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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Concerto de C# na Póvoa de Varzim

Pois que depois de uma longa ausência do Grand Masala voltamos não com um post sobre filmes mas sobre música.


No próximo dia 19 de Novembro (sábado) a Sala-Estúdio d' A Filantrópica recebe os C#, um colectivo de músicos que se juntaram com o intuito de "combinar sons da vertente clássica indiana com variações e ritmos mais contemporâneos". São palavras dos próprios e nós atestamos.

Integram os C# o violinista indiano Anuj Krishnamoorthy, o já nosso conhecido sitarista Franklin Pereira e o multi-facetado Nuno Pinto de Carvalho na tabla.

Já tivemos o privilégio de assistir a uma actuação dos C# numa noite temática indiana aqui no Porto, e ficámos fãs. Muito mesmo!

Deixamos aqui um vídeo dessa noite, infelizmente sem a participação do Franklin Pereira, e recomendamos aos nossos leitores que, caso tenham possibilidade, dêem mesmo um salto até à Póvoa.



Detalhes do concerto: 19 de Novembro, sábado, às 22h00
Sala-Estúdio d' A Filantrópica (entrada pelo Bar Cultural)
Rua da Lapa nº1, Póvoa de Varzim

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Recital de Sitar e Darbuka na Póvoa de Varzim


É já amanhã, pelas 21h30 que a Póvoa de varzim poderá assistir a um recital de música clássica indiana pelas mãos dos músicos Franklin Pereira e Nuno Pinto de Carvalho.

É no Bar Cultural d' A Filantrópica e a entrada custa uns módicos 3€. Vão por mim: vai valer bem a pena, são dois músicos muitíssimo talentosos.

Aqui está a informação muito completa que roubei (como de costume) aos próprios:

Franklin Pereira começou a aprender sitar na Índia em 1981, em Poona; continuou em Benares, em 1982, 1983 e 1985.

domingo, 3 de abril de 2011

Tributo a Ravi Shankar - Recital de Sitar e Darbuka

No próximo dia 7 de Abril - já a próxima 5ª feira - Franklin Pereira e Nuno Pinto de Carvalho homenageiam o ilustre músico com um recital de Sitar e Darbuka.

O evento realiza-se em Braga, no Auditório da Biblioteca Lúcio Craveira da Silva (R. de S. Paulo, nº1), às 21.30h e a entrada é gratuita.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Pandit Hindraj Divekar em Portugal

Chegou-me por e-mail uma notícia boa e interessante - mais uma vez, para quem se encontrar mais a Norte e cá em Portugal.

Passo a transcrever:

«A Soopa e a OOPSA – Associação Cultural têm o prazer de anunciar a primeira visita a Portugal do Pandit (mestre) Hindraj Divekar, representante de uma das mais antigas tradições musicais do Mundo: o “dhrupad”, estilo de música clássica Indostânica austero, lento, e meditativo, cuja sobrevivência se vê actualmente ameaçada pela falta de intérpretes, com a preferência dos músicos actuais a ir para o estilo “khayal”, mais expansivo e exuberante.

Exímio executante em vários instrumentos de cordas indianos, o Pandit Hindraj Divekar dedica-se principalmente à interpretação em “rudra veena”, instrumento que é um ancestral da “sitar”, com um registo mais grave do que esta, sendo considerado um dos instrumentos de cordas mais antigos do Mundo, tendo o seu som uma profunda carga espiritual no contexto da música clássica indiana.

O Pandit Hindraj Divekar irá, em dois concertos e numa masterclass, apresentar pela primeira vez o estilo “dhrupad” ao público português, acompanhado pelo percussionista Manoj Sudam Bhandwalkar e por Franklin Pereira, pioneiro da música clássica indiana em Portugal, na “tanpura”.


Mais info:
http://associacaooopsa.wordpress.com/
www.hindrajdivekar.org

Bilhetes à venda no Museu Nogueira da Silva e Passos Manuel»

3 datas, 3 locais

18 de Março, 21H30, concerto no Museu Nogueira da Silva, Braga (5€)
19 de Março, 22H30, concerto no Passos Manuel, Porto (7,5€)
20 de Março, das 14H às 18H, masterclass na ESMAE, Porto (entrada livre)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Concertos


Se puderem, não deixem de ir no dia 21 de Janeiro ao Maus Hábitos, na Rua de Passos Manuel no Porto.

