sábado, 18 de dezembro de 2010
Coreografias Maravilhosas do Cinema Indiano - Phir Milenge Chalte Chalte
Como já havíamos referido, o filme de 2008 Rab Ne Bana Di Jodi tem algumas boas canções, sendo que Phir Milenge Chalte Chalte é sem dúvida acompanhada por aquilo a que gostamos de chamar uma "Coreografia Maravilhosa do Cinema Indiano".
O vídeo de Phir Milenge Chalte Chalte é uma homenagem ao cinema indiano, sendo que a própria canção contém acordes e versos de músicas de filmes que ficaram para a História.
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domingo, 17 de outubro de 2010
Kabhi Alvida Naa Kehna
É verdade que tem tudo o que se esperava, incluindo um trio amoroso a quatro, no entanto tem uma mão cheia de coisas que se espera sempre que fiquem fora do pacote. Em resumo, Kabhi…, tem o bom e o menos bom que torna os filmes indianos um desafio ao espectador interessado, mas vamos devagarinho…
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sábado, 17 de outubro de 2009
Jaan-e-mann, a brincar a sério
Jaan-e-mann é uma pedra. Lembro-me de ler que, quando estreou na sua terra, a opinião generalizada foi a de que se tratava de um filme tonto, sem sentido e apenas uma mais repetição do banalizado triângulo amoroso. E não temos qualquer pretensão em contrariar essa descrição. No entanto, onde esta descrição é considerada pejorativa, aos nossos olhos e considerando o filme no seu todo, esta descrição seria traduzida por “filme engraçado, e despretensioso” e que nos remeteu para um ambiente apenas comparável ao que se obtêm num filme de Jerry Lewis.
Não é à toa que, durante o filme, reflecti algumas vezes que poderia estar a assistir ao que Lewis poderia ter feito se fosse Indiano (e não é que não o tenha feito de forma insultuosamente brilhante) e à minha beira Lewis está na sala onde guardo os autores que admiro.
O guião tem um conjunto de acontecimentos que fazem o comum dos mortais expelir um esgar de “ya, tá-se mesmo a ver que isto acontecia na vida real!” e bem posso dizer “ya, é que a mim é que não acontecia mesmo!”. São esses pormenores forçados que possibilitam que a história flua como é devido e nos transporta a um encantamento subtil, ao qual parece que só sucumbimos quando o filme termina. A emocionalidade é atingida de forma talvez utópica, mas nunca forçada e tal é uma grande virtude do argumento e da execução das várias partes.
As interpretações não podem sequer ser classificadas entre boas ou menos boas, pode-se dizer sim que são maioritariamente ajustadas ao que é pretendido para que a história funcione como comédia romântica. Gostei bastante de Salman Khan, sendo provavelmente o seu melhor momento dos que já tive a oportunidade de ver.
A música do pródigo Anu Malik e as coreografias de Farah Khan combinam bem entre elas e com o espírito geral do filme e ajudam a alavancar bem os momentos em que estão inseridas. As variações musicais criam várias nuances de sentimentos sobre uma mesma base e são como movimentos num contínuo que se torna familiar a cada cena dramática, completadas pelas letras descomprometidas e inspiradas de Gulzar.
Não se compreende muito bem ao início qual o fascínio que Preity Zinta parece exercer sobre os seus apaixonados, mas com o correr dos minutos passamos a pertencer ao grupo, se formos xy, e passamos a querer sê-la, se formos xx. Para além de espalhar fofura cada vez que preenche o ecrã, a forma como caracteriza uma mulher dividida entre dois caminhos dispares, dependendo da escolha que faz por um dos homens que a amam, é a mesma que qualquer um de nós incertos de uma decisão sem consequências evidentes.
Akshay Kumar desempenha um papel consideravelmente afastado daqueles que é hábito fazer e consegue provar que é versátil, numa figuração tão patética como arrojada. Onde a coisa podia ter dado para o torto, faz com que seja este o trunfo que separa esta obra de muitas outras com semelhante objectivo. Só não rouba o filme porque estão os três a um nível alto.
