Os ataques ocorridos nos EUA a 11 de Setembro de 2001 e a propaganda anti-terrorista que se seguiu deram carta-branca a racistas e xenófobos pelo mundo fora para escolherem um novo alvo para a sua intolerância: os muçulmanos.
Todos os dias a máquina de propaganda americana nos tenta fazer crer que há realmente uma ligação íntima entre terrorismo e Islão (quem assistir às séries 24 ou NCIS: LA deve ter notado a quantidade de vezes que surgem terroristas islâmicos no papel de vilões), ainda que a História nos tenha habituado a actos de terrorismo mais frequentes por parte de não-islâmicos (IRA? ETA? Alguém se lembra?).
Do lado de cá do Atlântico, a facção xenófoba europeia, que não se divertia tanto desde os anos 40, esfrega as mãos de contente com a possibilidade de proibir a construção de minaretes e o uso de burcas e hijabs.