Para além do Histerical One Man Orchestra e dos Paradox Circle, vai tocar o Franklin Pereira do qual já aqui falei noutras ocasiões e com o qual, juntamente com o arleqvino e mais uns amigos, tive a recente oportunidade de "tocar".

Tenho a certeza de que vale a pena ver!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Kashf

Bem, este artigo não é exactamente sobre a cultura indiana mas envolve um sitarista que já referimos aqui (Franklin Pereira) bem como dois dos elementos do Grand Masala (eu mesmo e o caro Arleqvino).

No próximo dia 21 de Dezembro vai haver um evento musical, de improvisação, que contará com 8 intervenientes; chamar-se-á Kashf e será realizado no próximo Solstício de Inverno (hemisfério norte).

À semelhança de um outro evento que realizei (Hecatombe) a ideia foi reunir pessoas (músicos e não-músicos) num espaço de experimentação sonora.
E é mesmo isso que podem esperar deste evento igualmente: muito experimentalismo descomprometido e sem receios.

Musicalmente falando, imagino que o resultado venha ser interessante porque para além do referido sitarista, vamos ter também didgeridoo, um percussionista e malta da electronica experimental/noise com guitarras, samplers, instrumentos caseiros (a minha Atari Punk Console, por exemplo) processadores de efeitos e o que mais se lembrarem entretanto.

Nada foi previamente definido, tirando uma linha geral de orientação (mais espiritual que técnica em boa verdade), de modo a não comprometer a espontaneidade dos intervenientes e a assegurar uma fluidez que de outro modo se perderia.

Quem nos vai acolher é a Fábrica de Som, no Porto e a entrada é gratuita; prevemos começar por volta das 22h e acabar quando já não conseguirmos tocar mais, ou nos puserem de lá para fora... o que acontecer primeiro.

Deixo-vos a lista de intervenientes a título de curiosidade

António Lopes - Sampler (e mais qualquer coisa se calhar)
Nuno Carvalho- Didgeridoo
João Filipe - Percussão
o nosso Arleqvino - guitarra, baixo, voz e efeitos (acho eu)
Franklin Pereira - Sítara
Pedro Pereira - Sampler, pré-gravações e efeitos
eu próprio - Samplers, Atari Punk Console e coisas
Francisco Cardoso - Imagens e afins

Podem contar com (além do som, claro) luzes que piscam, visuais coloridos e muito incenso nepalês ;)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

E ainda mais música!

É verdade, parece que ultimamente não paramos de falar de música por aqui.

Recordam-se de termos falado de Franklin Pereira e da sua excelente abertura do concerto de Secret Chiefs 3?
Pois bem, soube há bocado que hoje, dia 17, vai fazer um recital de sitar cá no Porto.

Organizado pela PazPazes, este evento vai ter lugar nas suas instalações na Rua Antero de Quental, nº 155.

A entrada são uns singelos 5 euros... mesmo em tempo de crise, é de ir.
O staff do Grand Masala que já o viu actuar recomenda :)

Fica dada a informação (ainda que em cima da hora).

domingo, 5 de julho de 2009

Franklin Pereira e Darbari Khanada

No passado dia 28 de Junho eu e a Bárbara fomos ver o concerto dos Secret Chiefs 3 ao Passos Manuel no Porto.

Os Secret Chiefs 3 não são exactamente uma banda comum, não o são de todo.
São um agrupamento estranho e flexível (que vai mudando de elementos) que aborda um imaginário místico-religioso denso e quase impenetrável ao não-iniciado.
Um imaginário onde tanto se antevê o sufismo como os mais profundos mistérios herméticos da tradição ocidental.
Se virem o Myspace dos senhores, sob as influências, saltam-nos à vista referências como o Colégio de Isphahan na Pérsia, Platão, o Corpus Hermético e a música Bizantina, entre muitas outras.

Musicalmente são qualquer coisa como uma fusão entre surf-rock, psicadelismo, noise e melodias árabes ou persas, sempre plenos de grandiosidade épica... só mesmo ouvindo, acreditem em mim. Poderá não ser para todos os gostos mas é sem dúvida de grande qualidade.

Ora um concerto com pessoas assim não poderia deixar de ter uma primeira parte à altura, correcto? Correctíssimo, e assim foi.

