website statistics
Mostrando postagens com marcador Ghajini. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ghajini. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de junho de 2009

IIFA Awards em Macau

Este fim de semana os IIFA (International Indian Film Academy) Awards serão apresentados em Macau, mais concretamente no espectacular hotel Venetian.

A lista de nomeados pode ser vista aqui, onde encontraremos alguns dos maiores êxitos de bilheteira do ano passado, e inclui os filmes Dostana, Ghajini e Jodhaa Akbar, de que já aqui falámos anteriormente.

Passo então a transcrever o texto divulgado hoje pela Agência Lusa.

"Macau, China, 12 Jun (Lusa) – Estrelas indianas de cinema estão em Macau para o fim-de-semana dos óscares “Bollywood”, uma cerimónia anual de uma das mais ambiciosas e férteis indústrias de cinema que conta com três dos protagonistas de “Slumdog Millionaire”.

Os jovens que interpretam os papéis de Latika, Salim e Jamal no filme premiado com oito Óscares em Hollywood chegaram ao território e são alvo da atenção redobrada de seguranças e da organização.

O evento da Academia do Cinema Indiano, que este ano escolheu Macau e o palco da arena do The Venetian, o maior hotel/casino da região administrativa especial chinesa, vai contar com algumas actuações, festas de celebridades, workshops e fóruns empresariais.

O espectáculo culmina no sábado com a décima cerimónia anual de entrega dos óscares onde são esperados cerca de 8000 convidados para uma noite que terá transmissões para 110 países com um potencial de 500 milhões de espectadores.

Além da crise financeira que afectou a indústria do cinema indiano provocando cortes nos orçamentos dos filmes e algum diferendo na partilha das receitas de bilheteira, a edição deste ano não conta com alguns artistas de renome na industria, de acordo com vários sites da especialidade.

Entre os ausentes os nomes mais sonantes são os de Akshay Kumar, um dos principais actores do país, e de Kareena Kapoor, que iria interpretar uma das actuações mais esperadas da noite dos Óscares, a dança do ventre.

Entre as presenças confirmadas, as luzes vão estar concentradas numa das mais famosas dinastias de actores do país, os Bachchans – o pai Amitabh, o filho Abhishek e a ex-miss mundo Aishwarya Rai, casada com Abhishek.

Amitabh Bachchan, embaixador da academia, defendeu que o evento é uma “oportunidade fundamental” para difundir a marca Bollywood que começou como uma “simples cerimónia de prémios” e tem crescido nos últimos anos.

O actor acrescentou também que a “indústria do cinema indiano tornou os países acolhedores do evento mais próximos através do turismo, através do intercâmbio de ideias não apenas da criatividade, mas também construindo pontes entre as nações”.

Numa iniciativa promocional da indústria do cinema, a presença em Macau da academia indiana é também uma oportunidade para estreitar relações com os cineastas chineses, como defendeu Viraf Sarkari, director da academia.

“Estamos muito satisfeitos em trazer este evento até à China tal como acreditamos que tanto a industria cinematográfica chinesa e indiana possuem um grande mercado mundial”, afirmou ao salientar que a cooperação não tem apenas de fixar-se no cinema, podendo abranger também o intercâmbio cultural.

A organização espera também contar com a presença de produtores de Hollywood, muitos dos quais podem estar interessados em trabalhar com a indústria indiana depois do sucesso de “Slumdog Millionaire”, que conquistou oito Óscares nos Estados Unidos.

A cerimónia dos Bollywood decorre todos os anos fora da Índia e tem contribuído para aumentar a popularidade da indústria cinematográfica do país um pouco por todo o mundo como aconteceu em Inglaterra, que depois de acolher a cerimónia em 2000 viu a receita de bilheteira do cinema indiano aumentar 35 por cento no ano seguinte.

Apesar da promoção a indústria indiana do cinema está a atravessar mais dificuldades e só nos primeiros cinco meses de 2009, as receitas de bilheteira estão a cair 20 milhões de dólares para um total de 51 milhões, segundo a revista semanal India Today que classifica a época de 2009 como a pior de sempre da indústria.

JCS."

Lusa/fim

[imagens: filme Fashion, família Bachchan e filme Welcome to Sajjanpur]

segunda-feira, 23 de março de 2009

Ghajini

Depois de semanas de espera, finalmente o DVD de Ghajini foi lançado na Europa!
Finalmente pude ver se a expectativa era justificada e compreender o motivo de ser o filme indiano com mais receitas de bilheteira de sempre. Tem até direito a action figures e jogo de computador!

O nome do actor principal, Aamir Khan, já é suficiente para gerar uma grande antecipação. Trata-se de um intérprete que escolhe os projectos a dedo e que só nos tem dado grandes filmes e grandes interpretações.

