Raramente é tarefa grata escrever sobre um filme que obteve grande sucesso, ainda menos escrever sobre um que foi um marco do cinema indiano, mas é isso a que me proponho hoje.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Purana Mandir - O Templo Antigo
Raramente é tarefa grata escrever sobre um filme que obteve grande sucesso, ainda menos escrever sobre um que foi um marco do cinema indiano, mas é isso a que me proponho hoje.
Escrito por Rodolfo 2 comments
Escrevi sobre: Aarti Gupta, Ajay Agarwal, Bollyhorror, Bollywood, Cinema Indiano, Crítica, Horror, Mohnish Behl, Portugal, Pradeep Kumar, Purana Mandir, Ramsay Brothers
domingo, 21 de março de 2010
Veerana
Ora muito bem, demorou, custou, mas lá chegou a hora em que aceitei o convite para escrever no Grand Masala! A culpa é da barbie-o, mas o crime em questão vale a pena cometer, digo eu e concerteza concordarão comigo. Prometo ser minimamente frequente nas minhas escritas, mas sempre eloquente com o tema, porque Bollywood (ou Lollywood, ou Kollywood, ou Tollywood) assim o exige e merece. Vai servir-me também para ganhar fôlego sempre que o Maus da Fita me estiver a exigir demasiado ou, pelo contrário, não me esteja a ocupar o tempo todo.
Posto isto, fiquem desde já avisados que me irei especializar em dois géneros não muito abordados aqui no Grand Masala: Bollyhorror e filmes com aquela figura incontornável que responde ao nome HELEN, um género de cinema em si mesma. E como já devem ter adivinhado, começo pelo primeiro.
Veerana é uma das mais famosas produções dos lendários irmãos Ramsay e com justa causa: é não só um dos seus melhores filmes, mas também um dos melhores filmes de terror indianos já feitos. Quando os irmãos acertam, é um autêntico home-run e este filme é sempre a marcar pontos. Não tendo lá muito jeito para fazer sinopses (quanto mais de filmes com 2 horas e meia de duração, onde tudo pode acontecer e acontece mesmo!), e não gostando também de fazer muitos spoilers, fiquem no entanto a saber que a trama anda à volta de uma bruxa que, tendo sido enganada por um rico latifundiário e confinada a uma eternidade em prisão num caixão, vai fazer 30 por uma linha para se conseguir vingar do seu castigo, usando para isso a filha desse mesmo latifundiário. Se quiserem saber o que acontece, tim-tim por tim-tim, então dêem lá uma espreitadela aqui.
A fotografia é exemplar e consegue criar verdadeiros momentos de suspense e de estarmos perante algo que transcende a nossa realidade, entrando no domínio do sobrenatural. Uma das influências principais neste filme foi o cinema de Mario Bava, o famoso realizador italiano de culto e amado por tudo que é cinéfilo que se preze, não só a nível da história (altamente reminiscente de La Maschera del Demonio ou Black Sunday, como ficou conhecido nos países anglófonos, história essa que, por sua vez, foi beber inspiração a um conto de Gogol), mas também a nível da cinematografia, cheia de cores garridas e irreais, uma das assinaturas de Bava.
Veerana assume-se assim como grande entretenimento, em grande parte ajudado também pelo papel principal feminino, a então estreante Jasmin. Os seus olhos são tão grandes que, quando esbugalhados, fazem verdadeira concorrência aos efeitos especiais do filme! É ver para crer, literalmente! Bem, mas se ficaram curiosos, então deitem uma espreitadela ao trailer e depois digam lá alguma coisa!
Escrito por Anônimo 6 comments
Escrevi sobre: Bollyhorror, Bollywood, Crítica, Horror, Jasmin, Portugal, Ramsay Brothers, Veerana
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Bandh Darwaza
Antes de começar este post, quero agradecer ao nosso amigo Linus por nos ter emprestado o primeiro volume da The Bollywood Horror Collection editada pela Mondo Macabro.
O nosso Linus é a IMDB humana de tudo o que é série B, exploitation e cinema desviante e foi graças a ele que pusemos as mãos (OK, os olhos) nesta magnífica obra de entretenimento Bollywood.
Bandh Darwaza (A Porta Fechada) foi produzido e realizado pelos irmãos Shyam e Tulsi Ramsay, que lideraram a explosão de filmes de terror na Índia nos anos 80.
Bandh Darwaza foi realizado em 1990, numa altura em que o declínio do género de horror se fazia adivinhar graças ao aumento do número de filmes produzidos por pessoas ligadas ao cinema de acção e que pretendiam capitalizar o filão do terror.
(Não, eu não sabia nada disto antes de ver o filme. A Mondo Macabro é que incluiu no seu DVD um bónus extra sobre filmes indianos de terror.)
A história começa quando um casal aparentemente estéril começa a ser pressionado para ter um bebé. Na verdade, a sogra chega a sugerir ao filho que arranje outra mulher porque está visto que actual nora não vai a lado nenhum.
A nora, assustado com a ideia de perder o marido, vai até à Montanha Negra, covil de uma seita satânica, para aí conhecer (no sentido bíblico do termo) o seu líder, um vampiro nada sedutor que promete ajudá-la a conceber um filho. E sem dúvida que a ajuda!
O senão é que caso o bebé seja uma menina, esta deverá ser devolvida à Montanha Negra.
Previsivelmente, nasce uma menina e a mãe recusa-se a entregá-la, pelo que é morta às mãos dos seguidores da seita.
Anos depois, a já crescida Kamia (Kunika) é atraída de volta à montanha, numa tentativa de fazer um feitiço que faça com que o rapaz de quem gosta - Kumar (Ashmat Khan) - se apaixone por ela e largue a namorada.
Felizmente para Kamia o feitiço começa a resultar. A parte menos positiva é quando o terrível vampiro da Montanha decide torná-la sua escrava sexual.
É isso mesmo. Uma vez que os filmes de terror têm por defeito a categorização de filmes para adultos, porque não pôr um pouquinho de sexo à mistura?
Bandh Darwaza está cheio de sugestões eróticas e uma das primeiras coisas que salta à vista (peço desculpa pela expressão) é a abundância de raparigas "avantajadas" que correm sem soutien por baixo. Mas não há nada de errado nisso. Estamos no domínio do horror de série B e nem esperávamos outra coisa!
Entretanto há um suceder de tentativas de resgate, umas quantas mortes pelo meio, e imensas cenas de porrada.
No geral, Bandh Darwaza tem uma narrativa consistente (ainda que com um ou outro deus ex machina pelo meio) e é bastante divertido, cumprindo perfeitamente a sua função de filme de entretenimento.
Para quem estiver interessado (e perceber Hindi), o filme está todo no You Tube, mas infelizmente sem legendas.
Escrito por bárbara 5 comments
Escrevi sobre: Bandh Darwaza, Bollyhorror, Bollywood, Cinema Indiano, Crítica, Hashmat Khan, Horror, Kunika, Portugal, Ramsay Brothers