Shirish Kunder é inventivo, tanto no argumento como a dirigir a câmara, mas é na montagem que sem grandes espectacularidades consegue agarrar todas as pontas e tornar as coisas fluidas. Muito bom trabalho, em especial quando não se põe a inventar justificações para os sincronismos que tornam a história idealista. Como exemplo, gostámos particularmente da cena em que ambos os apaixonados chegam a Nova York e logo ali, no meio da rua, conseguem imediatamente alugar o apartamento exactamente localizado do outro lado da rua do da amada.Uma pequena diferença é que nunca existe no argumento um claro favoritismo por um dos pretendentes. Nenhum deles ganha preferência perante o espectador, pois não existe um bom e um mau. Cada um de nós pode escolher o que lhe agrada mais e o desfecho tanto pode pender para um lado como para o outro.
Em resumo, um filme divertido, com algumas nuances cinematográficas interessantes e que proporciona três horas de saudável distracção para a família (inclusive as disfuncionais) e vários momentos que ficam na memória, o que o torna um objecto lúdico bem acima da média, mesmo inspirado.
É um filme sobre paternidades... Para além de ser uma pedra...
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domingo, 12 de abril de 2009
Videsh
- Heaven on Earth
A vossa atenção, por favor, este é capaz de ser o filme mais bonito mencionado neste blog até ao momento.
Tendo ficado apaixonada pelo cartaz maravilhoso tipo pintura mexicana de Heaven on Earth, achei que tinha de ver o filme. Ainda por cima com Preity Zinta, a verdadeira princesa do cinema indiano, que aqui abandona as lides do cinema comercial.
Heaven on Earth conta uma história como muitas que conhecemos, seja pessoalmente ou através de filmes, sobre uma rapariga indiana que é enviada para o estrangeiro (Canadá, neste caso) para casar com um rapaz que não conhece e viver com a família dele sob o jugo matriarcal da nova sogra.
A sogra deste filme é ciumenta e manipuladora e faz tudo para que Chand, assim se chama a personagem principal, não lhe "roube" o seu rico filho. Filho esse que espanca a mulher na sala de estar, na cozinha, no quarto, sempre com a conivência do resto da família.
Como se não bastasse a violência física, Chand, que é licenciada, é enviada pelo marido, um machista ignorante e revoltado com a vida, para trabalhar numa fábrica onde lhe dizem que o seu salário será entregue directamente a ele.
Vendo recusados os seus repetidos pedidos para telefonar para casa para falar com os pais, Chand, amante das suas leituras e do mimo materno que lhe foram tirados, conforta-se a si própria fantasiando com o carinho da mãe.
Mas nem tudo é mau. Não sei se já ouviram falar de histórias em que espíritos ou animais tomam a forma humana e se apaixonam por pessoas.
Pois bem, numa tentativa falhada de conquistar o amor do marido através de uma poção "mágica", Chand acaba por atrair até si uma cobra apaixonada que assume a forma do seu marido e lhe dá toda a ternura, compreensão e respeito que ela merece. Sim, pode parecer fantasioso, mas para quem acredita no amor é só mesmo o amor que interessa.
Apesar da realizadora Deepa Mehta dizer que não, este filme deve ter semelhanças com Provoked (que ainda não vi) nem que seja por abordar as questões da imigração e da violência conjugal silenciosa entre as comunidades do sudeste asiático.
Fiquei também com vontade de ver Paheli, que relata uma situação parecida (um espírito que se apaixona por uma mulher) mas Bollywood-style.
Recomendadíssimo!
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Veer-Zaara
Eu adoraria este filme se não fosse o facto de o ter visto na noite em que o meu gatinho G. fugiu de casa para não regressar. Traz-me recordações tristes.