À semelhança do anterior concerto no Porto (em 2008) a primeira parte ficou a cargo de Franklin Pereira (tendo o convite partido do seu amigo Jonathan da Soopa - a entidade que organizou o concerto em conjunto com a Amplificasom - que o costuma acompanhar na tabla) e é dele que quero falar em detalhe aqui no nosso blogue uma vez que, superada a vergonha, tive a coragem de o abordar de modo a pedir-lhe autorização para colocar aqui, para vós queridos leitores, o vídeo da sua performance no concerto onde prendou os espectadores com uma raga palaciana, interpretada no surbahar.

Aproveitando a generosidade do senhor Franklin coloquei-lhe algumas questões por mail às quais ele gentilmente respondeu e que passo a transcrever:

GM: Antes de tudo, diga-nos como chegou à música oriental; fale-nos igualmente um pouco do seu background enquanto músico e das suas preferências musicais.

FP: Em 1980, parti para a Índia à boleia, a partir de Amsterdão, onde estive 1 ano a trabalhar (em alimentos vegetarianos). 2 meses depois cheguei ao ashram de Shree Rajneesh, em Poona no estado de Maharastra. Numa de muitas sessões de música, ouvi um sitarista ocidental num emsemble de fusão; gostei muito, perguntei-lhe onde poderia aprender, e ele disse-me para procurar um professor na zona (mais) indiana da cidade. Dias depois, peguei na bicicleta, fui pedalando por ruas desconhecidas, e encontrei uma loja de instrumentos (q ainda existe, tal como o seu dono). O dono levou-me a casa de Pandit Shreeniwas Keskar, sitarista profissional e a trabalhar na All India Radio; as minhas aulas - a partir do zero em música - começaram poucos dias depois. A minha primeira sitar, muito simples, custou 4 contos (20 euros), e veio da vila de Miraj (300 km mais a sul) onde existe uma grande produção, iniciada há 2 séculos atrás (a mesma loja fez a minha última sitar, em 2004). E assim comecei. O meu professor ainda está vivo, os 3 filhos têm agora miúdos, um deles é meu professor também. Ouço 99% de música da Índia, seja de músicos idosos ou jovens. Também aprecio outros sons do Oriente.

GM: Fale-nos um pouco do instrumento que utilizou e da estrutura da raga que tocou no concerto.

FP: O surbahar foi criado em inícios do séc. XIX por um músico muçulmano de dhrupad, o estilo antigo e arcaico. A cabaça foi cortada na horizontal, o braço é oco, e as cordas foram invertidas (face ao esquema anterior da rudraveena): a mais aguda longe do músico, e as mais graves junto ao músico. Foi dessa distribuição que, mais tarde, a sitar foi buscar, aumentando a largura do braço, as 2 cordas-baixo; as cordas solidárias - as 11 ou 13 colocadas sob as 7 cordas principais - apareceram mais tarde. O surbahar é mais pesado, mais difícil, menos brilhante que a sitar - que acabou por marginalizar tanto o surbahar como a rudraveena, já que permite muita plasticidade ao novo estilo Khayal, mas mantendo as capacidades de contemplação do alap, a fase inicial de qualquer raga. Nessa noite, toquei o raga Darbari Khanada, criado na corte moghol do séc. XVI-XVII, um raga da noite, e de auditório palaciano.

GM: O que gostaria de ver ser feito no âmbito da educação e divulgação musical no nosso país?

FP: Seria bom divulgar-se mais música ligada aos paises dos Descobrimentos, e haver importação de instrumentos melhores.

GM: Pelo que nos disse, costuma ir à Índia com alguma regularidade; quais as suas impressões sobre este país?

FP: Diversas: continua a incomodar a pobreza, à qual agora se junta um aumento substancial da poluição e desordem urbanas. Continua a imensa diversidade cultural e artística, talvez aumentada pelo poder de compra duma classe média em crescimento. Os músicos continuam excelentes, e tenho mais capacidade em aprender e observar a riqueza artística, arcaica, ritual e criativa de um país que admiro.

O vídeo está pequeno e não está com uma qualidade espectacular porque a performance dura cerca de 20 minutos, que implicariam muitos Megabytes de download, e é sempre bom pensar nos utilizadores que não têm ligações à web supersónicas e que também gostariam de a ver.
Quanto à escuridão, lembrem-se do que estão a ver: uma raga da noite (nas palavras do executante).

Divirtam-se e, mais uma vez, obrigado Franklin!

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