Adicionalmente, este Ghajini é um remake pelo mesmo realizador (A.R. Murugadoss) do Ghajini em língua Tamil de 2005 com o actor Surya Sivakumar. E pelo que leio na internet, o Ghajini original causou furor.
Os dois filmes são por sua vez inspirados no americano Memento, de 2000.

A nível narrativo, o passado da personagem principal é-nos revelado através da leitura dos seus diários por personagens secundárias.

Tal como em Memento, o protagonista Sanjay Singhania sofre de perda da memória recente, pelo que tatua em si próprio notas importantes para não se esquecer. O que o move é vingar a morte da noiva, Kalpana (Asin, que desempenhou o mesmo papel no filme original), matando o seu assassino. E basicamente terminam aí as semelhanças entre os dois filmes.

Sanjay percorre as ruas da cidade em busca de Ghajini, o assassino, e vai matando impiedosamente quem quer que se atravesse no seu caminho. À medida que os seus diários são lidos, percebemos que Sanjay era um empresário muito bem sucedido que se cruzou com uma modelo de anúncios televisivos de bom coração e espírito altruísta, por quem se apaixonou.

Não querendo revelar todo o enredo, é esse mesmo espírito altruísta que acaba por levá-la até ao criminoso Ghajini, que a mata à frente do noivo.

Enquanto espectadora, se há coisa que me irrita é a constante vitimização sexual das mulheres no cinema. Ou seja, sempre que uma mulher é vítima de um crime violento ou de algum tipo de assédio, isso acaba sempre por ter contornos sexuais. Parece que é o destino das mulheres no cinema serem violadas ou molestadas ao invés de simplesmente espancadas ou assassinadas como acontece às personagens masculinas.
Como tal, achei muito bem que em Ghajini não houvesse aquela história de violar e matar a mulher do herói. Finalmente uma heroína que não recebe tratamento "especial" só por ser mulher.

Voltando ao filme. Tem coisas difíceis de digerir. E não estou a falar das cenas de violência pesada. É mesmo das músicas completamente despropositadas e dos interlúdios cómicos que estragam a cadência do filme e que simplesmente não se percebem.
Com excepção às excelentes Guzarish e Kaise Mujhe, a música é simplesmente demasiado animada para um ambiente que se quer sombrio e desesperado.

Outra coisa que me deixou estragada: a cena roubadíssima do francês O Fabuloso Destino de Amélie em que Kalpana oferece ajuda a um cego para atravessar a rua e vai descrevendo o que se passa à sua volta. A cena em si foi feita de uma forma tão básica, tão desprovida de sensibilidade que se torna óbvio que não foi ideia deste argumentista.
Eu imagino que o cinema europeu não seja muito visto na Índia, mas os realizadores não se podem esquecer que há uma gigantesca comunidade indiana e paquistanesa na Europa que conhece filmes europeus e que se de facto o cinema indiano almeja conquistar novos mercados convém não dar aos europeus e aos americanos mais do mesmo daquilo que eles já conhecem. Dêem-nos cinematografia indiana, por favor.

Tirando estas duas questões, adorei Ghajini. A exposição de Aamir Khan é um pouco excessiva, não precisava de aparecer sempre tão produzido e com os peitorais expostos, mas enfim.
O facto é que tem uma actuação bestial, tal como a actriz Asin. Aliás, quase que arrisco dizer que gostei mais da personagem dela do que da dele. Parece muito tontinha, muito cabeça no ar mas tem um grande coração e um sentido de justiça firme.

E apesar de eu ter passado metade do filme com comentários do género "que exagero!" ou "que tanga!", o facto é que no final só não chorei porque estava acompanhada.

Para terminar, devo dizer que a edição que comprei a partir da Amazon UK vem com legendas em Português do Brasil impecáveis. Ou seja, as editoras estão preparadas para os PALOP, só é preciso haver distribuidores. Por acaso acho que Ghajini é capaz de ser editado em Portugal visto ter sido lançado pela Adlabs que por cá tem distribuição Dikebarnel.

Apreciem então a bonita Kaise Mujhe, composta por AR Rahman.


quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Ghajini


Estreia a 25 de Dezembro e é um remake do filme tamil Ghajini, que por sua vez se inspira no americano Memento.
Parece que o novo corte de cabelo de Aamir Khan tem feito sucesso na Índia, tendo sido até proibido em algumas escolas (!).
Aqui pelos lados do grandmasala tem a nossa aprovação, eheheh.

Tenho grandes expectativas para este filme, apesar de não ser grande fã de Memento.
A banda sonora é composta por AR Rahman por isso só pode ser excelente. E como do Aamir Khan só podemos esperar coisas boas, parece que desta vez a batalha é pela emancipação feminina. Nice ;)

Aqui fica o link para o site oficial e dois cartazes alternativos.

Related Posts with Thumbnails
 
Template by suckmylolly.com - background image by mjmj lemmens