Veer-Zaara foi lançado em 2004 e como muitos filmes indianos tem o nome dos protagonistas no título. Veer e Zaara.
Saamiya Siddiqui, uma advogada paquistanesa idealista, decide recuperar casos de encarceramentos duvidosos nas prisões paquistanesas e investiga o caso de um espião indiano preso há 22 anos.
A custo, este revela a sua verdadeira identidade a Saamiya (Rani Mukherjee), relatando a história de um amor pelo qual se sacrificara durante as duas décadas de cárcere.
Anos antes, a paquistanesa Zaara decide ir à Índia cumprir o último desejo da sua ama sikh, que acabara de falecer: ter as cinzas sepultadas na sua terra natal.
Na sua viagem, Zaara conhece o hindu Veer, que se prontifica a ajudá-la, reconhecendo o valor desta rapariga que, sozinha, se aventura em território supostamente hostil.
Uma coisa leva à outra e a paixão é inevitável mas Zaara está já prometida a um homem do mesmo país e da mesma religião.
Num ímpeto arrebatado, Veer vai até ao Paquistão decidido a voltar com Zaara no entanto, a mãe de Zaara pede-lhe que não incomode a filha para que esta não desonre a família. E o que faz Veer? Acede ao pedido de uma mãe.
E durante 22 anos não revela a ninguém a sua situação para não abalar a reputação de Zaara.
É impossível não chorar com este filme.
É mais uma grande produção dos estúdios Yash Raj com três actores de grande peso - Shah Rukh Khan (Veer), Preity Zinta (Zaara) e Rani Mukherjee (a advogada) - e uma grande banda-sonora.
O filme encontra-se facilmente à venda aqui em Portugal e tem tudo o que esperamos de um típico - e muito elegante - filme Bollywood: romance, grandes coreografias, e personagens muito honradas (no melhor sentido da palavra).
No final, fica uma grande verdade: no que interessa realmente - na natureza, nas pessoas e no amor - a Índia e o Paquistão são a mesma nação.
De regresso ao Paquistão, e depois de se ter separado de Veer, Zaara sente a sua presença em todo o lado. Aqui fica o vídeo com legendas.
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sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Chori Chori Chupke Chupke
Estava eu um dia a passear em Lisboa, na minha zona favorita da cidade, a Mouraria pois então, quando me deparei com uma loja de DVD e CD indianos, a primeira onde entrei e que meses antes não existia.
A epifania deu-se quando, num misto de incredulidade e êxtase, pedi ao dono que me deixasse ver o DVD de Chori Chori Chupke Chupke, pois já conhecia a banda sonora. Estava eu a ver a contra-capa, e entra um senhor africano que espreitou por cima do meu ombro, sorriu e cantou "Chori, chori... chupke, chupke...", tal como no vídeo que mostro abaixo.
Nesse momento percebi muita coisa. Nomeadamente que tinha de ver este filme, que alguns de vocês - se é que este blog tem leitores - terão visto no Fantasporto.
Resumindo, Raj (Salman Khan, de quem eu detesto gostar) e Priya (Rani Mukherjee) contratam uma mãe de aluguer para ter um filho. Essa mãe de aluguer, a mui adorável Preity Zinta, é uma prostituta com pouca instrução e nenhumas maneiras que, qual My Fair Lady, é acolhida pelo casal e se transforma numa verdadeira senhora.
O problema é quando ela se apaixona pelo "patrão".
Não sendo minimamente correspondida, pois Raj é um marido apaixonado, refugia-se em fantasias como a que vemos aqui. Este filme é muito triste e põe-nos de facto a pensar que mais valia ele ficar com as duas. Mas infelizmente para Madhubala, a mãe de aluguer, não é isso que acontece.
Antes de clicarem no vídeo, um aviso: a música é altamente viciante e o refrão é fácil de decorar. O resto, já sabem - é passar vergonhas a cantarolar em público.
Escrito por bárbara 3 comments
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