado (The River) - Jean Renoir

Fez este mês de Janeiro 59 anos - 59! - que estreou em Portugal o filme O Rio Sagrado do realizador francês Jean Renoir.

Não sendo um filme indiano na génese, O Rio Sagrado é um filme muito indiano no conteúdo e na forma.
Tendo como fio condutor as memórias autobiográficas da narradora, O Rio Sagrado usa o pretexto de contar a história do amor platónico de uma adolescente por um soldado veterano para tecer um longo e apaixonado poema de amor pela Índia.

A história é simples e encantadora. Com a chegada à Índia de um antigo soldado americano que perdera uma perna na guerra, os jovens corações de Harriet, Melanie e Valerie sentem-se imediatamente atraídos por este homem misterioso e, aparentemente, inatingível.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Jalsaghar - A Sala de Música


No seu ensaio Urdu, Awadh and the Tawaif (disponível gratuitamente, ainda que por meios ilegítimos, na internet), Mukul Kesavan escreve:

Jalsaghar is not a naturalist film; it is a dramatised elegy about the passing of a cultivated, if decadent, way of life (...) and Ray is a scrupulous mourner.

Com efeito, Jalsaghar - filme realizado em 1958 pelo bengali Satyajit Ray - tem tudo aquilo que aprendemos a amar no cinema de época indiano: dança, poesia e saraus musicais onde as bailarinas dançam kathak ao som de música clássica tocada ao vivo. E no entanto, Jalsaghar relembra-nos duramente que tudo isso está associado exactamente a uma época e a um tipo de classe social que não voltam mais.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Suchitra Sen

Uma amiga enviou-me o link destes dois videos pois pensou que iria gostar. Dado que gostei, como esperado, compartilho com os amigos deste canto.
Suchitra Sen é uma actriz mítica, famosa pelas suas actuações em filmes Bengali e a primeira a receber um prémio num festival internacional em 1963. Foi também melhor actriz pelo já aqui falado Devdas de 1955.
Dizem-me apreciadores com bem mais idade que a minha e que participaram no boom de filmes indianos na décadas de 80 em Portugal, que tem muitos filmes que merecem ser vistos na sua filmografia.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Homenagem ao poeta Rabindranath Tagore


A Cinemateca Portuguesa inicia amanhã um ciclo de cinem de homengem ao poeta bengali Rabindranath Tagore tendo como base os filmes do cienasta Satyajit Ray.

De acordo com o comunicado da Cinemateca, "[o]s seis magníficos filmes que escolhemos para este programa pertencem a Satyajit Ray, para quem a obra literária de Tagore foi determinante na construção da sua visão do mundo e do cinema. Nem todos estes títulos partem de escritos de Tagore, mas todos são atravessados pela tradução em imagens das suas inspiradas palavras."

Os detalhes da programação podem ser consultados aqui.

Entrada livre.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Chokher Bãli

Pois que dissemos que escreveríamos sobre um filme bengali em breve, e aqui está ele.
Lançado em 2003, Chokher Bãli tem como intérprete principal Aishwarya Rai, que já na altura deveria ser a actriz indiana mais bem paga da indústria cinematográfica. E que por este papel não levou um tostão.

Realizado por Rituparno Ghosh, Chokher Bãli (literalmente, "um grão de areia nos olhos") é uma adaptação ao cinema do livro bengali com o mesmo título escrito por Rabindranath Tagore e traz-nos uma temática muito particular ao universo cultural indiano: a vida de uma mulher jovem depois de se tornar viúva.

Binodini (Aishwaria Rai) torna-se viúva apenas um ano após o casamento e, como era (e ainda é um pouco) costume na Índia, remete-se a um papel secundário na vida social e familiar. Na verdade, só em 1856 é que, sob o domínio inglês, o casamento de viúvas foi legalizado na Índia.
Chokher Bali passa-se depois dessa legalização mas numa altura em que os rituais associados à viuvez feminina ainda eram cumpridos à risca: não voltar a casar, passar a vestir-se de branco, abandonar todos os adornos, deixar de usar a bindi e entregar-se aos cuidados de familiares ou amigos.

sábado, 19 de março de 2011

O cinema bengali

Cartaz de Bish (2009)
Temos escrito sobre alguns filmes bengali (e vamos voltar a fazê-lo brevemente) mas nunca nos debruçámos sobre esta questão do que é o cinema bengali.

A língua Bengali é maioritariamente falada no estado indiano de Bengala Ocidental (cuja capital é Calcutá) e no Bangladesh, o país que após a independência da Índia se tornou parte do Paquistão (chamava-se Paquistão Oriental) e que, antes do domínio inglês, fazia parte do Reino de Bangala (que incluía Bengala Ocidental).

O cinema produzido em Bengala Ocidental é conhecido mundialmente devido principalmente aos filmes de Satyajit Ray e ainda hoje é visto como orientado para as elites intelectuais. A realizadora bengali mais popular fora da Índia é sem dúvida Aparna Sen, que, a par com a sua filha Konkona Sen Sharma e com o actor Rahul Bose, tem criado filmes comercialmente bem sucedidos e, ao mesmo tempo, de boa qualidade.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

The Japanese Wife

The Japanese Wife, lançado em Abril de 2010, é descrito pela sua produtora como sendo "a love poem by Aparna Sen".
E de facto, se um poema de amor e devoção indiano se cruzasse com a sazonalidade descrita num haiku japonês, teríamos algo muito parecido com este filme da realizadora e actriz bengali Aparna Sen.

Para The Japanese Wife, Sen recrutou o actor-fétiche do cinema paralelo indiano Rahul Bose e a delicada actriz japonesa Chigusa Takaku, e pô-los a trocar cartas de amor sem nunca se conhecerem.

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